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Finanças

Bolsa recua pelo 5º pregão, com Eletrobras desabando; dólar tem forte queda

Ibovespa voltou aos 116 mil pontos, enquanto dólar caiu mais de 3%.

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InvestNews
Investimentos

A bolsa de valores brasileira fechou em queda nesta terça-feira (26), o 5º pregão seguido de perdas, com a Eletrobras (ELET3 e ELET6) recuando com força após a demissão de seu presidente, Wilson Ferreira Jr. Já o dólar terminou o dia em forte queda, seguindo tendência do exterior e também reagindo a declarações do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia sobre importância do cumprimento de regras fiscais.

O principal índice da B3, o Ibovespa, caiu 0,78%, aos 116.464 pontos. Já o dólar comercial caiu 3,3%, a R$ 5,327.

A Eletrobras liderou as perdas do Ibovespa. ELETROBRAS ON (ELET3) caiu 9,69% e ELETROBRAS PNB (ELET6) perdeu 6,80%, após Wilson Ferreira Jr. renunciar ao cargo de presidente-executivo da elétrica, enquanto os papéis da BR Distribuidora (BRDT3) dispararam 9,57%, dada a perspectiva de que o executivo assumirá o comando da empresa. Ferreira disse do dia anterior que decidiu deixar a Eletrobras após avaliar que o processo de privatização da elétrica não tem a tração que deveria para ser concluído.

Ainda no mercado de ações, o aumento persistente de casos e mortes em razão do coronavírus no Brasil, seguindo a tendência de outros países, também trouxe de volta preocupações sobre a retomada econômica e pressões fiscais.

“A incerteza para o primeiro trimestre permanece elevada, com o agravamento da pandemia no curto prazo e atraso na vacinação”, ressaltou o departamento de pesquisas econômicas do Bradesco, em relatório a clientes.

Dados sobre o fluxo do começo do ano, porém, sinalizam que investidores estrangeiros continuam de olho na bolsa paulista, com o saldo de capital externo no mercado secundário de ações da B3 positivo em R$ 21,6 bilhões, segundo os dados mais recentes disponíveis, até o dia 20.

Em paralelo, o movimento de greve dos caminhoneiros ganhou adesão da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), reforçando apreensões com a recuperação da atividade.

Na segunda-feira (25), a B3 permaneceu fechada devido ao feriado de aniversário da cidade de São Paulo.

Dólar e crise fiscal

A queda do dólar nesta terça vem depois de uma forte sequência de avanço. Em seis sessões até a sexta-feira (22) passada, o dólar acumulou alta perto de 5%, com o real liderando as perdas no mundo. O avanço acompanhou as preocupações de investidores com potenciais repercussões econômicas e fiscais do agravamento da pandemia e da queda de popularidade do presidente da República.

Nesta terça, no entanto, o mercado reage a novas declarações de Bolsonaro, feitas em evento promovido pelo Credit Suisse. O presidente mudou o tom e defendeu a vacinação contra a covid-19 como forma de fazer a economia brasileira voltar a funcionar, em comentários alinhados aos feitos por Guedes. Bolsonaro disse ainda que o governo manterá o compromisso com o teto de gastos e não irá transformar em permanentes medidas temporárias criadas para combater a pandemia.

Além disso, a queda do dólar nesta terça era motivada ainda pelo clima positivo no exterior, onde moedas emergentes tinham firme valorização.

Juros

A ata da última reunião de política monetária do Banco Central, divulgada mais cedo, também era citada como fator de apoio ao câmbio. Alguns membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central defenderam na semana passada que já fosse dado início à elevação da taxa básica de juros, mas o entendimento predominante no colegiado foi de que, diante das incertezas, seria preferível aguardar a divulgação de mais informações sobre o cenário econômico e a pandemia do coronavírus, mostrou o documento.

“A comunicação reforça a visão de que a primeira alta de juros não só deve acontecer neste ano, mas também reforça a hipótese de que pode se concretizar já no primeiro semestre de 2021”, disse o Citi em nota. “Acreditamos que o ciclo de alta de juros por vir dará algum suporte ao real”, acrescentou o banco.

Segundo analistas, um dos motivos para a pressão sobre o real nos últimos tempos é o juro em patamar muito baixo.

Destaques da bolsa

ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) fechou em baixa de 3,34%, enquanto BRADESCO PN (BBDC4) caiu 2,4%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) recuou 2,67% e SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) caiu 3,23%. O Bradesco BBI cortou a recomendação de Itaú e Santander Brasil, bem como seus respectivos preços-alvo, assim como o preço-alvo de BB, citando que o recente rali das ações e o espaço limitado para revisões adicionais de lucros apoiam visão mais cautelosa com o setor.

CSN ON (CSNA3) caiu 2,88%, em sessão negativa para o setor de mineração e siderurgia, com GERDAU PN (GGBR4) recuando 5,17%, USIMINAS PNA (USIM5) cedendo 4,52% e VALE ON (VALE3) perdendo 1,52%. A CSN divulgou na última sexta-feira prospecto preliminar para o IPO de sua unidade de mineração, em operação que pode movimentar mais de R$ 7 bilhões.

CIELO ON (CIEL3) valorizou-se 1,66%, em meio a novos ruídos envolvendo mudança no controle da maior empresa de meios de pagamentos do país e tendo no radar balanço do quarto trimestre após o fechamento do mercado.

Bolsas globais

O mercado acionário dos Estados Unidos subiu nesta terça com o S&P 500 atingindo outra máxima recorde diante de uma série de balanços corporativos positivos, incluindo dos componentes do Dow 3M e Johnson & Johnson, o que ajudava o sentimento.

  • Dow Jones caiu 0,07%, a 30.937 pontos
  • S&P 500 perdeu 0,14%, a 3.850 pontos
  • Nasdaq recuou 0,07%, a 13.626 pontos

As ações europeias valorizaram-se nesta terça, com os fortes balanços do UBS e da fabricante de peças automotivas Autoliv somando-se a uma série de dados corporativos positivos, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou sua projeção de crescimento global em 2021. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,63%.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,23%, a 6.654 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,66%, a 13.870 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,94%, a 5.523 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,15%, a 21.987 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,86%, a 7.964 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,49%, a 4.888 pontos.

O índice de blue-chips da China recuou nesta terça-feira, marcando a maior perda diária desde setembro. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 2,01%.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,96%, a 28.546 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 2,55%, a 29.391 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 1,51%, a 3.569 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 2,01%, a 5.512 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 2,14%, a 3.140 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 1,80%, a 15.658 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,95%, a 2.945 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 permaneceu fechado.

*Com Reuters

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