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Cannabis: nova ‘soja brasileira’ entra na mira do mercado financeiro

De olho em potencial de movimentar R$ 26 bilhões na próxima década, serviço de streaming lança filme e carteira nesta quarta-feira.

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em

por

Katherine Rivas

Embora o Brasil seja um dos maiores exportadores de soja do mundo, quase ninguém imagina que existe um outro mercado com um potencial de crescimento, capaz de gerar renda e empregos. É o mercado de cannabis, que segundo projeções do setor, pode chegar a movimentar R$ 26 bilhões na próxima década, e já é alvo do mercado financeiro.

O dado foi apresentado no filme “Cannabis: o Investimento do Bem” que estreia no mercado nesta quarta-feira (29), marcando o lançamento da plataforma de streaming Monett, que tem proposta de criar filmes e séries com conteúdos sobre setores do mercado financeiro.

Luiz Cesta, head de análise da Monett

Além deste primeiro filme focado no mercado de cannabis, já há outros 4 lançamentos aguardando na fila até janeiro. Segundo Luiz Cesta, head de análise da Monett, nos próximos 4 meses devem ser lançados na plataforma de streaming um filme sobre a transformação do setor de varejo, o setor elétrico e as consequências da crise hídrica, além de um sobre investimentos alternativos como startups. “Além do filme, teremos uma série que deve contar a história de todos os unicórnios brasileiros dos últimos anos”, afirma.

O objetivo dos filmes, de acordo com Cesta, é aproximar os investidores de um jeito diferente dos possíveis ativos que pretendam colocar em carteira. “O mercado de cannabis está florescendo no Brasil e já temos alguns fundos, mas muitos investidores não têm a oportunidade de conhecer o mercado a profundidade como será apresentado no filme”, aponta.

Segundo ele, com conteúdos no streaming, será possível que o investidor aplique de forma consciente em novos mercados e companhias que estão ganhando força, mas com o investidor ciente de potenciais riscos e retornos.

Cannabis: nova soja brasileira?

Durante a pré-estreia do filme, diversos especialistas citaram o potencial de crescimento do mercado de cannabis brasileiro, que pode movimentar R$ 26 bilhões na próxima década, se aprovada a regulamentação pelo governo.

Deste total, aproximadamente R$ 9,5 bilhões seriam da cannabis medicinal, R$ 11 bilhões do mercado adulto e recreativo, e cerca de R$ 5 bilhões do uso industrial, com o cânhamo industrial utilizado no cultivos, além de tecidos e fabricação de cordas.

Fazendo um comparativo com mercados mais desenvolvidos como Estados Unidos e Canadá, o Brasil teria um potencial de se tornar um grande player, acreditam os especialistas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o mercado de cannabis hoje representa cerca de US$ 18 bilhões, dos quais US$ 6 bilhões correspondem ao uso medicinal. Enquanto no Canadá, um país de proporções menores, o mercado de cannabis movimenta US$ 1,8 bilhões, sendo US$ 250 milhões do segmento de cannabis medicinal.

Já nos Estados Unidos, o mercado de cannabis gerou diversos empregos, desde para quem cuida dos plantios de cannabis até motoristas de Uber que fazem a entrega dos produtos medicinais. No Brasil, o caminho da semente à prateleira também poderia criar oportunidades diversas, como consultorias, sites especializados, jornais, contabilidade, tributação, além do potencial industrial e do mercado de beleza.

Em 2020, por exemplo, Marina Ruy Barbosa lançou uma coleção de roupas feitas a base de cânhamo, derivado da cannabis sativa. Marcas como Reserva e Osklen também oferecem este tipo de produto.

No mercado de beleza e cosméticos, em que o Brasil detém a 4ª posição no mundo, produtos dermatológicos menos nocivos começam a dar seus primeiros passos no mercado. Além do potencial do mercado medicinal, no qual cerca de 95 milhões de brasileiros possuem alguma doença que pode ser tratada com o uso de cannabis, segundo especialistas.

A grande aposta está também nos cultivos, com a oportunidade do Brasil se tornar um grande exportador de cannabis na próxima década. Segundo pesquisas apresentadas pelo filme, enquanto 1 tonelada de soja pode gerar R$ 5 mil, 1 tonelada de matéria prima para produzir óleo de canabidiol pode ter retornos de R$ 7 milhões.

Investimento em expansão

Além do lançamento do filme “Cannabis: o Investimento do Bem”, uma nova carteira focada neste mercado terá estreia nesta quarta-feira (29), feita pelos analistas da Monett. O objetivo é expor o investidor ao mercado de cannabis por meio de três estratégias: fundos de investimentos, criptomoedas e ETFs.

Em entrevista ao InvestNews, o head de análise da Monett, Luiz Cesta explicou que a carteira deve contar com três fundos: dois da gestora Vitreo, um destinado para investidores qualificados – com investimentos acima de R$ 1 milhão- e um focado em pessoas físicas. Além de um fundo da XP, também focado no investidor de varejo. Nesta categoria será possível investir nos fundos com um aporte mínimo de R$ 500.

Além dos fundos, a Monett deve incluir na carteira 3 ETFs (fundos de índice) focados em índices americanos e canadenses que investem em companhias do setor de cannabis.

Por se tratar de um mercado ainda em expansão e bastante volátil, Cesta defende que a exposição a companhias do setor por meio de ETFs é a melhor forma de preservar os investidores de eventuais riscos. Mas não descarta também a inclusão de ações de companhias do setor no futuro.

A estratégia deste tipo de investimento é 100% focada em crescimento e com um viés fundamentalista. O time de análise da Monett deve fazer o acompanhamento e eventual rebalanceamento da carteira, mas de uma forma pouco convencional, sem relatórios e sim com vídeos e produções para o streaming.

Helena Margarido, analista de criptomoedas da Monett

Além dos fundos e os ETFs, algumas criptomoedas devem integrar a carteira de cannabis da Monett, acompanhadas por Helena Margarido, analista de criptomoedas da casa.

Segundo Helena, de um universo de 9500 criptoativos, ela encontrou seis oportunidades com potencial de crescimento no mercado de cannabis, das quais incluiu 4 na carteira, para acompanhamento no longo prazo.

Estas quatro criptomoedas estão relacionadas a projetos focados em resolver problemas do universo de cannabis. Um deles é o uso de blockchain para solucionar questões da cadeia de suprimentos do setor dentro do ambiente regulatório europeu.

Já outro dos criptoativos tem como base um projeto focado em meios de pagamento para a indústria de cannabis.

Segundo a analista, o valor dos ativos é baixo, custando cerca de 1 centavo de dólar cada criptomoeda, mas com potencial de se multiplicar exponencialmente com os avanços da indústria.

Entre os ativos ela cita por exemplo a criptomoeda BitCanna (BCNA), focada no ambiente regulatório europeu. A aquisição dela está fora do radar de exchanges tradicionais, mas a carteira deve apontar também onde será possível adquirir estes criptoativos.

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