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5 fatos para hoje: lucros de Raízen, Cosan e Cyrela; nova polêmica de Elon Musk

Raízen reportou lucro líquido ajustado de R$ 209,7 milhões no 1º tri, bastante abaixo da estimativa de analistas compilada pela Refinitiv de R$ 708,2 milhões.

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raízen

1 – Raízen tem lucro 48% menor no trimestre, mas sinaliza melhora para 2022/23

A Raízen (RAIZ4) informou na noite de sexta-feira (13) que registrou uma queda de 48% do lucro em seu quarto trimestre fiscal, mas projetou crescimento para o atual ano safra.

A companhia reportou lucro líquido ajustado de R$ 209,7 milhões no período, bastante abaixo da estimativa de analistas compilada pela Refinitiv de R$ 708,2 milhões.

Já a receita operacional líquida cresceu 50,1% na comparação anual, indo a R$ 53,5 bilhões e superando a expectativa de R$ 46,9 bilhões.

A Raízen também informou que espera atingir lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) na faixa de R$ 13 bi a R$ 14 bilhões durante o ano safra 2022/23, iniciado em abril.

A projeção, que é superior aos R$ 10,7 bilhões reportados no ano anterior, é embasada no “aumento dos volumes de venda de todos os produtos”, além de preços melhores para etanol, bioenergia e açúcar.

Os investimentos previstos para o período devem ficar entre 10,5 e R$ 12 bilhões. A maior parte deste valor –entre 8,5 e R$ 9 bilhões– deve ser alocado em sua divisão de renováveis e açúcar.

“Os maiores dispêndios estão alinhados ao ciclo de expansão da companhia, com projetos majoritariamente focados na expansão do portfólio de renováveis,” disse a Raízen em comunicado ao mercado.

2 – Lucro da Cosan cai 38% no 1º tri com efeito de alta dos juros sobre despesas

 Cosan (CSAN3)reportou lucro líquido de R$ 510,2 milhões no primeiro trimestre, uma queda de 38,4% ante o mesmo período do ano anterior, em função do aumento nas despesas financeiras em todos os negócios do grupo, seguindo a alta da taxa de juros, disse a empresa nesta sexta-feira (13).

O lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 4,8% no trimestre, para R$ 2,7 bilhões.

Segundo a companhia, o melhor desempenho operacional da Rumo, impulsionado pela expansão dos volumes transportados, e da Compass, sustentado pela contínua evolução da Comgás e pelo início da consolidação da Sulgás, compensaram a menor concentração de vendas de renováveis e açúcar no trimestre que encerrou a safra 2021/22 para a Raízen.

“Vale destacar que a execução consistente frente aos desafios enfrentados levou a Raízen a alcançar Ebitda ajustado recorde de R$ 10,7 bilhões no ano-safra (+20% em base pró-forma)”, disse a Cosan no balanço.

A Raízen, joint venture entre a Shell e Cosan listada na B3, atingiu no primeiro trimestre deste ano um Ebitda ajustado pró-forma de R$ 1,8 bilhão (-30%), reflexo principalmente do menor volume vendido na área de Renováveis e Açúcar.

“Este efeito foi resultado da combinação de estratégia comercial, que deslocou parte dos estoques para o ano seguinte, e menor disponibilidade de produtos em decorrência dos severos impactos climáticos que afetaram os canaviais”, afirmou a Cosan.

As vendas de açúcar recuaram 14,2% de janeiro a março, para 1,95 milhão de toneladas, enquanto a comercialização de etanol subiu 2,7% para 1,66 bilhão de litros.

3 – Cyrela tem lucro líquido de R$ 161,7 mi no 1º tri de 2022

A Cyrela (CYRE3) registrou lucro líquido de R$ 161,7 milhões no primeiro trimestre de 2022, queda de 16%% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida da construtora chegou a R$ 1,231 bilhão entre janeiro e março, representando um crescimento anual de 22,7%.

A companhia lançou seis empreendimentos no trimestre totalizando um Valor Geral de Vendas (VGV) lançado de R$ 1,038 bilhão, 146,3% superior na comparação com os três primeiros meses do ano passado.

As vendas líquidas contratadas somaram R$ 1,3 bilhão no período, alta de 27% na mesma base comparativa.

As despesas gerais e administrativas foram de R$ 136,2 milhões, alta de 14%. O resultado financeiro ficou positivo em R$ 9,3 milhões, queda de 14,3%.

A Cyrela encerrou março com dívida líquida de R$ 334,3 milhões, aumento de 18,7% ante dezembro. A alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido) ficou em 4,8%.

4 – Vale põe à venda áreas invadidas no Pará

No início de abril, empresários do setor de mineração receberam uma proposta de negócio da Vale (VALE3). Em termos sigilosos, a oferta comercial detalhava a venda de seus direitos minerários para explorar oito áreas gigantescas de manganês na região de Marabá, no Pará. Na carta enviada por e-mail, a empresa narra o potencial de exploração de mais de 12 mil hectares com abundância do minério que é usado para produção de aço. Mas deixa claro: o comprador terá de assumir todo e qualquer passivo ambiental da área, sejam estes danos “existentes e futuros, conhecidos ou não”.

