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Análise

Morning Call: Ibovespa sente dificuldades ao se aproximar dos 130 mil pontos

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje e uma breve análise do índice Bovespa.

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Cenário global: a agenda de indicadores econômicos não tem muita relevância hoje, no Brasil e no exterior, onde será divulgado apenas dados preliminares da atividade (PMI). Há um sentimento de alívio temporário dos investidores com o tom ameno do presidente do Fed, Jerome Powell, que ontem reforçou suas convicções sobre a política monetária expansionista por um bom tempo e serenidade em relação a inflação. Com isso, abre espaço para uma recuperação dos ativos de risco, como bolsa de valores, que são diretamente impactadas pelo movimento da taxa de juros. Porém, o mercado permanece avaliando as perspectivas da recuperação econômica e os sinais de risco inflacionário e os negócios podem ficar mais voláteis com qualquer sinal de retirada antecipada de estímulos monetários.

Os números preliminares do PMI na zona do euro, Alemanha e no Reino Unido, foram considerados bons de forma geral, mas não conseguem manter a maioria das bolsas europeias em alta, mesmo com o tom “dovish” de Jerome Powell ontem na Câmara americana. O mercado está atento também ao timing da retirada de estímulos pelos Bancos Centrais, apesar de todos os seus dirigentes terem reiterado que não há pressa para mudar os instrumentos de incentivo à economia. Zona do euro/IHS Markit: PMI industrial (preliminar) se mantém em 63,1 em junho; consenso era de 62; PMI de serviços (preliminar) sobe a 58 em junho, no consenso; PMI composto (preliminar) sobe a 59,2 em junho; consenso era de 58,8.

Ásia: na China Continental, índice Xangai Composto fechou em alta de 0,25%, aos 3.566,22 pontos; Tóquio, Nikkei ficou estável (-0,03%), em 28.874,89 pontos; Hong Kong, Hang Seng subiu 1,79%, para 28.817,07 pontos; em Seul, Kospi ganhou 0,38%, aos 3.276,19 pontos; Europa: índice Stoxx 600 cai 0,18%, aos 455,58 pontos; Bolsa de Frankfurt cai 0,41%, Londres +0,20%, Paris -0,47% e Madri -0,12%; Petróleo: Brent para agosto sobe 0,80%, para US$ 75,45 o barril; WTI para o mesmo mês ganha 0,66%, para US$ 73,33 o barril; Ouro para agosto sobe 0,27%, cotado a US$ 1.782,15 a onça-troy; NY/Pré-mercado: futuro do Dow Jones sobe 0,16%, do S&P 500 +0,07% e do Nasdaq +0,10%.

Brasil: por aqui, a curva de juros futuros a termo já precifica as chances maiores de aceleração no ritmo de alta da Selic em agosto, com o Copom aumentando a dose para um ponto percentual e pesa mais na dificuldade do Ibovespa superar a marca de 130 mil pontos, além disso, a bolsa brasileira deve repercutir hoje a aprovação pelo Senado da medida provisória (MP) que aumenta a tributação sobre os bancos, porém o aumento da CSLL de 20% para 25% até o fim de 2021, já era esperada pelo mercado e está no preço. No câmbio, depois de Powell ter removido ontem o estresse, ao sinalizar que não está com pressa de subir o juro, combinada à abordagem mais agressiva do Copom na ata, testa se o piso do dólar é abaixo de R$ 4,96.

Ibovespa: após a ata do Copom demonstrar uma discussão de aumento de 1% da Selic na última reunião do Banco Central, derrubou a bolsa brasileira. Entre os papéis com maior peso no índice, na ponta negativa atribuída aos bancos, reagindo adicionalmente à tributação de lucros de dividendos proposta por Guedes. Do outro lado, Vale e siderúrgicas registraram avanço, com a subida de 2,96% do minério de ferro no porto chinês de Qingdao. E com a virada de Petrobras, o Ibovespa sofreu menos e fechou em queda de 0,38%, aos 128.767, 45 pontos, com volume financeiro de R $ 37,4 bilhões. O investidor estrangeiro ingressou com R$ 946,36 milhões na B3 na segunda-feira, 21 de junho. No acumulado de junho, estrangeiro entrou com R$ 14,86 bilhões; no ano, saldo é positivo em R$ 46,24 bilhões.

O IBOV segue em tendência de alta no curto e longo prazo, porém sinais de uma possível correção foram dados, após encontrar grandes dificuldades de seguir acima dos 130 mil pontos, atual resistência no gráfico.

Indicadores:
Alemanha IHS Markit: PMI composto preliminar de junho (4h30)
Zona do euro/IHS Markit: PMI composto preliminar de junho (5h)
Reino Unido/CIPS/IHS Markit: PMI composto preliminar de junho (5h30)
EUA/IHS Markit: PMI composto preliminar de junho (10h45)
EUA/Dpto. do Comércio: vendas de moradias novas em maio (11h)
EUA/DoE: Estoques de petróleo da semana até 18/06 (11h30)
EUA: Secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, testemunha em comitê de orçamento no Senado (15h)
EUA: Presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, participa de evento da Associação Nacional de Diretores Corporativos (17h30)
BC: Fluxo cambial semanal (14h30)
FGV: IPC-S da 3ª quadrissemana de junho (8h)
BC faz leilão de até 15 mil contratos de swap (US$ 750 milhões), em rolagem (11h30)

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