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Finanças

Dia das Crianças: qual a melhor estratégia para escolher ações para os filhos?

Small Caps ou boas pagadoras de dividendos? Qual ação tem o maior potencial de ganhos a longo prazo?

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Criança fazendo as contas e guardando dinheiro

“Uma carteira diversificada em ações é o melhor investimento levando em consideração o longo prazo”. A frase, de Jeremy Siegel, que está estampada nas páginas do seu livro “Investindo em ações no Longo Prazo” pode ser usada a favor na hora de montar uma carteira de ações pensando no futuro dos filhos.

Melhor que ouro, dólar e renda fixa, é o investimento em ações com foco no longo ou longuíssimo prazo, segundo o autor. Não diferente, Murilo Breder, do Nu invest, partilha da mesma ideia e ainda complementa: investir em ações, em especial, nas boas pagadoras de dividendos reinvestindo com recorrência é o que vai fazer toda a diferença.

Segundo um estudo da casa de análises Morningstar que leva em consideração os últimos 60 anos de investimentos no S&P 500 (o principal índice norte-americano), a diferença para quem reinvestiu todos os dividendos recebidos no índice para quem não reinvestiu foi um retorno de quase 6 vezes mais. Ou seja: a pessoa que investiu inicialmente US$ 10 mil em dezembro de 1.960, teve de retorno em dezembro de 2017 ao menos US$ 460.095. Já a que reinvestiu totalmente os dividendos, recebeu em igual período US$ 2.517.192.

A sugestão do analista é buscar compor um portfólio que tenha pelo menos 6% de retorno médio anual em dividend yield. Esse percentual garante um valor de dividendos a um patamar atrativo e ainda ganha exposição ao potencial de multiplicação das small caps.

Small Caps potencializam a carteira

Agora para conseguir uma valorização ainda maior do que ter apenas um carteira focada em ações e dividendos é apostar nas empresas de menor valor de mercado, isso é: as small caps. Essas são companhias são conhecidas no mercado por apresentarem um maior potencial de crescimento quando comparada as large caps – as empresas já consolidadas da bolsa.

Já outra dica do analista é ter ao menos 30% da carteira de ações voltadas a ativos dolarizados, como os BDRs (recibos de ações de companhias listadas no exterior e negociadas na B3). Coca-Cola (COCA34) e Aura Minerals (AURA33) são boas opções para compor parte do percentual recomendado para a carteira, segundo o analista.

Quantidade ideal no portfólio

Quantos ativos ter na carteira é uma pergunta frequente dos investidores – sejam eles novatos ou não. Segundo Breder, o recomendado é ter entre 10 e 15 ativos. Menos do que isso seria concentrar demais, e mais do que isso seria diluir muito a exposição. Isso porque com uma carteira com uma quantidade acima do ideal, seria mais complicado de o investidor acompanhar o cenário e a tese de cada empresa em que se está investindo, já que isso se faz necessário.

“Quanto maior a quantidade de ativos na sua carteira, mais próximo você se aproxima da rentabilidade do mercado, e daí seria muito mais fácil comprar um ETF que replica um índice do que escolher ação por ação”, aponta Breder.

Investindo com R$ 100

É possível começar a investir com apenas R$ 100. Em especial focando no longo prazo – entre 10 a 18 anos. Com este valor, em um ano o montante soma R$ 1.200 e em dez anos, R$ 12 mil. Com o efeito multiplicador da renda variável, dos juros compostos, do reinvestimento dos dividendos, do crescimento das small caps e ainda, da variação cambial que os ativos dolarizados estão expostos, tudo isso favorece a alavancagem dos ganhos.

“Já os cuidados a serem levados em consideração nos aportes menores é se há a cobrança de taxa de corretagem. Isso porque acaba por corroer o lucro, e isso acaba impactando negativamente”.

Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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