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Finanças

Dólar volta a cair depois de sinal de intervenção do BC; Bolsa opera em alta

O anúncio do presidente Donald Trump faz com que cenário internacional fique favorável.

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InvestNews
bolsa de valores

O dólar inverteu o sinal, após passar a manhã desta quarta-feira (8) em alta ante o real. A inversão aconteceu depois que o presidente do BC anunciou que instituição pode, a qualquer momento, atuar muito mais forte. A Bolsa opera em alta, mas o mercado ainda está cautelo com a expansão do novo coronavírus. As expectativas estão voltadas para o anúncio feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de um novo pacote de medidas para ajudar a economia do país.

Por volta das 14h, o principal índice da B3, o Ibovespa, subia 1,77%, operando aos 77.706 pontos. Já o dólar comercial era vendido a R$ 5,1808, caindo 0,90%.

A tendência de alta permanece, na terça-feira, a bolsa subiu 3,08%, a 76.358 pontos. O mesmo não acontece com o dólar. Após dar um trégua na seção anterior, quando a moeda americana fechou a R$ 5,2251, em queda de 1,30%, o mercado de câmbio viu o fortalecimento de outras moedas emergentes mais cedo no exterior, como o peso mexicano.

Destaques da Bolsa

As ações da Petrobras embalam a alta da bolsa. Investidores acompanham os dados de estoques da commodity nos EUA e também a possibilidade de um corte de produção coordenado entre os EUA, a Rússia e a Opep, liderada pela Arábia Saudita, para estabilizar o mercado global de petróleo.

Por volta das 14h, as ações preferenciais (PETR4) subiam 1,71%, negociadas a R$ 16,68. Nas ordinárias (PETR3), alta de 1,69%, a R$ 16,86. Entre as maiores altas, o destaque são as ações da Cielo (CIEL3), que subiam 18,73%, vendidas a R$ 4,88.

Novo pacote econômico dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 7, que pretende enviar ao Congresso americano um pacote de US$ 250 bilhões para a manutenção de empregos no país, em meio à crise trazida pelo novo coronavírus.

“Vamos oferecer muito dinheiro para as pequenas empresas do nosso país”, afirmou. O presidente americano ponderou, contudo, que ainda é preciso saber se a verba será suficiente.

Endividamento recorde

Um levantamento divulgado ontem pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) mostrou que a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus já levou dois milhões de clientes a bater na porta dos cincos maiores bancos do País para renegociarem R$ 200 bilhões de empréstimos.

Pressionada por críticas de empresas e pessoas físicas sobre dificuldades para negociar um adiamento nas prestações em dois ou três meses, a Febraban afirmou que entende a “ansiedade” de diversos setores, mas é “preciso compreender que esse é um processo gradual e complexo, que demanda diversas providências e, em muitos casos, envolvem mudanças regulatórias”.

LEIA MAIS: Endividamento de famílias bate recorde

Bolsa asiáticas

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira, com investidores atentos aos desdobramentos da pandemia de coronavírus.

Na China continental, os mercados sofreram perdas modestas hoje: o Xangai Composto recuou 0,19%, a 2.815,37 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,16%, a 1.740,65 pontos.

Por outro lado, o índice japonês Nikkei subiu 2,13% em Tóquio, a 19.353,24 pontos, um dia depois de o gabinete do Japão aprovar um pacote econômico equivalente a quase US$ 1 trilhão, em resposta aos efeitos adversos do coronavírus.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng teve baixa de 1,17% em Hong Kong, a 23.970,37 pontos, e o sul-coreano Kospi se desvalorizou 0,90% em Seul, a 1.807,14 pontos, interrompendo uma sequência de quatro sessões positivas, mas o Taiex avançou 1,41% em Taiwan, a 10.137,47 pontos.

Coronavírus

Nos dois pregões anteriores, a região asiática teve ganhos generalizados em meio a sinais recentes de desaceleração do coronavírus em várias partes do mundo, tanto em número de casos quanto de mortes. O fim da pandemia, no entanto, parece ainda estar bem distante.

No Japão, o governo declarou ontem estado de emergência por um mês na região metropolitana de Tóquio e em outras áreas populosas.

Já a cidade chinesa de Wuhan, onde o surto de coronavírus teve início, saiu da quarentena depois de 11 semanas. A China registrou ontem duas novas mortes pela doença, elevando o total acumulado de óbitos para 3.333. Na véspera, não houve registro de mortes.

Mas a situação continua preocupante nos Estados Unidos, que têm quase 380 mil infectados por coronavírus e mais de 12 mil mortos, e também na Europa, embora haja indícios de desaceleração da covid-19 – doença causada pelo vírus – em vários países da região.

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