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Finanças

Ibovespa chega aos 108 mil pontos; o menor patamar desde novembro de 2020

Temores sobre crescimento global e endividamento da companhia chinesa Evergrande contribuíram para forte queda do indicador.

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O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3, encerrou a segunda-feira (20) em queda. Já o dólar ganhou força, acompanhando movimento internacional de busca por segurança em meio a temores sobre o crescimento global e endividamento da gigante chinesa Evergrande, antes ainda das reuniões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil.

O Ibovespa, que chegou a abrir o pregão aos 111.435 (máxima do dia), caiu 2,33%, aos 108.843 pontos, depois de atingir a mínima de 107.520. É o menor patamar registrado pelo indicador desde novembro do ano passado. Já o dólar subiu 0,87%, aos R$ 5,3327, após oscilar entre R$ 5,3068 e R$ 5,3772.

Os operadores globais têm visto muitos motivos para cautela nas últimas semanas, em meio a sinais de salto da inflação e arrefecimento do crescimento nas maiores economias do mundo, enquanto o risco elevado de default da incorporadora chinesa Evergrande gerava temores de impacto disseminado nos mercados financeiros.

“O que estamos observando nos últimos dias são sinais preocupantes de contágio da situação da Evergrande para outras empresas do setor na China. (…) Obviamente que o cenário na China é extremamente desafiador para o Brasil, que ainda precisa lidar com suas peculiaridades locais”, escreveu em blog Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos.

A semana repleta de reuniões de política monetária também ajudava a manter tom de cautela entre os investidores, disse em nota Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora, citando o encontro do Federal Reserve como o destaque da agenda.

Destaques do Ibovespa

Somente 5 ações encerraram o pregão em alta com a Copel liderando as valorizações do indicador. A Embraer também caiu na esteira da assinatura de contrato de serviços de longa duração com a Alliance Airlines, assim como a empresa de energia AES, que aprovou oferta pública primária de ações. Na esteira da queda do minério de ferro, siderúrgicas e Vale também caíam. Veja outros destaques da bolsa.

Bolsas mundiais

Wall Street

Os principais índices de Wall Street caíram com força nesta segunda, com preocupações sobre o ritmo da recuperação econômica atingindo ações do setor de energia e bancos, em semana em que o Federal Reserve decidirá sobre possível redução de seu estímulo da era da pandemia.

  • O Dow Jones caiu 1,78%, a 33.970 pontos
  • O S&P 500 caía 1,70%, a 4.357pontos
  • O Nasdaq caía 2,19%, a 14.713 pontos

Europa

  • Em LONDRES, o índice Financial Times caiu 0,86%, a 6.903,91 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 2,31%, a 15.132,06 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 caiu 1,74%, a 6.455,81 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib caiu 2,57%, a 25.048,26 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 caiu 1,20%, a 8.655,40 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 caiu 1,62%, a 5.213,55 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações asiáticas recuaram nesta segunda, no início de uma semana cheia de reuniões de bancos centrais no mundo, com uma tórrida sessão para a incorporadora mais endividada do mundo, a China Evergrande, derrubando o mercado de Hong Kong para uma mínima em quase um ano.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei não abriu.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 3,30%, a 24.099 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC não abriu.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, não abriu.
  • Em SEUL, o índice KOSPI não abriu.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX não abriu.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES caiu 0,96%, a 3.041 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 caiu 2,10%, a 7.248 pontos.

(*Com informações da Reuters)

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