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Finanças

Ibovespa chega ao pior patamar do ano puxado por PEC e bolsas estrangeiras

Além disso, dados de inflação dos EUA e ata da última reunião do Fed se destacam na agenda da semana.

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B3 Bolsa Ibovespa
Crédito: Shutterstock

O Ibovespa, principal índice de ações da B3, e o dólar, que mais cedo operavam em alta, encerraram a segunda-feira (22) em queda. Os recuos acompanharam a preocução em relação à PEC dos precatórios, além da perda de fôlego das bolsas norte-americanas, em especial o índice de tecnologia Nasdaq.

O início da semana é marcado por preocupações sobre a disseminação global da covid-19, aperto monetário nos Estados Unidos e ruídos fiscais domésticos relacionados à PEC dos precatórios.

O Ibovespa caiu 0,89%, aos 102.122 pontos – a menor pontuação registrada em 2021 – após oscilar entre 102.122 pontos e 104.613 pontos. O dólar recuou 0,27% comercializado a R$ 5,5930, depois de atingir R$ 5,6137 na máxima e R$ 5,5637 na mínima do dia.

O foco do mercado continuou sobre a PEC dos Precatórios, escreveram os economistas do Bradesco, uma vez que a proposta pode ter definição nesta semana após votação no Senado.

Destaques da B3

As ações da Vale lideraram as altas do Ibovespa em dia positivo para as companhias ligadas às commodities. Os papéis da TIM também subiram após o fundo norte-americano KKR enviar uma proposta para aquisição da Telecom Italia, que é controladora da companhia. Na outra ponta, os papéis do Banco Inter e da Locaweb ficaram com as principais baixas do indicador. Confira os destaques.

Cenário externo

No exterior, o tom positivo era endossado pelo anúncio de que o chefe do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, foi nomeado nesta segunda-feira pelo presidente norte-americano, Joe Biden, para um segundo mandato de quatro anos.

Além disso, vários especialistas chamaram a atenção para a agenda da semana, que prevê divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos e a publicação da ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. O Bradesco explicou em relatório que o documento “poderá trazer mais detalhes sobre os planos do Fed em relação ao ritmo de redução do programa de compras de ativos (tapering)”.

Há entre os investidores a percepção de que os cortes desse estímulo pelo Fed precederão aumentos de juros nos EUA. Caso o Fed acelere o ritmo de redução de suas compras de títulos e eleve os juros mais cedo do que o esperado, o dólar pode ser impulsionado globalmente, uma vez que isso aumentaria a rentabilidade dos títulos soberanos dos EUA.

Bolsas mundiais

Wall Street

Os índices S&P 500 e Nasdaq chegaram a atingir máximas históricas nesta segunda-feira depois de o presidente Joe Biden escolher Jerome Powell para liderar o Fed por um segundo mandato, mantendo o status quo enquanto a instituição planeja diminuir o estímulo da era pandêmica.

O índice Dow Jones subia 0,05%, a 35.619 pontos, enquanto o S&P 500, que registrava ganhos, virou e encerrou em queda 0,32%, a 4.682 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq, que avançava, despencou 1,26%, a 15.854.

Europa

O mercado acionário europeu fechou estável nesta segunda-feira, com os alertas da Alemanha sobre um lockdown mais rigoroso ofuscando os ganhos da Telecom Italia após proposta de US$ 12 bilhões do fundo norte-americano KKR para assumir o grupo italiano.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,44%, a 7.255 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,27%, a 16.115 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,10%, a 7.105 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,17%, a 27.382 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,78%, a 8.821 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,32%, a 5.519 pontos.

Ásia e Pacífico

O mercado acionário da China fechou em alta nesta segunda-feira, com as ações de semicondutores e de nova energia liderando os ganhos, conforme os investidores comemoravam a tentativa do banco central de encontrar um equilíbrio entre crescimento econômico e controle de risco.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,09%, a 29.774 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,39%, a 24.951 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,61%, a 3.582 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,46%, a 4.912 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,42%, a 3.013 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,08%, a 17.803 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,15%, a 3.237 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,59%, a 7.353 pontos.

(*Com informações da Reuters)

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