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Finanças

Bolsa perde fôlego e fecha nos 112 mil pontos, vacina da Pfizer limita ganhos

Investidores questionam obstáculos na cadeia de suprimentos da companhia; PIB do Brasil avança 7,7% no terceiro trimestre

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InvestNews
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Dia animado para o Ibovespa, que chegou a superar os 113 mil pontos com os investidores monitorando o desenrolar da aprovação e distribuição das vacinas contra covid-19, mas perdeu fôlego acompanhando o enfraquecimento em Wall Street. O índice da B3 fechou em alta de 0,37% aos 112.291 pontos nesta quinta-feira (3). Na máxima do dia, o Ibovespa alcançou os 113.377,33 pontos.

O índice renovou máximas desde fevereiro puxado pelo desempenho do setor aéreo e de turismo, com Gol e CVC liderando, além da alta de Petrobras e Bancos que sustentaram os ganhos.

Os investidores também repercutiram os dados do Produto Interno Bruto (PIB) para o terceiro trimestre que avançou 7,7%, resultado recorde, mas abaixo do esperado e insuficiente para recuperar as perdas provocadas pela pandemia.

Nos Estados Unidos, o mercado ficou na expectativa de que republicanos e democratas cheguem a um acordo sobre o próximo pacote de estímulos. O número de pedidos de seguro desemprego de 712 mil, abaixo da projeção de 780 mil deixaram os investidores eufóricos.

Contudo, houve uma correção de ganhos, especialmente no S&P 500 que fechou em leve queda após a notícia de que a Pfizer reduziu sua meta de distribuição da vacina contra a covid-19. Os obstáculos na cadeia de suprimentos não animam. O índice S&P 500 fechou em leve baixa de 0,06% e Dow Jones e Nasdaq avançaram 0,29% e 0,23%, respectivamente.

Na Europa, os investidores ainda repercutem o fato de que o Reino Unido será pioneiro na vacinação. A maioria das bolsas fecharam em queda e na contramão a bolsa de Londres (FTSE 100) subiu 0,42%, a 6.490,27 pontos, com os investidores ainda animados pela notícia.

O dólar caiu com força e fechou no seu menor patamar desde o dia 22 de julho, em meio a um movimento generalizado de vendas da divisa norte-americana, ditado pela confiança na retomada da economia global num ambiente de farta liquidez.

O dólar comercial fechou em baixa de 1,93%, cotado a R$ 5,1401. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,23.

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Destaques da Bolsa

Dando continuidade a recuperação de novembro, os destaques positivos do dia foram do setor aéreo e de turismo. A maior alta ficou por conta da Embraer (EMBR3) que valorizou 11,05%. A companhia se beneficia pelas novas tendências na fabricação de aviões, como a busca por aeronaves menores e de consumo mais eficiente de combustível. No ano, a ação, porém, ainda acumula queda de 52,61%, também reflexo do fracasso do acordo com a Boeing.

Subiram também a Gol (GOLL4) e CVC (CVCB3) que avançaram 8,79% e 7,55%, respectivamente. As companhias repercutiram o cenário positivo para a aprovação e distribuição das vacinas. No estado de São Paulo, o governador João Dória afirmou que vai começar a vacinação em janeiro de 2021, são 46 milhões de doses de Coronavac disponíveis.

No lado oposto do Ibovespa, recuaram as siderúrgicas em meio a uma realização de ganhos e repercutindo a queda no dólar e nos preços do minério de ferro. A maior queda foi da Usiminas (USIM5) que despencou 5,14%. Seguida também da exportadora de papel e celulose Suzano (SUZB3), que fechou em baixa de 4,76%.

Caíram também Gerdau Metalúrgica (GOAU4) e Gerdau (GGBR4) com desvalorização de 4,19% e 4,10%, respectivamente.

Bolsas americanas

O S&P 500 encerrou em ligeira queda nesta quinta-feira após notícia de que a Pfizer Inc havia reduzido a meta para a distribuição de sua vacina contra a Covid-19.

O índice recuou das máximas ao fim da sessão após o “Wall Street Journal” informar que a Pfizer enfrentava obstáculos na cadeia de suprimentos relacionados à vacina, levando à queda dos seus papéis.

Dow Jones teve alta de 0,29%, aos 29.970,5 pontos, o S&P 500 perdeu 0,06%, aos 3.666,77 pontos, e o Nasdaq valorizou-se 0,23%, aos 12.377,18 pontos.

PIB do 3º trimestre

A indústria, os serviços e os gastos das famílias impulsionaram a economia do Brasil a uma expansão recorde no terceiro trimestre de 2020, mas ainda insuficiente para recuperar as perdas vistas no ápice da pandemia no país.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 7,7% no período de julho a setembro na comparação com os três meses anteriores, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho foi o melhor desde o início da série, em 1996, e veio depois de contração de 1,5% no primeiro trimestre e de 9,6% no segundo, quando as medidas de contenção contra o coronavírus paralisaram a atividade de ponta a ponta no país.

O ritmo da economia passou a ganhar força no final do segundo trimestre, depois de ter atingido o fundo do poço em abril, conforme as empresas foram reabrindo após medidas mais rígidas de isolamento.

Bolsas na Europa

As bolsas da Europa fecharam sem direção única, com dados negativos sendo divulgados no continente, em meio ao avanço da pandemia de covid-19. Por outro lado, as expectativas pelo acordo de um pacote de estímulo fiscal nos Estados Unidos impulsionam os mercados. Outro fator observado é o Brexit, que tem suas negociações em momentos decisivos. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou quase estável, com alta de 0,01%, a 391,72 pontos.

Hoje, houve a divulgação de índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) mais fracos do que o esperado na Europa. “A mensagem principal dos PMIs da zona do euro permanece cristalina e desanimadora”, comenta o analista da Pantheon Macroeconomics Claus Vistesen. “O setor de serviços está sofrendo muito com os novos lockdowns – concentrados no lazer e na hospitalidade.”, acrescenta. A covid-19 segue avançando no continente, e hoje a Itália registrou seu maior número de mortos em um dia na pandemia, 993.

As vendas no varejo da zona do euro subiram 1,5% em outubro, mas correspondem a um período anterior às novas restrições. A ação do Carrefour teve baixa de 0,40% em Paris, e ajudou o Cac 40 a recuar 0,15% no mercado francês, a 5.574,36 pontos. Em Madri, a Inditex, que controla da Zara, caiu 0,97%, e ajudou o Ibex 35 a fechar em baixa de 0,24%, a 8.200,70 pontos.

Em Frankurt, o Dax sofreu a maior queda dentre as principais bolsas na Europa, de 0,45%, a 13.252,86 pontos. O setor automotivo foi responsável por algumas das principais perdas, e Daimler AG (-1,25%) e Volkswagen (-0,48%) caíram.

Pelo lado positivo, o ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Simon Coveney, afirmou nesta quinta-feira que as negociações do Brexit estão “perto do final”. Em Londres, o FTSE avançou 0,42%, a 6.490,27 pontos.

As bolsas também ganharam estímulos por conta dos avanços nas negociações por um possível pacote fiscal nos EUA. Citadas com frequência como beneficiária dos estímulos, as companhias aéreas tiveram um dia de altas. Air France-KLM (+2,93%), IAG, que controla British Airways e Iberia, (+2,84%) e Lufthansa (+1,16%) foram algumas das altas. Seguindo sinais positivos, em Lisboa, o PSI 20 fechou em alta de 0,32%, a 4.639,14 pontos. O FTSE MIB também avançou em Milão, 0,16%, 22.007,40 pontos.

*Com Reuters e Agência Estado

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