Criptonews
Investir em cripto pode ser seguro agora? 5 dicas para minimizar riscos
Com queda brusca de ativos digitais, investidores precisam se atentar às alternativas de proteção.
O mercado cripto está sob estresse. Mais uma vez, o colapso de empresas não reguladas precipitou uma onda de contágio e desvalorizações pelo setor, desafiando a confiança de muitos investidores.
Por outro lado, os eventos recentes trouxeram à tona o valor das boas práticas de investimento. Veremos, a seguir, algumas dicas que podem mitigar riscos importantes.
1 – Quanto investir em cripto?
O investidor não precisa de uma grande exposição a cripto para se beneficiar com a valorização de longo prazo. O gráfico abaixo demonstra como alocações pequenas em uma cesta de cripto podem ter impacto substancial sobre os retornos de uma carteira diversificada.
Fonte: Hashdex.
Carteira rebalanceada a cada 10 dias, entre 1/1/2017 e 31/10/2022. Os criptoativos são representados pelos índices HDAI (até 31/05/2020) e NCI (a partir de 06/01/2020). Composição do portfólio simulado sem o NCI: 28,5% Multimercados (IHFA) + 20,0% Crédito Privado (IDA) + 17,5% Ações (IBOV) + 15,0% Inflação (IMA-B) + 9,0% Internacional (SPXI 11) + 5,0% CDI + 5,0% Pré-fixado (IRFM1+).
Enquanto contribuem para retornos acima da média, as alocações de até 5% do portfólio ainda podem ser compatíveis com a tolerância a risco de praticamente qualquer investidor.
Carteira rebalanceada a cada 10 dias, entre 1/1/2017 e 31/10/2022. Os criptoativos são representados pelos índices HDAI (até 31/05/2020) e NCI (a partir de 06/01/2020). Composição do portfólio simulado sem o NCI: 28,5% Multimercados (IHFA) + 20,0% Crédito Privado (IDA) + 17,5% Ações (IBOV) + 15,0% Inflação (IMA-B) + 9,0% Internacional (SPXI 11) + 5,0% CDI + 5,0% Pré-fixado (IRFM1+).
Você pode estimar a alocação em cripto mais adequada ao seu perfil comparando o retorno de diferentes composições de carteira no simulador da Hashdex.
2 – Em que criptoativos investir?
Nos anos 1990, um investidor não teria conseguido adivinhar quais empresas de internet chegariam ao vulto do Google (GOGL34) e Amazon (AMZO34): o estágio das tecnologias e mercados não permitia imaginar a complexidade atual do ecossistema nem o valor que cada funcionalidade agregaria para os seus usuários.
Hoje, de forma semelhante, os criptoativos contam com potenciais muito diferentes, determinados pelas suas tecnologias, setores de aplicação e níveis de risco. Por isso, é vantajoso ter exposição a uma gama de ativos.
A diversificação pode ser facilitada por índices, como o Nasdaq Crypto Index (NCI), que selecionam os ativos com base em critérios pré-estabelecidos. Os critérios podem se referir ao nicho de atuação, à liquidez e ao valor de mercado, por exemplo, delimitando os tipos de risco incorridos pelo investidor.
3 – Qual o prazo do investimento em cripto?
A incerteza é natural de um mercado nascente. O estouro da famosa bolha ponto-com criou riscos para a própria existência de empresas como Amazon e Google. Eventos dramáticos como esse alimentaram preocupações de curto prazo, mas não diminuíram o potencial que as tecnologias entregariam nas próximas décadas.
Episódios semelhantes podem ser encontrados em toda a história das tecnologias recentes – em especial, em cripto. Já é bem provado que a queda de alguns players pode transbordar pessimismo para todo o mercado, como nos casos Terra-LUNA e FTX.
Mas o investidor poderá lembrar também das quedas da Mount Gox., exchange que chegou a processar 70% do volume do bitcoin (BTC), e da The DAO, organização autônoma descentralizada criada na rede ethereum (ETC). Em 2013 e 2016, respectivamente, esses eventos tiveram grandes impactos que seriam diluídos pelo tempo.
4 – Como investir em cripto?
Boa parte dos investidores de cripto não contam com as garantias oferecidas por produtos financeiros regulados. Ao investir em exchanges não reguladas ou fazer a autocustódia, eles depositam a sua confiança em intermediários com finanças pouco transparentes – como a FTX e a Binance – ou assumem os próprios riscos de perder permanentemente o acesso aos seus ativos.
Enquanto isso, existem alternativas que trazem os mesmos retornos atrativos, porém com o grau de segurança do mercado de fianças tradicional. É o caso de produtos de investimento regulados como os fundos negociados em corretoras e dos ETFs, que você pode acessar por meio da bolsa de valores.
5 – Quais empresas de cripto são confiáveis?
Aderência à regulação é um critério importante para qualquer empresa financeira. Os padrões de transparência e governança corporativa exigidos pela CVM e pela Anbima são exemplos de práticas vantajosas para o investidor, já que minimizam os riscos corridos.
E depois de tudo isso?
Ciente das características do mercado cripto e do seu perfil, o investidor pode reduzir a sua exposição a riscos desnecessários enquanto aproveita o potencial de longo prazo dos criptoativos. Cabe, para isso, buscar adequar a sua alocação, a composição da carteira e os produtos de investimento utilizados.
Christian Gazzetta é economista formado pela UFRJ e redator da Hashdex, se dedica a aprender e ensinar sobre cripto desde 2017. Estuda métodos de valoração de criptoativos e os setores de DeFi e NFTs. |
As informações desta coluna são de inteira responsabilidade do autor e não do InvestNews e das instituições com as quais ele possui ligação.
Veja também
- Factor Investing e momentum: o que são, como funcionam e por que aplicar
- Inverno cripto: por que agora pode ser um ótimo momento para investir?
- Merge do ethereum: a corrida das plataformas está chegando ao fim?
- Ethereum Name Service ocupa 1ª posição no ranking de volume dos ativos únicos
- The Merge: o que é e o que significa para o ethereum
- DAOs: o que são, de onde vêm e exemplos dessa tendência do mercado cripto