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Finanças

7 ações que pagam dividendos em dólar

Conheça 7 ações que pagam dividendos em dólar e saiba como “dolarizar” os dividendos da sua carteira, potencializando sua renda.

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Tempo médio de leitura: 8 minutos

Mão de homem segurando notas de dólares

Para quem quer fazer o dinheiro render, a renda passiva sempre acaba atraindo atenção. Receber um salário adicional sem a necessidade de trabalhar leva muitos investidores a buscar empresas que são boas pagadoras de dividendos. Por isso, conheça sete ações que pagam dividendos em dólar e saiba como “dolarizar” os dividendos da sua carteira, potencializando sua renda.

Tem como receber dividendos em dólar?

Sim, é possível receber dividendos em dólar. A modalidade de distribuição dos lucros na forma de dividendos não é exclusiva do Brasil, e pode ser encontrada em diversas empresas de capital aberto no mundo. Essa mesma dinâmica cria diferentes legislações e taxações, com as quais é necessário ficar atento na hora de investir.

Marina Varella, CPO da TwelveGlobal, comenta sobre a possibilidade de receber dividendos em dólar: “Há duas formas de se conseguir dividendos em dólar diretamente, hoje: ou via ações diretamente no exterior, ou via fundos de investimentos no exterior”.

Marina  foi gestora de recursos no BTG Pactual (BPAC11) de uma linha que não enxerga nos BDRs (recibos de ações estrangeiras listados na B3) o mesmo valor de adquirir ações diretamente na bolsa estrangeira, um movimento que tem levado empresas como a TwelveGlobal a pensar soluções para o investidor de pequeno e médio-porte brasileiro.

Entretanto, nem todos os analistas gostam desse raciocínio. Julio Cesar, CEO da Belvedere, holding de investimentos internacionais e wealth management nos Estados Unidos, preferiu mover as operações de sua empresa para fora. 

“Os BDRs não possuem a mesma segurança, nem os mesmos dividendos, que as ações. Além de sofrerem uma taxação dupla – primeiro os 30% retidos na fonte que os Estados Unidos cobram sobre dividendos, e depois mais 20% sobre o valor final que entra aqui em impostos – os BDRs também oferecem pouca garantia e liquidez”, afirma Julio.

BDRs pagam dividendos em dólar?

Essa dúvida é comum ao investidor brasileiro. Os BDRs – Brazilian Depositary Receipts, ou Certificados de Depósito Brasileiros – são títulos de renda variável que representam ações do exterior negociadas em bolsa brasileira. Assim, é possível negociar ativos internacionais sem “sair de casa”. Entretanto, a resposta é não: BDRs não pagam dividendos em dólar.

Por estarem sediados no Brasil, os BDRs sofrem a conversão do câmbio para o real, assim que o dinheiro cai na conta dos bancos depositários dos títulos. O valor chega ao investidor final em reais, já descontado de todas as tributações que sofre. Diferentemente de ações brasileiras, os BDRs possuem um agravante: qualquer venda com lucro sofre taxação de Imposto de Renda, independentemente de estar dentro do limite de R$ 20 mil mensais para ações.

Os BDRs, segundo Julio, também sofrem um risco duplo: por um lado, podem oscilar de acordo com o gosto do mercado sobre a empresa; do outro, seu valor também está sujeito ao câmbio dólar-real

Quais ações pagam dividendos em dólar?

Das empresas brasileiras listadas em bolsa, 81 correspondem ao formato ADR – American Depositary Receipts, ou Certificados de Depósito Americano. São empresas nacionais que negociam ativos pareados nos Estados Unidos por meio de ADRs – uma espécie de “BDR às avessas”. Logo, toda vez que fazem distribuição de dividendos, eles chegam para quem possui ADRs em dólar.

Entretanto, não se engane: o valor é proporcional ao distribuído no Brasil após ser transformado em dólar, e também é taxado. Para ter acesso à distribuição de dividendos em dólar de uma Petrobras (PETR3, PETR4), por exemplo, é necessário fazer um investimento direto no exterior e adquirir o ativo.

Investimento direto no exterior x investimento via fundos

O investimento direto no exterior consiste na abertura de uma conta em uma corretora internacional, um serviço realizado por empresas como a Avenue, e a partir de 2022, pela XP. Nessa modalidade, o investidor pode comprar e reter os ativos em contas internacionais, recebendo os dividendos ocasionais em dólar.

Caso, por outro lado, o investidor tenha um perfil de menor tolerância ao risco e prefira terceirizar a gestão de uma carteira de investimentos, vale estudar diferentes fundos com exposição ao exterior.

