A tokenização – processo de transformar ativos do mercado tradicional em tokens na blockchain – atingiu um novo marco no Brasil: R$ 10 bilhões em emissões, segundo dados da plataforma RWA Monitor.

Cerca de 60% desse total vem de ofertas públicas de valores mobiliários via tecnologia cripto. O restante é de pequenas empresas e ofertas privadas.

Os dados também mostram que as empresas captaram R$ 8,8 bilhões em 5.334 projetos, conduzidos por 12 tokenizadoras monitoradas.

O principal instrumento de captação é a debênture (quase 38%), seguida pela Cédula de Crédito Bancário (CCB) (15%), pela Cédula de Produto Rural (CPR) (13%) e pelas notas comerciais (13%).

Apesar do avanço, players do setor avaliam que o mercado ainda é limitado pela regulação e precisa se adaptar às normas existentes.

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Tokenização no mundo

O avanço brasileiro acompanha o movimento global. O valor de ativos tokenizados já soma US$ 30 bilhões (cerca de R$ 149 bilhões), segundo dados da RWA.xyz.

Para o diretor regional para as Américas da Coinbase, Fábio Plein, a tokenização vem se consolidando no centro de uma mudança estrutural nos mercados financeiros.

“Ao trazer ativos como títulos e crédito para o blockchain, resolve ineficiências relacionadas à liquidez, liquidação e acesso”, disse.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h30.

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Bitcoin (BTC):  -1,11%, US$ 77.457,62

Ethereum (ETH): -3,08%, US$ 2.319,11

BNB (BNB): -1,45%, US$ 632,76

XRP (XRP): -2,61%, US$ 1,41

Solana (SOL): -3,01%, US$ 85,64

Outros destaques do mercado cripto

Hub de blockchain na Ilha da Magia. Uma das blockchains usadas na tokenização é a Base, criada pela exchange americana Coinbase. De olho no mercado local, o protocolo inaugurou seu primeiro hub na América Latina para apoiar quem atua na área – de fundadores a desenvolvedores independentes. E adivinha onde fica esse espaço? Na bela Florianópolis, carinhosamente chamada de Ilha da Magia.

Itaú entra no jogo da mineração cripto. Rolou um movimento interessante no mercado. O Itaú Ventures, braço de investimentos do Itaú Unibanco, abriu a carteira e fez um aporte na Minter, startup focada em data centers para mineração de criptomoedas. O valor não foi divulgado, mas acredita-se que foi algo entre R$ 20 milhões e R$ 50 milhões. Cripto segue com moral – e atraindo dinheiro grande.

B3 estica o pregão de cripto. A B3 ampliou o horário de negociação dos contratos futuros de criptomoedas, aqueles títulos usados para especular sobre o preço dos ativos digitais. Agora, dá para operar das 8h às 20h. Cada contrato representa uma fração do valor da cripto e permite se expor ao mercado sem precisar comprar a moeda diretamente. Vale sempre o alerta: esse tipo de operação costuma ser mais arriscado.