A Vale defendeu as “mineralizações promissoras” do que batizou de “Projeto Buriti”, mas tratou de incluir em suas explicações que “a área foi invadida por terceiros”. Imagens dessas áreas, obtidas via satélite, mostram que, apesar de a mineradora nunca as ter explorado, mantendo apenas a exclusividade desse direito, a extração ilegal do manganês é grande. São atividades sustentadas por maquinário pesado e por centenas de caminhões, que retiram milhares de toneladas de minério, em plena luz do dia, sem nenhum embaraço.

Virou passivo

Dona desses direitos de exploração há mais de 20 anos, a Vale viu o projeto se transformar, na prática, em um enorme passivo financeiro. Agora, decidiu vender esses ativos, que podem gerar uma conta ambiental difícil de calcular.

Segundo apurou o Estadão, a companhia confirma que a área foi invadida e que “vem sendo objeto de lavra clandestina desde 2014”. Em relação às ações criminosas, a empresa diz que, “ao longo dos últimos anos, tomou conhecimento da existência de lavra ilegal em área de direitos minerários da empresa”. E informou que tem feito denúncias à Agência Nacional de Mineração (ANM) e à Polícia Federal há oito anos, mas sem obter êxito na desocupação. Por não ser a dona da terra, mas só do direito de extração, disse que “sequer tem acesso ao local ou legitimidade para retirar eventuais invasores”.

Questionada sobre que medidas tomou, a ANM declarou que “tem trabalhado no combate à lavra ilegal nas áreas de Vila União e Sereno”, seja por “operações de fiscalização nas minas, seja na comercialização do minério de manganês, nos portos e áreas lindeiras”.

Reportagem publicada pelo Estadão em abril mostrou que a exportação de manganês tem sido marcada ao longo dos anos por esquemas fraudulentos montados para driblar órgãos de controle.

Empresa desencoraja visitas de interessados por causa da violência

A violência e as ameaças que cercam a extração de manganês na região de Marabá, no Pará, levaram a mineradora Vale a declarar aos interessados em adquirir os direitos de mineração que, caso queiram visitar as oito áreas em oferta, que fiquem à vontade, mas que o façam por conta própria.

É comum, em propostas comerciais de mineração, que o proprietário organize visitas técnicas com os potenciais compradores – para que conheçam presencialmente a região que poderão adquirir e atestem aquilo que está demonstrado em documentos. Não foi o que ocorreu nessa oferta, conforme carta a que a reportagem teve acesso.

“Em virtude das atividades de lavra clandestina que vêm sendo desenvolvidas por terceiros na área do Projeto Buriti, a Vale não patrocinará visitas ao local”, disse a mineradora, no documento. E acrescentou: “As empresas interessadas em enviar oferta deverão fazê-lo, por sua conta e risco, com base nos dados contidos no VDR (banco de dados digital) e em informações obtidas diretamente com representantes da Vale”.

Diversas ações contra o crime organizado já aconteceram na região, mas os invasores sempre retornam, e municiados por equipamentos pesados. A lavra do manganês feita na região tem característica de ser a céu aberto, porque se trata de um minério encontrado na superfície. As cavas abertas pelos exploradores são de grande dimensão porque o negócio só se justifica se realizado em larga escala.

Outra condição imposta pela Vale é que o comprador faça, prioritariamente, “pagamentos à vista e em dinheiro”. A companhia não detalha valores e diz que vai se basear na melhor proposta que receber. A venda depende também de um aval do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

5 – Elon Musk diz que equipe jurídica do Twitter acusou-o de violar acordo de confidencialidade

Elon Musk disse no sábado (14) que a equipe jurídica do Twitter (TWTR34) o acusou de violar um acordo de confidencialidade ao revelar que o tamanho da amostra para as verificações da plataforma sobre bots (contas automatizadas) e contas falsas era de 100 perfis.

“O departamento jurídico do Twitter acabou de me ligar para reclamar que eu violei seu acordo de confidencialidade ao revelar que o tamanho da amostra de verificação de bots é de 100 perfis!”, tuitou Musk, executivo-chefe da fabricante de carros elétricos Tesla.

Na sexta-feira, Musk escreveu que seu acordo de 44 bilhões de dólares para tornar o Twitter uma empresa fechada estava “temporariamente suspenso” enquanto ele aguardava dados sobre o tamanho das contas falsas na plataforma.

Ele disse que sua equipe testaria “uma amostra aleatória de 100 seguidores” do Twitter para identificar os bots. Sua resposta a uma pergunta motivou a acusação do Twitter.

Quando um usuário pediu a Musk para “dar detalhes sobre o processo de filtragem de contas de bots”, ele respondeu: “Eu escolhi 100 como o número do tamanho da amostra, porque é isso que o Twitter usa para calcular <5% falso/spam/duplicado”.

Musk tuitou na madrugada deste domingo que ainda não viu “qualquer” análise que mostre que a empresa de mídia social tem menos de 5% de contas falsas.

Mais tarde, ele disse que “há alguma chance de ser mais de 90% dos usuários ativos diários”.

* Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo.

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