“Quando nós temos uma dor de dente, procuramos o dentista. Quando o nosso carro quebra, procuramos um mecânico. Quando não sabemos a melhor estratégia para gerir nosso dinheiro, procuramos um profissional”, é a comparação que Marina traça. De acordo com ela, não há nada de errado em corretoras internacionais, mas o investidor precisa estar alerta.

“São mais de 8 mil empresas listadas na bolsa americana, com uma liquidez e movimentação mínima muitas vezes superior às nossas máximas. Não é jogo de criança”. 

7 maiores pagadoras de dividendos em dólar

Listamos abaixo 7 grandes pagadoras de dividendos em dólar que também são negociadas em modelo de BDR na bolsa brasileira. Vale lembrar que o pagamento na moeda americana só acontece para o investidor que compra o ativo da ação original, listada no exterior.

As empresas são de setores perenes, pagadoras constantes de dividendos ou apresentaram grandes volumes de pagamento nos últimos anos. Ficaram de fora apenas os REITs (Real Estate Investment Trust), entendidos por diversos profissionais como uma classe distinta de ativos.

Aristocratas dos dividendos

Esse termo é próprio da economia americana, e se refere a empresas que apresentaram pagamento consistente de dividendos nos últimos 25 anos. Os “dividend aristocrats”, além disso, apresentam solidez enquanto empresas e também aumentam progressivamente o valor de seus dividendos. 

Coca-Cola (COCA34)

A gigante de bebidas Coca-Cola (COCA34) é uma recorrente pagadora de dividendos, tendo realizado um constante aumento do valor de proventos pagos há 60 anos. Além do crescimento do dividend yield, que em 2022 ficou em torno de 2,7% livre de impostos, a companhia também cresceu consideravelmente. O preço do ativo cresceu 21% em 2021, e 48% entre 2017 e 2022.

Johnson & Johnson (JNJB34)

A pandemia foi apenas um dos muitos momentos dessa empresa, com mais de 130 anos de idade. A Johnson & Johnson (JNJB34) também manteve um pagamento constante de dividendos há 60 anos – 2,3% no ano de 2021. Líder em diversos segmentos do setor de saúde, é considerada uma “aposta segura” por muitos analistas.

ExxonMobil (EXXO34)

Uma das gigantes de energia – também um setor perene na economia – a ExxonMobil (EXXO34) se destacou durante a pandemia por chegar a pagar dividendos entre 7-8% ao ano. Embora em 2022 pague “apenas” 4%, a empresa ainda é um atrativo e entrou em diversas listas de empresas High Yield (altos dividendos). Com foco na comercialização de petróleo, teve grande aumento no valor devido à Guerra da Ucrânia. 

Philip-Morris (PHMO34)

Embora o consumo de cigarro tenha apresentado queda no Brasil, esse não é um cenário global. A natureza aditiva do produto faz a Philip-Morris (PHMO34), fabricante de marcas como Malboro, possuir certa estabilidade frente às concorrentes. Os dividendos giram em torno de 5% em 2022, e a empresa apresentou crescimento recorrente nos últimos cinco anos.

Verizzon Comunicações (VERZ34)

O setor de telecomunicações – outro setor perene – possui sua própria jóia da coroa em termos de dividendos: a Verizzon Comunicações (VERZ34). Embora ela não seja uma aristocrata dos dividendos, tem realizado distribuições nos últimos 15 anos, com cada uma sendo maior do que a anterior. Em abril de 2022 o valor girava em torno de 5%, tendo aumentado 13% nos últimos cinco anos.

Chevron (CHVX34)

Outra do setor de energia, a Chevron (CHVX34) se beneficiou das sanções Russas, aumentando agressivamente seu faturamento durante a Guerra da Ucrânia. Além disso, ela se enquadra como uma aristocrata dos dividendos, distribuindo cerca de 3,3% ao ano em 2022 e um crescimento constante nos dividendos há 37 anos. Além disso, a empresa possui grandes volumes em caixa livre, o que lhe dá sobrevida para eventuais expansões.

Bank of America (BOAC34)

O setor bancário vinga tanto em períodos de depressão quanto em períodos de bonança – e a nova alta da taxa de juros do FED promete alavancar seus lucros. Por isso, o Bank of America (BOAC34), principal banco americano, apresenta uma performance superior aos seus pares, crescendo 74% durante os últimos cinco anos (acima dos 33% da média dos bancos americanos). Seus dividendos anuais giram em torno de 2,1% em 2022.

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