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Finanças

Veja 23 ações que valorizaram mais de 150% após chegar ao fundo do poço

Desde que atingiram seu preço mínimo em 2020, algumas companhias já acumulam altas de até 362%

Publicado

em

por

Katherine Rivas

Segundo um levantamento da Economática Brasil feito para o InvestNews, há 23 ações listadas na bolsa que conseguiram valorizar acima de 150% desde o dia em que atingiram o seu menor preço em 2020.

É o caso da Via Varejo (VVAR3), que foi a ação que mais valorizou desde o fundo do poço. No dia 3 de abril, os papéis da varejista fecharam cotados a R$ 4,10. Este foi o patamar menor que a Via Varejo atingiu na crise. No dia 18 de agosto, as ações da companhia fecharam cotadas a R$ 18,97. Desde 3 de abril até ontem, os papéis da Via Varejo dispararam 362,7%.

No acumulado do ano, a companhia já conseguiu recuperar as perdas, com valorização de 69,83%.

O parâmetro considerado pela Economática foram papéis que movimentam um volume diário superior a R$ 500 mil. Foram escolhidas para análise o menor preço que cada ação atingiu em 2020 e o valor de cotação até ontem, 18 de agosto.

Selecionamos as companhias que desde o fundo do poço até ontem conseguiram valorizar acima de 150%.

As mais representativas

Além da Via Varejo (VVAR3), entre as ações com forte recuperação no ano de 2020 encontramos algumas companhias que desde o fundo do poço dispararam acima de 150%.

A primeira é a Weg (WEGE3), com alta acumulada de 96,69% em 2020. A companhia é a favorita de muitos quando o assunto é resiliência.

As ações da WEG tiveram seu fundo do poço no dia 18 de março, quando os papéis fecharam cotados a R$ 26,37. Cinco meses depois, no pregão de 18 de agosto, as ações da WEG custavam R$ 67,70. A valorização desde o pico da queda até ontem foi de 156,7%.

Outra companhia que se destaca é a Magazine Luiza (MGLU3), com alta acumulada no ano de 87,98%.

A varejista atingiu seu valor mínimo no dia 18 de março, quando seus papéis custavam R$ 28,77. Mas, no pregão de ontem, 18 de agosto, as ações da Magalu fecharam cotadas a R$ 89,50. A valorização do período (18 de março a 18 de abril) foi de 211%.

Ainda neste grupo, uma companhia que divide opiniões é a Oi, que teve forte valorização com seus papéis ordinários e preferenciais. No entanto, é importante lembrar que a companhia ainda passa por um processo de reestruturação e suas ações sempre foram vendidas a preço de banana.

As ações ordinárias da OI (OIBR3), por exemplo, chegaram ao poço no dia 23 de março, quando o papel custava apenas R$ 0,44 centavos. Mas, no dia 18 de agosto esta mesma ação custava R$ 1,58. A valorização de 23 de março até ontem foi de 259,1%.

Para as ações preferenciais OI (OIBR4), o fundo de poço ocorreu no dia 9 de março, quando os papéis eram negociados a R$ 0,85 centavos. No dia 18 de agosto, as ações fecharam cotadas a R$ 2,33. A valorização no período foi de 174,1%.

Veja mais companhias:

Recuperação média

Entre as companhias escolhidas, há também aquelas que no acumulado do ano ainda não valorizaram 50%. Contudo, desde a data da sua cotação mínima em 2020 até ontem subiram acima de 150%. Entre estas se destacam papéis de bancos e siderúrgicas.

O Banco BTG Pactual (BPAC11), por exemplo, teve no dia 23 de março suas ações cotadas a R$ 25,93. Este foi o menor valor da ação em 2020. No dia 18 de agosto, as ações do BTG custavam R$ 85,71. A valorização neste período (de 23 de março até ontem) foi de 230,4%.

Já os papéis da Siderúrgica Nacional (CSNA3) tiveram seu fundo no poço no dia 24 de março, quando foram negociados a R$ 5,79. No pregão do dia 18 de agosto, o preço da ação era de R$ 14,82. Uma valorização de 155,8% neste intervalo de tempo.

Confira companhias semelhantes segundo a Economática:

Fique atento

Há seis ações as quais o investidor precisa ficar de olho, porque no acumulado de 2020 ainda sofrem perdas. É dizer, não conseguiram recuperar a queda da pandemia. Dois exemplos claros disso são: a Gol (GOLL4) e a CVC Brasil (CVCB3). Ambas chegaram ao fundo do poço no dia 18 de março.

No caso da Gol (GOLL4), as ações naquela data custavam R$ 5,60. No dia 18 de agosto, as ações da companhia aérea fecharam cotadas a R$ 18,14. A valorização neste intervalo (18 de março a 18 de agosto) foi de 223,9%. No entanto, no acumulado do ano a companhia ainda não se recuperou dos impactos da crise e tem perdas de 50,71%.

A CVC (CVCB3) passa por uma situação semelhante. No dia 18 de março os papéis da CVC custavam R$ 6,10, valor mínimo das ações da companhia em 2020. Mas, no pregão do dia 18 de agosto, as ações fecharam a R$ 19,34. A valorização no período foi de 216,7%.

No acumulado do ano, a CVC ainda não se recuperou dos impactos da crise e sofre desvalorização de 53,07%.

Confira:

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