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Finanças

Ibovespa cai para 117 mil pontos; dólar fecha em R$ 5,27 após atingir R$ 5,30

Dados fracos de varejo nos EUA desanimaram investidores, enquanto ambiente permanece desfavorável no cenário local.

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O Ibovespa, principal índice da B3, que chegou a iniciar o pregão em alta, encerrou a terça-feira (17) em forte queda, assim como o dólar, que chegou a bater R$ 5,30, em meio a um ambiente ainda desfavorável no exterior. No Brasil, há expectativa da votação do projeto que altera regras do Imposto de Renda na Câmara dos Deputados.

O Ibovespa caiu 1,07%, aos 117.903,81, após chegar a 116.248 na mínima do dia. Veja a cotação do Ibovespa hoje. O dólar, que subiu mais cedo, virou e fechou com recuo de 0,12%, comercializado a R$ 5,2726, após atingir R$ 5,3036 na máxima do dia.

Dados considerados fracos dos Estados Unidos pesaram sobre o humor dos investidores nesta terça, com preocupações de que a recuperação da economia esteja perdendo força. As vendas no varejo dos Estados Unidos caíram 1,1% no mês passado, informou o Departamento do Comércio nesta terça, leitura bem pior do que a queda de 0,3% esperada em pesquisa da Reuters com economistas.

Os números somam-se a dados da semana passada que mostraram piora na confiança do consumidor norte-americano, explicou Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos, em post no Twitter.

Jerome Powell, chair do Federal Reserve 15/07/2021 REUTERS/Kevin Lamarque

Ainda do cenário externo, o mercado acompanha declarações de o presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, em busca de pistas sobre o rumo da taxa de juros do país. Jerome Powell disse que não está claro se o surto da variante delta do coronavírus terá um impacto considerável na economia.

“A covid ainda está entre nós…e isso deve continuar a ser o caso por um tempo”, disse Powell, mas “as pessoas e as empresas improvisaram e aprenderam a se adaptar. A viverem suas vidas apesar da covid.”

Cenário interno

Por aqui, o mercado repercute também a notícia de que o presidente Jair Bolsonaro poderia vetar o “fundão” eleitoral aprovado pelo Congresso, enquanto aguardavam a votação da reforma do Imposto de Renda.

Bolsonaro afirmou nesta terça ter intenção de vetar parcialmente o valor do fundo, atualmente de R$ 5,7 bilhões, mas, se não for possível o veto parcial, optará pelo veto completo.

“Bolsonaro quer vetar os gastos com o ‘fundão’ e, ao mesmo tempo, os investidores estão na expectativa de que o projeto do Imposto de Renda seja aprovado sem taxação de dividendos, e isso fortalece o real frente ao dólar”, disse à Reuters Lucas Schroeder, diretor de operações da Câmbio Curitiba.

A Câmara dos Deputados vota nesta terça o projeto que altera regras do Imposto de Renda, parte do conjunto de medidas que integram a reforma tributária em tramitação no Congresso.

Destaques da bolsa

A resseguradora IRB Brasil  (IRBR3) encerrou o dia em queda. O grupo privado de educação Yduqs (YDUQ3) e Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) (CMIG4) terminaram com valorização. Veja outros destaques da bolsa.

Bolsas mundiais

Wall Street

Os principais índices de Wall Street fecharam o dia em queda nesta terça-feira pressionados pela queda nas vendas no varejo dos EUA, que levantou preocupações sobre a recuperação econômica, bem como pelos resultados decepcionantes da Home Depot.

  • O índice Dow Jones caiu 0,79%, a 35.342 pontos
  • S&P 500 perdeu 0,71%, a 4.448 pontos
  • O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,93%, a 14.656 pontos.

Europa

As ações europeias terminaram com ganhos depois de caírem para o menor nível em uma semana nesta terça-feira, já que dados positivos da zona do euro ajudaram a aliviar preocupações sobre a desaceleração do crescimento econômico global em meio a um salto nos casos de covid-19.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,38%, a 7.181 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,02%, a 15.921 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,28%, a 6.819 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,85%, a 26.224 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,68%, a 8.865 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,46%, a 5.244 pontos.

Ásia e Pacífico

Os principais índices acionários da China caíram à taxa mais acentuada em três semanas nesta terça, com uma perspectiva econômica sombria pesando sobre as ações cíclicas e ligadas ao consumo, enquanto um novo aperto regulatório atingiu as empresas de tecnologia.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,36%, a 27.424 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,66%, a 25.745 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 2,00%, a 3.446 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 2,10%, a 4.837 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,89%, a 3.143 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 1,17%, a 16.661 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,86%, a 3.118 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,94%, a 7.511 pontos.

(*Com informações de Reuters)

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