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5 fatos para hoje: novo horário da Bolsa; negociações entre Rússia e Ucrânia

Autoridades russas e ucranianas fizeram, neste domingo (13), suas avaliações mais otimistas até agora sobre o progresso em suas negociações com relação à guerra na Ucrânia

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5 fatos para hoje: novo horário da Bolsa; negociações entre Rússia e Ucrânia
Tanque das Forças Armadas da Rússia durante exercícios militares na região de Rostov 03/02/2022 REUTERS/Sergey Pivovarov

1 – Maior siderúrgica da Ucrânia diz que projéteis atingiram usina de coque de Avdiivka

A maior siderúrgica da Ucrânia, Metinvest, disse que projéteis atingiram a área de sua usina de coque de Avdiivka neste domingo (13), danificando algumas de suas instalações.

Mais cedo, o gabinete do procurador-geral disse que cinco foguetes atingiram a planta, que já havia suspendido suas operações após a invasão da Rússia na Ucrânia.

A Metinvest, controlada majoritariamente pelo magnata dos negócios e homem mais rico da Ucrânia, Rinat Akhmetov, disse que ninguém ficou ferido no bombardeio, que atingiu duas coquerias e outras áreas.

A usina termelétrica do local, que fornece energia para a cidade vizinha de Avdiivka, parou de funcionar, segundo a empresa.

A Avdiivka é uma das maiores usinas de coque da Europa e a maior fabricante de coque para siderurgia na Ucrânia.

2 – Petrobras justifica lucro e diz que reajuste foi para evitar desabastecimento

Após os reajustes promovidos esta semana nos preços de gasolina, diesel e gás de cozinha, a Petrobras (PETR3, PETR4) publicou neste sábado (12) dois vídeos em sua página na internet justificando os aumentos. Conforme a estatal, o último reajuste foi necessário para manter o fornecimento por todas as empresas, mitigando riscos de desabastecimento. A empresa diz que não repassou imediatamente a elevação recente nas cotações do petróleo pois “não transmite volatilidade e sabe da importância de contribuir com combustível acessível.”

Na publicação, a companhia alega que seu lucro recorde em 2021 pode parecer alto, mas na verdade não é. Segundo a empresa, o lucro é compatível com o tamanho dos investimentos. A estatal fechou o ano passado com um lucro inédito de R$ 106,7 bilhões. “Você imagina o quanto é necessário de investimentos para produzir o combustível que chega até você. É um investimento bilionário”, diz.

De acordo com a Petrobras, a taxa anual de retorno empregado na operação da companhia em 2021 foi de 8%, ficando, conforme a estatal, “apenas 2% acima do custo da sua dívida, um retorno justo.”

A publicação diz que a empresa é uma das que mais investem no Brasil e que mais da metade do seu caixa retorna para a sociedade através de tributos, participações governamentais e dividendos para os Estados.

Em 2021, a estatal informa que pagou por hora R$ 23 milhões em impostos e tributos, e que gerou cerca de 10 mil empregos para cada R$ 1 bilhão de investimentos em exploração e produção. “Estamos investindo mais de R$ 70 bilhões por ano, estamos beneficiando mais de 4 milhões de pessoas com aquisição de gás de cozinha para famílias vulneráveis.”

Por fim, a companhia afirma que “aqui não existe monopólio e outras empresas, assim como a Petrobras, também produzem e importam combustíveis”. Segundo a empresa, preços do mercado asseguram o funcionamento e o abastecimento do País. promovido por diversas empresas.

3 – Rússia e Ucrânia fazem avaliação mais otimista até agora sobre progresso nas negociações

Autoridades russas e ucranianas fizeram, neste domingo (13), suas avaliações mais otimistas até agora sobre o progresso em suas negociações com relação à guerra na Ucrânia, sugerindo poder haver resultados positivos dentro de alguns dias.

A Ucrânia tem dito estar disposta a negociar, mas não a se render ou aceitar qualquer ultimato.

“Não vamos ceder em princípio em nenhuma posição. A Rússia agora entende isso. A Rússia já está começando a falar de forma construtiva”, disse o negociador ucraniano e conselheiro da Presidência, Mykhailo Podolyak, em um vídeo publicado online.

“Acho que alcançaremos alguns resultados literalmente em questão de dias”, disse ele.

Segundo a agência de notícias RIA, o negociador russo, Leonid Slutsky, disse que as conversas têm feito progressos substanciais.

“De acordo com minhas expectativas pessoais, esse progresso pode evoluir nos próximos dias para uma posição conjunta de ambas as delegações, para documentos a serem assinados”, disse Slutsky.

Nenhum dos lados indicou qual poderia ser o escopo de qualquer acordo.

