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Finanças

Bolsa fecha em alta de 1,57% puxada por Petrobras e cenário externo; dólar sobe

Banco Central reduziu taxa Selic para 2% e não descarta um novo corte de juros

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InvestNews
bolsa de valores

O Ibovespa, principal índice da B3, voltou a subir e fechou nesta quarta-feira (5) em alta de 1,57% aos 102.801 pontos.

O desempenho do índice foi puxado pela Petrobras, cujas ações subiram mais de 6% acompanhando a alta no preço do petróleo. Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta após o Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos reportar robusta queda nos estoques da commoditie na semana passada. Indicadores econômicos positivos elevaram o otimismo quanto a recuperação da demanda e também impulsionaram as cotações.

Os barris de petróleo WTI, com entrega para setembro, tiveram alta de 1,18%, a US$ 42,19. Já os barris do Brent avançaram 1,67%, com preço de US$ 45,17.

Com isso as ações preferenciais da companhia (PETR4) fecharam em alta de 6,43%, enquanto as ordinárias (PETR3) avançaram 6,45%.

Impactou também o cenário externo recuperando o equilíbrio. Nos EUA tudo voltou à normalidade, nesta quarta-feira (5), apesar dos indicadores de emprego que ficaram abaixo do esperado. Segundo o último levantamento, o setor privado dos EUA criou 167 mil novas vagas de emprego em julho. Número abaixo das expectativas que esperava pela criação de 1,2 milhão de postos.

No Congresso americano ainda está em debate o pacote de estímulos econômicos de US$ 1,2 trilhão. E o Executivo já manifestou que vai garantir a aprovação caso a decisão fique travada no Legislativo. Com isso as bolsas americanas subiram, Dow Jones avançou 1,39%, enquanto Nasdaq subiu 0,52%. E o S&P 500 fechou em alta de 0,64%.

O dólar que operava em queda inverteu o sinal. O dólar comercial fechou em alta de 0,18%, cotado a R$ 5,293. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,316.

No Brasil, os investidores ficaram atentos a decisão do Copom de fazer um novo corte na taxa de juros. Com uma redução de 0,25 ponto percentual, a Selic passou de 2,25% ao ano para 2% ao ano.

Apesar de improvável, o Banco Central não descartou fazer um novo corte de juros.

Destaques da Bolsa

Entre os destaques positivos do dia está a Klabin (KLBN11) que fechou em alta de 9,78%. com recepção muito positiva ao balanço e às indicações da fabricante de papel e celulose, que contribuíram para melhorar a perspectiva para o setor. Logo em seguida, vieram Multiplan (MULT3) e Iguatemi (IGTA3) que avançaram 8,03% e 7,76%, respectivamente. Iguatemi apresentou lucro de R$ 46,3 milhões no segundo trimestre de 2020, queda anual de 23%. O resultado da companhia puxou também a alta do setor.

No lado oposto, o destaque negativo foi a Hypera (HYPE3) que cedeu 2,84%. Enquanto Ambev (ABEV3) e Cielo (CIEL3) recuaram 1,64% e 1,36%, respectivamente.

Ainda no radar corporativo, a Embraer informou prejuízo líquido de R$ 1,68 bilhão no segundo trimestre, após lucro em igual período do ano passado. Mas o papéis da companhia (EMBR3) conseguiram reverter a queda e fecharam em alta de 2,54%.

Taxa Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu fazer um novo corte na taxa básica de juros nesta quarta-feira (5). Com uma redução de 0,25 ponto percentual, a Selic passou de 2,25% ao ano para 2% ao ano. A decisão foi unânime. Dessa forma, a rentabilidade das principais aplicações de renda fixa mudou.

Em seu comunicado, o BC não descartou um novo corte de juros, ainda que improvável. “O Copom entende que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno. Consequentemente, eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional”, informou.

Foi o nono corte seguido e a quinta redução em 2020, levando os juros ao seu menor patamar histórico desde 1999, quando o governo estabeleceu um regime de metas para a inflação.

Bolsas americanas

 As bolsas de Nova York fecharam em alta pelo quarto pregão consecutivo, com investidores otimistas sobre as negociações em Washington em torno do próximo pacote fiscal, e o índice acionário Nasdaq atingiu a marca intraday de 11 mil pontos pela primeira vez na História. O sentimento positivo no mercado também foi apoiado por indicadores econômicos que apontaram retomada da atividade e novidades sobre potenciais vacinas contra a covid-19.

O índice Dow Jones terminou em alta de 1,39%, a 27.201,52 pontos, o S&P 500 avançou 0,64%, a 3.327,77 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,52%, a 10.998,40 pontos. As ações da Walt Disney, cujo balanço do segundo trimestre surpreendeu, registraram alta de 8,80%.

Os investidores focaram hoje nas negociações entre democratas e republicanos em torno de uma nova rodada de estímulo fiscal nos EUA. “O otimismo crescente de que um acordo de estímulo pode ser alcançado até o final da semana impulsionou ativos de risco”, diz o analista Ian Lyngen, do BMO Capital Markets.

De acordo com o senador Roy Blunt, do Partido Republicano, a Casa Branca pretende negociar o pacote com os democratas até esta sexta-feira, 7. Se não houver consenso, o presidente Donald Trump pode agir por meio de decretos.

O otimismo no mercado acionário também foi impulsionado pela divulgação de indicadores econômicos. O índice de atividade do setor de serviços dos EUA, por exemplo, subiu de 57,1 em junho para 58,1 em julho, acima das estimativas do mercado.

No entanto, a criação de 157 mil empregos no setor privado americano ficou bem abaixo do esperado por analistas: 1 milhão de novos postos. Segundo a economista Katherine Judge, do CIBC Economics, o resultado se tornou “menos preocupante” porque a geração de vagas em junho foi revisada para cima, de 2,396 milhões para 4,314 milhões.

Em relatório a clientes, a LPL Financial questiona se as recessões “são boas” para o mercado acionário. A corretora americana destaca que as bolsas têm registrado um bom desempenho em meio à crise sem precedentes gerada pela pandemia. O Nasdaq, por exemplo, já renovou máximas históricas 31 vezes em 2020. “É um caso que pode surpreender muitas pessoas, mas as ações realmente ganharam durante 7 das 12 últimas recessões”, afirma Ryan Detrick, estrategista-chefe de mercado. Ele ressalta o apoio maciço de política monetária e fiscal e a percepção de que a economia estará melhor no final do ano.

Entre outros destaques do pregão, os EUA fecharam um acordo com a Johnson & Johnson para adquirir 100 milhões de doses da potencial vacina da farmacêutica contra a covid-19. As ações da empresa subiram 0,80% em Nova York. Já os papéis da Boeing, avançaram 5,58%, mesmo após a S&P Global revisar a perspectiva para o rating da companhia aérea de estável para negativa.

*Com Estadão Conteúdo

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