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Finanças

Ibovespa acumula alta de 2,56% em semana de subida da Selic e dados de inflação

Mercado também acompanhou dados dos EUA que podem influenciar a decisão de política monetária do Fed na semana que vem.

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Ibovespa - bolsa de valores

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sexta-feira (10) em alta. O dólar tomou fôlego conforme investidores de todo o mundo reagiram à divulgação de dados de inflação norte-americanos que podem influenciar a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, que será anunciada na semana que vem.

O Ibovespa subiu 1,38%, aos 107.758,34 pontos. Na semana, porém, acumolou alta de 2,56%. O dólar subiu 0,74%, comercializado a R$ 5,6142, depois de cair 1,20% na análise semanal.

Inflação no Brasil

Dados de inflação no Brasil divulgados pela manhã mostraram que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,95% em novembro. O dado veio melhor que o esperado pelo mercado e dois dias após o Banco Central justificar uma postura mais dura em decisão de política monetária pelas pressões inflacionárias.

“A desaceleração em ritmo maior do que o esperado da inflação traz alívio às preocupações com a alta dos preços na economia local e isto se reflete nos mercados”, comenta Alexsandro Nishimura, economista, head de conteúdo e sócio da BRA.

Inflação nos EUA

O Departamento do Trabalho dos EUA informou nesta sexta-feira que o índice de preços ao consumidor do país avançou 0,8% em novembro em relação ao mês anterior, ganhando 6,8% em 12 meses, alta mais expressiva desde 1982. A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 0,7% do índice sobre outubro e alta de 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O avanço praticamente em linha com as estimativas fez os futuros de ações dos EUA acelerarem os ganhos acentuadamente. A leitura é de que o dado ameniza alguma pressão sobre o Fed para seguir em frente com um agressivo aperto da política monetária, incluindo alta de juros – que afeta a liquidez global, e, portanto, as bolsas, com impacto potencialmente maior nas emergentes.

Investidores estavam na expectativa pelo índice, já que ele antecede a próxima reunião do Fed na semana que vem, em que deve ser discutida aceleração do ritmo de retirada de estímulos pelo banco central norte-americano, diante das pressões inflacionárias. Além disso, o mercado também busca pistas sobre quando os juros podem começar a subir nos EUA.

Bolsas mundiais

Wall Street

Os principais índices de Wall Street encerraram em alta nesta sexta-feira, repercutindo os dados de inflação nos EUA.

O Dow Jones Industrial Average avançou 0,60%, a 35.970 pontos. O S&P 500 subiu 0,95%, a 4.712 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 0,73%, para 15,630 pontos.

Europa

As ações europeias caíram nesta sexta-feira, devido ao nervosismo em torno da variante ômicron da covid-19, e também repercutindo os dados de inflação nos EUA.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,40%, a 7.291,78 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,10%, a 15.623,31 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,24%, a 6.991,68 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,36%, a 26.721,98 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,47%, a 8.360,20 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,55%, a 5.491,59 pontos.

Ásia e Pacífico

As blue chips da China fecharam em baixa nesta sexta-feira, após escalarem seu nível mais alto em mais de quatro meses na sessão anterior, com alguns investidores realizando lucros depois de dados de crédito abaixo das expectativas de analistas.

Os novos empréstimos bancários na China aumentaram menos do que o esperado em novembro em relação ao mês anterior, mesmo com o banco central buscando estimular o crescimento na segunda maior economia do mundo.

“Os dados de crédito e de agregados monetários mais fracos do que o esperado sugerem que a demanda por crédito permanece fraca em meio à desaceleração em curso do crescimento”, disse o Nomura em nota.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei caiu 1,00%, a 28.437,77 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,07%, a 23.995,72 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,18%, a 3.666,35 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,46%, a 5.055,12 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,64%, a 3.010,23 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,49%, a 17.826,26 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,22%, a 3.135,61 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,42%, a 7.353,50 pontos.

(Com informações da Reuters)

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