Em um tuíte, Podolyak disse que a Rússia está ouvindo atentamente às propostas da Ucrânia. “Nossas demandas são – o fim da guerra e a retirada das tropas (russas). Vejo o entendimento e há um diálogo”, disse.

Na segunda-feira passada, o porta-voz do Kremlin disse que a Rússia está pronta para interromper as operações militares “em um momento” caso Kiev cumpra uma lista de condições.

Entre as exigências, estão que a Ucrânia reconheça a Criméia como território russo e reconheça as repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk como Estados independentes.

4 – Bolsa se ajusta ao horário dos EUA E volta a fechar às 17h

A B3 (B3SA3), a Bolsa de Valores brasileira, volta ao seu horário normal de fechamento – às 17 horas – a partir desta segunda-feira (14). Até ontem, a Bolsa funcionava em horário estendido, até as 18h. O motivo da alteração é acompanhar os horários do mercado norte-americano, uma vez que o horário de verão nos Estados Unidos começa a valer a partir deste fim de semana. A abertura dos negócios continua às 10h.

Também será retomada na segunda-feira no Brasil a sessão de after-market para o mercado de ações entre 17h30 e 18h. O índice futuro do Ibovespa será negociado entre 9h e 17h, enquanto os negócios de juros futuros operam das 9h às 16h15, com abertura da sessão estendida até as 18h. A negociação do dólar futuro será das 9h até as 17h.

O horário de verão dos EUA, também chamado de spring forward, vai até 6 de novembro, quando começa o horário de inverno.

5 – Governo deve enviar medida para reduzir valor da gasolina ao Congresso

Menos de 24 horas depois de sancionar a lei que unifica a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis em todo o país, o presidente Jair Bolsonaro não descartou, neste sábado (12), adotar novas medidas – como a introdução de subsídios ou até mesmo uma mudança na política de preços da Petrobras – para conter o aumento da gasolina e do diesel. 

Após participar neste sábado (12) de um evento de filiação de deputados federais na sede do PL, em Brasília, Bolsonaro avaliou que a compensação nos preços dos combustíveis, concedida a partir de um Projeto de Lei Complementar (PLC), aprovado essa semana pelo Congresso, ajudará com que o reajuste concedido pela Petrobras ao diesel nesta semana – cerca de 25% – não chegue integralmente às bombas de combustíveis. 

O chefe do Executivo também adiantou que ao governo estuda uma medida similar para a gasolina. A proposta poderá chegar ao Legislativo na semana que vem. “O Senado resolveu mudar na última hora. Caso contrário, nós teríamos também um desconto na gasolina, que está bastante alto. Se bem que [a alta] é no mundo todo. Mas, se nós podemos melhorar isso aqui, não podemos nos escusar e nos acomodar. Se pudermos diminuir aqui, faremos isso”, garantiu.

Subsídio

Ao reconhecer a jornalistas que o preço dos combustíveis está alto, Jair Bolsonaro destacou que a sanção fez com que o aumento de R$ 0,90 no litro da gasolina seja reduzido para R$ 0,30. Ainda segundo ele, o conflito na Ucrânia pode pressionar ainda mais o preço do petróleo no mercado internacional. 

“A gente prefere não gastar, não ter que gastar com subsídio, mas se preciso for, para economia do Brasil aqui não parar, não travar, nós preferimos, com toda certeza o Paulo Guedes vai preferir uma medida como essa ou uma alternativa equivalente”, adiantou.

Política da Petrobras

Sobre a política de preços da Petrobras, o presidente criticou a paridade com os preços internacionais, que atrela o valor da gasolina ao dólar. A regra, avaliou, agrada os acionistas da estatal, mas prejudica o consumidor. Bolsonaro disse que cabe à Petrobras apresentar uma proposta para mudar essa dinâmica. 

“Eu tenho uma política de não interferir, sabendo das obrigações legais da Petrobras. E, para mim, particularmente falando, é um lucro absurdo que a Petrobras tem, num momento atípico no mundo. Não é uma questão apenas interna nossa. Então, falar que estou satisfeito com o reajuste, não estou. Mas não vou interferir no mercado”, disse em Brasília.

Troca

Sem fazer críticas ao presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, perguntado se o militar poderia ser trocado do comando da empresa, Bolsonaro disse que com exceção dele e do vice-presidente, Hamilton Mourão, “qualquer um no governo pode ser trocado”. 

“Tem certas coisas que não preciso comentar. Ele [Silva e Luna] vai ligar pra mim e falar: ‘Está satisfeito com o reajuste?’. Não vai ligar. Ele sabe o que eu penso disso e o que qualquer brasileiro pensa disso. Agora, o brasileiro tem que entender que quem decide esse preço não é o presidente da República. É a Petrobras com seus diretores e os seus conselhos”, disse.

* Com informações da Reuters, Estadão Conteúdo e Agência Brasil

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