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Economia

IPCA sobe 0,89% em novembro na maior alta para o mês em 5 anos

No acumulado em 12 meses, o índice teve alta de 4,31%, acima da meta central da inflação para o ano, que é de 4%.

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em

por

Reuters
Supermercado no Rio de Janeiro 10/05/2019 REUTERS/Pilar Olivares

Sob a pressão do aumento dos preços de alimentos e da gasolina, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve em novembro a maior alta do ano, de 0,89%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (8).

O dado veio acima da expectativa de analistas e marcou a maior inflação para o mês desde 2015, quando o IPCA foi de 1,01%.

No acumulado em 12 meses, o índice teve alta de 4,31%, acima da meta central da inflação para o ano, que é de 4%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou menos.

Em novembro, os preços dos alimentos e bebidas continuaram pesando no bolso dos consumidores, ao responderem pela maior variação (2,54%) e maior impacto (0,53 ponto percentual) no IPCA. A segunda maior contribuição (0,26 p.p.) veio do grupo dos transportes (1,33%), sob o impulso do aumento dos preços da gasolina (1,64%).

“Por trás da alta dos alimentos temos um câmbio alto que estimula exportações, auxílio emergencial aumentando o poder de compra e tem ainda uma pressão de commodities mais cotadas no mercado internacional”, disse Pedro Kislanov, gerente da pesquisa, a jornalistas.

Segundo o economista, essa é a quarta vez desde dezembro de 2019 que a inflação em 12 meses supera o centro da meta do Banco Central.

“Esse acumulado ainda está influenciado pela inflação forte que tivemos em dezembro do ano passado por conta das carnes. Vamos ter que esperar para ver como vai ser o comportamento de dezembro deste ano”, disse.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em novembro. Os grupos de saúde e cuidados pessoais e de educação tiveram variação negativa de 0,13% e 0,02%, respectivamente.

Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 0,78% em novembro, acumulando em 12 meses alta de 4,2%.

O Banco Central já reconheceu uma pressão inflacionária mais forte no curto prazo, mas manteve sua mensagem de orientação futura em que se compromete a não aumentar os juros mantidas algumas condições e vem passando a mensagem de que não vê o movimento de alta da inflação adentrando 2021 e 2022.

O Comitê de Política Monetária (Copom) dá início nesta terça-feira a sua reunião de dois dias e anunciará na quarta-feira (9) sua decisão sobre os juros, quando deve atualizar suas projeções para a inflação e sua avaliação de cenário.

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