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Finanças

Ibovespa sobe e fecha no patamar de 114 mil pontos; dólar recua a R$ 5,45

Ibovespa terminou a semana na casa dos 114 mil pontos, maior patamar em um mês.

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O Ibovespa, principal índice da B3, fechou alta nesta sexta-feira (15) e encerrou a semana com valorização, refletindo otimismo dos mercados globais diante de resultados de bancos dos Estados Unidos acima das expectativas e menores temores de crise imobiliária na China. dólar recuou, depois de nova intervenção do Banco Central no mercado de câmbio.

O Ibovespa subiu 1,29%, aos 114.648 pontos, ganhando 1,61% na semana. Foi o maior patamar de fechamento em 1 mês. Foi também a primeira alta semanal após duas quedas. Na semana passada, o Ibovespa perdeu 0,06% e na anterior, 0,34%, segundo dados da Economatica.

Já o dólar caiu 1,1%, comercializado a R$ 5,4526, terminando a semana em baixa de 1,13% sobre o real.

Intervenção do BC no câmbio

Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora, explicou em nota que o leilão desta manhã é uma tentativa do Banco Central de suprir a demanda da moeda estrangeira no mercado, e deve fornecer alívio de curto prazo para o real.

Mas “o dólar, pressionado pelo exterior e pelos riscos fiscais domésticos, não se afasta do viés de valorização”, alertou o especialista.

Cenário

Vários analistas têm alertado para uma tendência global cada vez menos favorável para moedas de países emergentes, à medida que o banco central dos Estados Unidos se aproxima de reverter os estímulos que sustentaram o apetite por risco dos investidores durante a crise da pandemia. A essa perspectiva somam-se temores generalizados de alta da inflação e desaceleração do crescimento global.

No Brasil, dúvidas sobre a capacidade do governo de respeitar seu teto fiscal rondam os mercados há meses, intensificadas por ruídos sobre possível extensão do auxílio emergencial para a população e pela conta bilionária de precatórios para 2022.

Sidnei Nehme, economista e diretor-executivo da NGO Corretora, também tem “percepção de pouco governo e planos e muita politicagem”, citando insatisfação com o andamento da agenda de reformas doméstica, cultivo de ambiente irritadiço entre os Poderes e percepção de que o Banco Central não está elevando os juros no ritmo necessário para conter a inflação.

Destaques da bolsa

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) tiveram queda de 0,27%. Já a mineradora Vale (VALE3) subiu 1,87%, cotada em R$ 80,68, apesar da queda do minério de ferro.  Os papéis do grupo varejista GPA, ou Pão de Açúcar (PCAR3), fecharam em alta de 11,85%, cotados a R$ 30,96, após anunciar na véspera que vai abandonar a bandeira Extra Hiper, que enfrenta dificuldades em crescer diante da concorrência. Veja mais destaques da bolsa

Bolsas mundiais

Wall Street

Os mercados de ações dos Estados Unidos fecharam em alta, e o índice Dow Jones registrou o maior ganho percentual semanal desde junho, com o Goldman Sachs encerrando uma semana de fortes lucros trimestrais para os grandes bancos.

As ações do Goldman Sachs Group saltaram 3,8% e deram ao Dow seu maior impulso, com uma onda recorde de negociações gerando um salto no lucro trimestral da instituição.

O relatório do Goldman veio depois dos fortes resultados do Bank of America e de outros nesta semana. Os bancos ficaram entre as maiores contribuições no dia para o S&P 500, cujo índice para o setor subiu 2,1%.

Os resultados de grandes instituições financeiras representaram um forte início para a temporada de balanços do terceiro trimestre nos EUA, embora investidores ainda estejam atentos nas próximas semanas a sinais de impactos das interrupções nas cadeias de suprimentos e de custos mais altos, especialmente de energia.

  • O Dow Jones subiu 1,09%, a 35.295 pontos
  • O S&P 500 ganhou 0,746013%, a 4.471 pontos
  • O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,5%, a 14.897 pontos.

O Dow Jones saltou 1,6% na semana, maior ganho percentual desde a semana finda em 25 de junho. O S&P 500 teve seu maior acréscimo semanal desde 23 de julho.

Europa

As ações europeias registraram seu melhor desempenho semanal em sete meses nesta sexta-feira, já que um início brilhante para a temporada de balanços corporativos ajudou a aliviar preocupações de investidores sobre a alta da inflação.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,37%, a 7.234,03 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,81%, a 15.587,36 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,63%, a 6.727,52 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,81%, a 26.489,18 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,81%, a 8.997,00 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,67%, a 5.658,55 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações chinesas fecharam em alta nesta sexta-feira, apoiadas por ganhos em empresas financeiras e de tecnologia, mas o sentimento permaneceu de cautela, já que os investidores equilibraram as expectativas de flexibilização da política monetária com preocupações com uma desaceleração.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 1,81%, a 29.068 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 1,48%, a 25.330 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,40%, a 3.572 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,38%, a 4.932 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,88%, a 3.015 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 2,40%, a 16.781 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,29%, a 3.173 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,69%, a 7.362 pontos.

(*Com informações de Reuters)

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