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Finanças

Bolsa é o investimento mais procurado por quem quer retorno, diz pesquisa

Segundo levantamento da Anbima, segurança e retorno das aplicações pesam na hora de escolher

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Katherine Rivas
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Se no passado muitos brasileiros ainda não consideravam educação financeira como algo relevante, a pandemia contribuiu a tornar este debate como prioritário. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), 62% da população brasileira não economizou um centavo sequer em 2019. Com a crise, esta ausência de reserva financeira deixou mais da metade da população em uma situação bem complicada. Afinal, como encarar o desemprego e a perda de receita sem dinheiro guardado?

Enquanto a Covid-19 vai deixar alguns brasileiros mais pobres, aqueles que investem migram para a bolsa ou procuram outros ativos muito além da poupança. Na 3ª edição da pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro, feita pela Anbima em parceria com o Datafolha, os hábitos do investidor brasileiro em 2019 vêm à tona.

Foram entrevistadas 3.433 pessoas em 149 municípios, representando mais de 96 milhões de brasileiros. Todos das classes A, B ou C, economicamente ativas (renda ou aposentadoria) a partir de 16 anos.

O que pesa na hora de investir?

Segundo o levantamento, 4 fatores são avaliados pelo investidor na hora de comprar um ativo: segurança da aplicação, retorno do investimento, liquidez e as taxas de aplicação junto à incidência de impostos.

A segurança financeira perdeu força na tomada de decisão, mas ainda é o principal fator considerado na hora de investir. De acordo com a pesquisa, 89% dos entrevistados pensam na segurança do ativo antes da compra. Em 2018, esta proporção era de 91%.

O segundo fator mais influente é a rentabilidade do investimento, 85% das pessoas olham para o retorno do ativo. Em terceiro lugar está a liquidez do produto, muitos investidores ainda se preocupam com a possibilidade de resgatar seu dinheiro sem prejuízo, 76% dos entrevistados apontam este fator como decisivo na hora de investir.

E o último fator observado são as taxas (aplicação ou impostos) descontados da rentabilidade do investimento. Em média 42% das pessoas ficam atentas a estes custos na hora de escolher uma aplicação.

Olhando para algumas aplicações, em um universo de 1506 investidores, 21% ainda permanecem na caderneta de poupança por facilidade ou comodidade. Enquanto 54% decidem apostar na Previdência Privada, para criar a aposentadoria, pensando na possibilidade de uma aposentadoria pelo estado nunca acontecer.

Veja também: De olho na aposentadoria: quando vale investir em Previdência Privada?

Contudo, pelo menos 6 aplicações financeiras são escolhidas quando o foco é retorno do investimento. De acordo com o levantamento, 58% dos investidores aplicaram em fundos de investimento por causa da rentabilidade. Seguiram o mesmo raciocínio para Títulos Públicos (53%), Títulos Privados (52%), Moedas digitais (54%) e Moedas estrangeiras (48%). As ações na bolsa de valores foram o ativo mais procurado quando o assunto é retorno: 63% dos entrevistados aplicaram na bolsa pela rentabilidade.

Onde o investidor se informa?

Apesar do Brasil estar cada vez mais digital, ainda surpreendem os meios onde os brasileiros procuram informações para investir. Segundo a Anbima, de um universo de 1506 entrevistados, 40% não dispensam conversar com um gerente, assessor ou especialista de investimentos.

Entre os que adoram o cafezinho com o gerente, 47% dos investidores com mais de 60 anos ainda se deslocam para visitar presencialmente o escritório. A proporção cai entre os jovens, entre 16 a 24 anos, onde apenas 31% vai fisicamente para falar com o especialista.

Mas a boa notícia é que outros formatos estão ganhando força: 32% dos entrevistados se informa em sites de notícia, blogs e canais de investimento. Na sequência, 31% busca informações com amigos ou parentes; 16% em consultorias de investimento e 13% em aplicativos de corretoras.

Por último, para os públicos mais tradicionais, 12% ainda adora falar com o gerente ou especialista pelo telefone. Enquanto 3% se informa pelo jornal, TV e rádio.

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