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Finanças

Bolsa fecha nos 96 mil pontos, com fala de Guedes e otimismo em Wall Street

Valorização das big techs americanas favoreceu o mercado; índice interrompeu série negativa de quatro sessões

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InvestNews

Em dia de instabilidade o Ibovespa oscilou mas conseguiu firmar os ganhos. Nesta quinta-feira (29), o índice da B3 fechou em alta 1,27% aos 96.582 pontos.

Ontem o índice brasileiro perdeu mais de 4% em dia sangrento para os mercados. Mas a leve recuperação se manteve até o fechamento. Assim o Ibovespa interrompeu série negativa de quatro sessões 

Com nações cogitando novos lockdowns pelo mundo, as ações de tecnologia se valorizam, conhecidas por ser papéis resilientes. Nos Estados Unidos estas companhias devem divulgar balanços em breve o que aumenta a expectativa dos investidores.

Ainda no mercado americano, o PIB e gastos dos consumidores auxiliaram na alta dos índices. O PIB dos EUA avançou 33,1% no terceiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período no ano anterior.

Estas notícias deram um fôlego em Wall Street. O índice S&P 500 fechou em alta de 1,19%, Dow Jones avançou 0,52% e Nasdaq subiu 1,64%.

Na Europa o cenário não foi tão otimista. Os investidores repercutiram os lockdowns em Alemanha e França. Apenas a bolsa de Frankfurt fechou no campo positivo, com alta de 0,32%.

No Brasil, o Ibovespa surfou no otimismo americano repercutindo também a temporada de balanços do terceiro trimestre. O principal ponto de apoio foram as siderúrgicas. CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) subiram 1,89% e 3,69% respectivamente. Gerdau (GGBR4) valorizou 1,26%.

As ações da Vale (VALE3) avançaram 2,92%, repercutindo os bons resultados do balanço. A companhia lucrou US$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre, alta de 76% em relação ao mesmo período em 2019.

O índice também pegou carona nas falas de Paulo Guedes que defendeu o teto fiscal. Além de dados do Caged sobre emprego, com geração de 313.564 vagas em setembro.

O dólar se fortaleceu frente ao real quase chegando na casa dos R$5,80. O dólar comercial fechou em alta de 0,03%, cotado a R$ 5,765. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,79.

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Destaques da Bolsa

A maior alta do dia foi da Cogna (COGN3), que valorizou 6,82%. A companhia divulgou ontem que faturou R$ 365 milhões com vendas no Programa Nacional do Livro Didático (PNDL). Destes R$ 158 milhões foram reconhecidos no terceiro trimestre de 2020.

Subiram também Rumo (RAIL3) e Fleury (FLRY3), com alta de 4,56% e 4,50%, respectivamente.

No lado oposto do Ibovespa recuaram: Ambev (ABEV3) com queda de 3,59%.

Os investidores repercutiram os resultados do balanço, o mercado está dividido sobre o futuro da companhia. Além de ser um dia de correção de ganhos.

Recuaram também Carrefour (CRFB3) e Eztec (EZTC3) com desvalorização de 2,54% e 2,26%, respectivamente.

Bolsas americanas

As bolsas de Nova York fecharam o pregão desta quinta-feira em alta, com recuperação parcial da queda de 3% do sessão anterior, em meio à expectativa de investidores pelos balanços de grandes empresas de tecnologia e comunicação como Apple, Amazon, Alphabet, Facebook e Twitter. O otimismo também foi apoiado por um crescimento maior do que o esperado do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre de 2020.

O Dow Jones subiu 0,52%, a 26.659,11 pontos, o S&P 500 avançou 1,19%, a 3.310,11 pontos, e o Nasdaq registrou alta de 1,64%, a 11.185,59 pontos.

Perto do horário de fechamento, o índice de volatilidade VIX, conhecido como o termômetro do medo em Wall Street, recuava 8,76%, a 36,79 pontos, após ter atingido 40 pontos na quarta pela primeira vez desde junho.

