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Finanças

Em dia de definição da Selic, Ibovespa cai 1,44% e dólar vira para queda

Mercado reage ao comunicado sobre precatórios e aguarda anúncio da Selic.

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imagem decorativa: ibovespa
Vista externa da B3, em São Paulo (SP) 26/02/2020 REUTERS/Rahel Patrasso

O Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, a B3, encerrou a quarta-feira (4) com desvalorização, enquanto o dólar, que subia, virou para queda, após chegar a R$ 5,2460 na máxima do dia. Investidores repercutem dados de emprego dos Estados Unidos, além de preocupações sobre a situação fiscal e expectativas de um aumento mais intenso da taxa Selic. A temporada de balanços também ocupa os holofotes.

Ibovespa fechou em queda 1,44%, aos 121.801 pontos, depois de chegar a máxima de 123.587 pontos no dia. O dólar recuou 0,15% comercializado a R$ 5,1838.

Copom

Outro destaque era a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se encerra nesta quarta. A expectativa consenso de mercado é de que a taxa Selic seja elevada em 1 ponto percentual, de acordo com uma pesquisa da Reuters, o maior aumento de juros desde 2003.

Outros especialistas, no entanto, esperam alta menos intensa, de 75 pontos-base, como é o caso de Almeida, da CM Capital. Para ele, mesmo que seu cenário se confirme e o Copom não pise completamente no acelerador, a tendência é de desvalorização do dólar contra o real.

Almeida explicou que custos de empréstimos mais altos no Brasil tendem a beneficiar a moeda local, ao tornar o mercado de renda fixa doméstico mais atrativo para o investidor estrangeiro e, consequentemente, elevar a perspectiva de ingresso de recursos no país.

Dúvidas internas

Por outro lado, estimulando a busca pela segurança da moeda norte-americana, uma nuvem de incerteza pairou sobre o cenário fiscal doméstico.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na terça-feira que a quitação integral dos precatórios calculados para 2022, da ordem de R$ 90 bilhões, atingiria as despesas do governo como um todo e não só o programa Bolsa Família, razão pela qual a União está trabalhando em proposta para flexibilizar as regras desse pagamento.

Vários participantes do mercado interpretaram a notícia como uma tentativa do governo de driblar o teto de gastos, o que levou o dólar a superar os R$ 5,27 na máxima do pregão de terça-feira.

“Com a piora do ambiente político e riscos fiscais que se acentuam a cada dia, os investidores buscam refúgio no dólar e fogem do risco”, disse em nota Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora, embora tenha ressaltado que comentários do presidente da Câmara, Arthur Lira, em defesa do teto dos gastos e contra o calote dos precatórios ajudaram a acalmar os mercados.

Cenário externo

No radar dos investidores, dados de emprego desta manhã mostraram que a criação de vagas de trabalho no setor privado dos Estados Unidos subiu bem menos do que o esperado em julho, provavelmente limitada pela escassez de trabalhadores e matérias-primas.

Segundo Alexandre Almeida, da CM Capital, os dados de emprego estão intimamente ligados à posição de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, com números abaixo do esperado “corroborando um cenário de manutenção” de seu estímulo à economia, o que inclui a taxa de juros, atualmente perto de zero.

Agora, investidores ficarão atentos ao payroll, relatório sobre a criação de vagas do Departamento do Trabalho dos EUA, que será divulgado na sexta-feira. “O ‘payroll’ vai trazer uma noção sobre o ‘timing’ do encerramento da política monetária estimulativa do Fed”, afirmou Almeida.

Destaques da bolsa

Em mais um dia de repercussão dos balanços financeiros, Bradesco (BBDC4) e Rede D’Or (RDOR3) encerraram em queda, enquanto Gerdau (GGBR3) fechou próximo a estabilidade. Veja os destaques da bolsa de valores hoje.

Bolsas Mundiais

Wall Street

Os principais índices de Wall Street caíam neste dia, com preocupações sobre a desaceleração do crescimento econômico e novos temores sobre a covid-19 atingindo setores economicamente sensíveis, incluindo bancos e indústrias.

O índice Dow Jones caiu 0,92%, a 34.792 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,46%, a 4.402 pontos. Na contramão, o índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,13%, a 14.780 pontos.

Europa

As ações europeias fecharam em novas máximas nesta quarta-feira, com as ações de tecnologia atingindo um pico em 20 anos, enquanto o otimismo em relação à temporada de resultados do segundo trimestre continuou alimentando o sentimento positivo.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,26%, a 7.123 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,88%, a 15.692 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,33%, a 6.746 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,53%, a 25.490 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,23%, a 8.792 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,23%, a 5.112 pontos.

Ásia e Pacífico

Uma recuperação nas ações de tecnologia elevou os principais índices da China nesta quarta-feira, após uma pesquisa privada mostrar crescimento mais rápido do setor de serviços, mas as preocupações com o aumento de casos de Covid-19 pesaram no sentimento, mantendo os ganhos sob controle.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,21%, a 27.584 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,88%, a 26.426 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,85%, a 3.477 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,90%, a 4.978 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,34%, a 3.280 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,40%, a 17.623 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 1,07%, a 3.182 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,38%, a 7.503 pontos.

( * Com informações da Reuters)

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