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Finanças

Tensões na Ucrânia derrubam Wall Street, mas Ibovespa mantém alta

Avanço da bolsa brasileira foi puxado por Itaú após balanço e Petrobras com disparada do petróleo.

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Invasão da Ucrânia influencia iBOVESPA e bolsas mundiais
Membros das Forças Armadas da Ucrânia realizam exercícios militares na região ucraniana de Kherson 07/02/2022 Serviço de Imprensa das Forças Armadas da Ucrânia/Divulgação via REUTERS

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3, encerrou o pregão em alta nesta sexta-feira (11), impulsionado pelos ganhos das ações do Itaú Unibanco (ITUB3 e ITUB4), após a divulgação do balanço do banco e da Petrobras (PETR3 e PETR4), apoiada na disparada dos preços do petróleo. O mercado brasileiro se descola de Wall Street, que tem dia de perdas em meio à preocupações com a crise na Ucrânia.

No dia, o Ibovespa subiu 0,18%, aos 113.572 pontos. Já o dólar encerrou sem variação, a R$ 5,2414.

Perto do mesmo horário, os preços do petróleo no exterior subiram com força, também sob efeito das tensões na Ucrânia. O barril do Brent chegou a tocar US$ 95,65, enquanto o WTI chegou a US$ 92,75.

As preocupações no exterior ganharam força depois do governo dos Estados Unidos alertar que a Rússia estava concentrando mais tropas perto da Ucrânia e uma invasão poderia ocorrer a qualquer momento.

Segundo o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, a Rússia pode lançar uma invasão a qualquer momento, inclusive durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim.

Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, durante entrevista coletiva em Melbourne 11/02/2022 REUTERS/Sandra Sanders

Alexsandro Nishimura, economista, head de conteúdo e sócio da BRA, diz que “o dia só não foi mais positivo para o Ibovespa devido à ameaça de um conflito na Europa, a partir do qual o índice passou a se afastar das máximas do dia. Durante a tarde, houve a declaração do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, que alertou para o ‘risco real de um novo conflito armado’.”

Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, comenta que “é difícil mensurar qualquer coisa porque a ‘escalonada’ é o que tem noticiado os Estados Unidos. A gente não sabe se efetivamente vai acontecer alguma coisa, se é coisa de contra-informação, se é real, se não é uma jogada com o mercado de commodities ou esse tipo de coisa. Tem muita variável agora para a gente emitir uma opinião.”

Queda do dólar

Apesar de reduzir as perdas registradas mais cedo e encerrar igual ao dia anterior, o dólar ficou em firme curso de registrar seu quinto recuo semanal consecutivo sobre o real. Sua performance fraca no mercado doméstico vinha apesar do bom desempenho do dólar no exterior – seu índice frente a uma cesta de seis moedas fortes atingiu uma máxima em mais de uma semana mais cedo nesta sexta-feira, apoiado em parte pelos rendimentos elevados dos títulos soberanos dos Estados Unidos.

A taxa do Treasury de dez anos, referência global para investimentos, superou 2% pela primeira vez desde agosto de 2019 na quinta-feira (10), após uma leitura anual de inflação dos Estados Unidos -a mais forte em quatro décadas – alimentar apostas de que o banco central norte-americano (Federal Reserve, o Fed) será mais agressivo em seu iminente ciclo de aumentos de juros.

Antes dos dados de inflação, a maioria das apostas nos mercados monetários era de alta de 0,25 ponto nos juros pelo Fed em março, quando o banco já indicou que dará o pontapé inicial na elevação das taxas de empréstimo, mas, nesta sexta-feira, operadores viam probabilidade de até 62% de um aumento de 0,50 ponto.

Isso, no geral, é visto como fator positivo para o dólar frente a divisas mais arriscadas, já que custos de empréstimos mais altos nos EUA tendem a elevar a rentabilidade do mercado de renda fixa norte-americano, considerado extremamente seguro.

Mas, “quando a gente fala de Fed subindo juros, é porque a inflação por lá está começando a preocupar; ou seja, os juros reais (ajustados à inflação) não se deslocaram como a curva, eles continuam no campo negativo, e aí muito capital continua indo pra mercados emergentes”, explicou à Reuters Thomás Gibertoni, analista da Portofino Multi Family Office.

Ele afirmou que o Brasil tem destaque especial entre seus pares mais arriscados, já que o carrego — retorno por diferenciais de juros – oferecido pelo real é muito atraente devido ao patamar elevado da taxa Selic, atualmente em 10,75% ao ano.

Bolsas mundiais

Wall Street

As ações em Wall Street fecharam em forte queda nesta sexta-feira pela segunda sessão consecutiva, com investidores preocupados com a escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia.

Já temerosos com a inflação e o esperado aumento das taxas de juros, operadores aceleraram o ritmo de vendas depois de Washington alertar que a Rússia havia reunido tropas suficientes perto da Ucrânia para lançar uma grande invasão e que um ataque poderia ser iniciado a qualquer dia.

 índice S&P 500 fechou em queda de 1,90%, a 4.418,64 pontos. O Dow Jones caiu 1,43%, a 34.738,06 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuou 2,78%, a 13.791,15 pontos.

Europa

Perdas nos papéis de tecnologia arrastaram para baixo as ações europeias, depois que a alta inflação nos Estados Unidos elevou os rendimentos dos títulos, embora uma temporada de balanços positiva e fortes preços das commodities tenham ajudado o STOXX 600 a registrar seu primeiro ganho semanal deste ano.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,59%, a 469,57 pontos, mas teve alta de 1,6% em relação ao encerramento da última sexta-feira, o melhor desempenho semanal desde o final de dezembro.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,15%, a 7.661,02 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,42%, a 15.425,12 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,27%, a 7.011,60 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,82%, a 26.966,10 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,99%, a 8.798,10 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,43%, a 5.590,86 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações chinesas fecharam em baixa nesta sexta-feira uma vez que o crescimento mais rápido do crédito em janeiro falhou em melhorar o sentimento do investidor, enquanto preocupações com altas mais agressivas dos juros nos Estados Unidos após dados fortes de inflação também pesaram.

Os novos empréstimos bancários na China mais do que triplicaram em janeiro sobre o mês anterior, superando as expectativas e atingindo máxima recorde.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei permaneceu fechado.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,07%, a 24.906 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,66%, a 3.462 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,83%, a 4.601 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,87%, a 2.747 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,15%, a 18.310 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,03%, a 3.428 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,98%, a 7.217 pontos.

(* Com informações da Reuters)

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