Depois de iniciarem o pregão sem direção única, os índices acionários entraram em rali à tarde, impulsionados pelos setores de serviços de comunicação e de tecnologia, que registraram altas de 2,86% e 1,89%, respectivamente, no S&P 500.

As ações da Apple subiram 3,71%, as da Amazon avançaram 1,52% e as da Alphabet ganharam 3,05%. Os papéis de Facebook e Twitter, por sua vez, registraram ganhos de 4,92% e 8,04%, respectivamente. Entre as empresas que divulgaram balanço antes da abertura do mercado, Moderna subiu 8,43%.

O apetite por risco em NY também foi apoiado pela divulgação do PIB dos EUA, que cresceu a uma taxa anualizada de 33,1% no terceiro trimestre do ano, depois de ter sofrido retração de 31,4% nos três meses anteriores. O resultado veio acima da mediana de estimativas que apontavam avanço de 32%. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego, por sua vez, caíram 40 mil, a 751 mil.

“A recessão econômica acabou oficialmente, mas muitos não estão prosperando, estão apenas sobrevivendo”, comenta o economista-chefe do MUFG Union Bank, Chris Hupkey. Ele também alerta para a escalada da pandemia de covid-19 no país, que pode impactar novamente a atividade.

“O crescimento deve desacelerar acentuadamente no quarto trimestre, e novos casos de covid representam um risco de queda para projeção de crescimento anualizado do PIB de 6,1% para o quarto trimestre”, dizem analistas do banco Wells Fargo.

Em Washington, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, pediu o retorno das negociações entre democratas e republicanos sobre um novo pacote fiscal. O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, porém, disse que o comportamento da oposição “sugerem que não há esperança de um compromisso” por mais estímulos.

Bolsas na Europa

Os mercados acionários europeus fecharam em queda, com exceção de Frankfurt. Investidores continuavam a monitorar a segunda onda da covid-19 e seus impactos na região, com um quadro em geral negativo mesmo diante de promessas de mais relaxamento monetário em breve pelo Banco Central Europeu (BCE). O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,12%, em 341,76 pontos.

As praças europeias ensaiaram uma recuperação, após fortes perdas no dia anterior, quando restrições à atividade em importantes economias para conter o novo coronavírus pesaram.

Frankfurt ainda conseguiu subir nesta quinta-feira, com o índice DAX em alta de 0,32%, em 11.598,07 pontos. Nas demais bolsas, porém, o mau humor se estendeu.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 registrou baixa de 0,02%, em 5.581,75 pontos. O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou comunicado, no qual cortou projeções para a economia do Reino Unido e ainda alertou para riscos de piora, como a covid-19 e as dificuldades na negociação de um acordo comercial com a União Europeia.

Uma fonte próxima do governo do Reino Unido afirmou à repórter Célia Froufe, ex-correspondente do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) no país, que a administração estuda um eventual lockdown nacional para conter a covid-19.

Na política monetária, o BCE manteve os juros, como esperado, mas deu sinalização clara de que haverá ajustes em dezembro, com “recalibragem dos instrumentos”. Presidente da instituição, Christine Lagarde destacou que os indicadores apontam para desaceleração na zona do euro no quarto trimestre, com as consequências do covid-19 provavelmente adentrando o ano de 2021.

O ING considerou em relatório que o BCE trouxe uma “grande surpresa” na reunião desta quinta, com a força e o escopo do compromisso assumido para dezembro. Os analistas em geral concordaram que a sinalização de mais relaxamento ainda neste ano foi bastante explícita. O Erste Group comenta agora que a questão é saber a extensão desse relaxamento.

Em Paris, o índice CAC 40 caiu 0,03%, a 4.569,67 pontos.

Na Bolsa de Milão, o índice FTSE MIB teve baixa de 0,14%, a 17.872,28 pontos.

Em Madri, o índice Ibex 35 caiu 0,97%, para 6.411,80 pontos.

Em Lisboa, o índice PSI 20 fechou em queda de 0,66%, em 3.863,20 pontos.

*Com Estadão Conteúdo

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