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Finanças

Entre petrolíferas e petroquímicas, veja os destaques do Ibovespa nesta semana

Apetite de risco dos investidores atrai capital estrangeiro; dólar recua 1,63%

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Katherine Rivas

Terceira semana de ganhos do Ibovespa, o índice acumulou alta de 1,26%. Foi um salto tímido frente as semanas anteriores quando avançou 3,76% e 7,42%.

Segundo Juan Espinhel, especialista em investimentos da Ivest Consultoria, aconteceu uma realização de lucros dos papéis que valorizaram com força nas semanas passadas. A alta também se sustentou pelo maior apetite de risco dos investidores após o fim das eleições americanas. “Não foi por conta da vitória de Biden mas sim por um cenário de risco menor no horizonte”, afirma.

Ele explica que isso aumentou o apetite dos investidores subalocados em países emergentes, entre estes o Brasil, o que facilitou também o maior fluxo de investidor estrangeiro no Ibovespa em novembro. Foi este mesmo motivo que fez com que o dólar recue na semana, acumulando perdas de 1,63%.

Espinhel aponta que os setores mais beneficiados foram o financeiro e o de materiais básicos. Especialmente os bancos por estar descontados frente a outras ações.

“Nesta semana o setor financeiro saltou 1,59%, com uma composição forte no Ibovespa auxiliou nos ganhos”, afirma. Ele explica que o Banco do Brasil (BBAS3), o Bradesco (BBDC4) e o Santander (SANB11) são papéis com grande liquidez e frequentemente escolhidos pelo investidor estrangeiro na hora de aplicar no Brasil.

Veja também: Conheça a BVM12, nova bolsa de valores que chega ao mercado em maio de 2021

Maiores altas

A maior alta desta semana foi da Petrorio (PRIO3) que acumulou ganhos de 27,09%. Ontem a companhia chegou a disparar quase 30% após a  BP anunciar que vendeu participações de dois blocos no pré-sal para a empresa.

A Petro Rio vai adquirir fatias de 35,7% no bloco BM-C-30 (campo de Wahoo) e 60% no bloco BM-C-32 (Itaipu), tornando-se assim operadora de ambos.

A transação inicial foi de US$ 100 milhões e deve aumentar em 30% a capacidade de produção da companhia. “O mercado recebeu bem a notícia porque sinalizou uma estratégia de geração de valor para a Petrorio e a primeira operação de pré-sal da empresa”, comenta o especialista.

Apesar do valor inicial ser elevado a companhia deixou claro que os níveis de endividamento são conservadores e há uma estratégia de pagamento prolongado até 2023. “Uma empresa se alavancar dessa forma em tempos de crise e permanecer saudável é visto de forma positiva pelo investidor”, avalia Espinhel.

Ainda entre as maiores altas da semana estavam companhias que integram o “kit coronavírus”. As aéreas Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) subiram 19,41% e 13,09%, respectivamente. Seguidas por CVC (CVCB3), do setor turismo, que teve alta de 10,93%.

Para o especialista estas companhias avançaram graças ao otimismo com as vacinas. A eficácia nos testes da Pfizer e Moderna e a chegada de 120 mil doses da vacina Coronavac para São Paulo na quinta-feira (19).

No entanto, ele afirma que essa alta não significa a recuperação destas ações. Ainda há um longo caminho pela frente que deve acontecer com a cura definitiva do coronavírus e a retomada dos voos.

As vacinas funcionam apenas como um paliativo que aponta uma recuperação antes do precificado, no entanto o investidor permanece desconfiado de comprar os papéis nesse vaivém.

Contudo, esta situação não tira a qualidade destas companhias. “A Azul é uma empresa boa, com caixa bom, não da para apagar o bom histórico destas empresas. Tenho certeza que vão sair da crise fortalecidas”, avalia Espinhel.

Na quinta-feira (19), a Gol (GOLL4) foi uma das maiores altas do dia com a notícia de expansão de 34% de voos diários em outubro. Em novembro a companhia avança 13,96% mas ainda não apagou as perdas de 2020, quando acumula desvalorização de 39,89%.

Veja as cinco maiores altas da semana:

AçãoAlta
Petrorio (PRIO3)27,09%
Azul (AZUL4)19,41%
Gol (GOLL4)13,09%
CVC Brasil (CVCB3)10,93%
Vale (VALE3)8,21%

Maiores quedas

O destaque negativo da semana foi da Braskem (BRKM5) que recuou 6,80%. Novamente a companhia se viu envolvida em um problema de corrupção, desta vez no México. O presidente do país Andrés Manuel Lopez Obrador anunciou na terça-feira (17) o cancelamento do contrato para fornecimento de etanol entre a estatal Pemex e a Braskem Idesa.

Mas a Braskem desmentiu o fato e afirmou por meio de comunicado na quarta-feira (18) que não foi informada do cancelamento e o fornecimento de gás continua.

Para Espinhel, as denúncias de corrupção chegam em uma hora ruim após a companhia ter apresentado prejuízo no seu balanço do terceiro trimestre. Mesmo com a Braskem negando o problema de corrupção, o investidor parece não se importar se é verdade ou não e está punindo a ação. “Se for comprovado o conflito com a estatal o desenrolar pode ser custoso”, comenta.

Ainda entre as maiores quedas estão Intermédica (GNDI3) e Natura (NTCO3) que caíram 6,20% e 4,82%, respectivamente. Tudo isso graças a um movimento de realização de lucros.

A Natura, conhecida por ser uma empresa sustentável, surfa nessa onda de investimentos ESG. Enquanto a Intermédica ainda repercute os bons resultados do seu balanço. No terceiro trimestre de 2020, a companhia teve um lucro líquido de R$ 197,2 milhões, um salto de 97,8% em relação ao mesmo período em 2019.

Veja as cinco maiores quedas da semana:

AçãoQueda
Braskem (BRKM5)-6,80%
Intermédica (GNDI3)-6,20%
Natura (NTCO3)-4,82%
Ambev (ABEV3)-4,70%
Eletrobras (ELET6)-4,38%

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