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Economia

China muda regras para imóveis e Covid diante de economia fraca

Principais dados de terça-feira (15) devem mostrar uma desaceleração na produção industrial, investimento e vendas no varejo.

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A China fez novas tentativas de impulsionar sua economia antes de divulgar dados esta semana que devem mostrar um ritmo de crescimento menor por causa de surtos de Covid e da crise imobiliário.

O governo apresentou planos às instituições financeiras na sexta-feira (11) para resgatar o setor imobiliário, além de emitir um conjunto abrangente de medidas para recalibrar a estratégia Covid Zero. Os principais dados de terça-feira (15) devem mostrar uma desaceleração na produção industrial, investimento e vendas no varejo.

Embora as medidas mais recentes possam ajudar a impedir um aprofundamento da crise imobiliária, é improvável que forneçam um impulso significativo para o crescimento, dada a queda da confiança dos negócios e do consumidor.

As medidas imobiliárias são “mais um passo na direção certa para aumentar a confiança dos investidores na economia”, disse Zhang Zhiwei, presidente e economista-chefe da Pinpoint Asset Management. “O impacto no mercado imobiliário deve ser positivo, mas a demanda ainda é bastante fraca, portanto, ainda precisamos esperar e ver quais políticas podem ajudar a melhorar a confiança dos compradores de imóveis.”

A última onda de surtos de Covid na China aumentou rapidamente em outubro, com números diários de casos pairando no nível mais alto em meses, apesar dos confinamentos e testes em massa constantes. Dois terços das 31 províncias do país foram afetadas. Cidades com distritos de alto e médio risco responderam por 47% do PIB do país no final de outubro, de acordo com um relatório do Goldman Sachs.

A saída da China da pandemia de Covid pode levar pelo menos um ano, com a reabertura a partir de abril e um lento retorno à normalidade provavelmente pesando nas esperanças dos investidores de uma rápida recuperação econômica, de acordo com um levantamento junto a analistas.

Além dos ajustes no Covid Zero e do pacote para o setor imobiliário, espera-se que o governo tome algumas outras medidas para ajudar a economia.

O banco central deve injetar liquidez por meio de sua linha de crédito de médio prazo de um ano esta semana. A maioria dos economistas e analistas consultados pela Bloomberg espera que o Banco Popular da China ofereça 1 trilhão de yuans (US$ 139 bilhões) em uma linha de crédito de um ano na terça-feira. 

O BC também pode reduzir o índice de depósitos compulsórias dos bancos.

Os dados de terça-feira provavelmente mostrarão que o consumo foi o segmento mais atingido em outubro, com controles mais rígidos contra Covid no período em torno do congresso do Partido Comunista que desencorajaram viagens, reduziram gastos com refeições e cinemas e reduziram o apetite por compras discricionárias. 

Os gastos durante o feriado nacional de uma semana no início do mês foram piores do que no mesmo período de 2021 e não chegaram nem perto dos níveis pré-pandemia. As compras de carros, um dos poucos pontos positivos no mercado de varejo, parecem estar enfraquecendo também, com o crescimento ano a ano nas vendas de veículos desacelerando acentuadamente.

Trabalhadores ergueram uma cerca em uma comunidade fechada devido ao Covid-19 em Pequim em 13 de novembro/Bloomberg

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