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Finanças

Frigoríficos dominam altas do Ibovespa; Hapvida cai após HB Saúde aceitar compra

Fora do Ibovespa, Vamos recuou depois de precificar sua oferta de ações.

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Frigorífico e pessoas cortando carne

O Ibovespa, principal índice negociado na B3, fechou em queda nesta sexta-feira (24), com ações das siderúrgicas voltando a cair. Os frigoríficos Minerva e JBS ficaram entre as principais altas do indicador, enquanto BRF e Marfrig também avançaram. PetroRio (PRIO3) subiu 3,87%

A Hapvida, por sua vez, caiu após informar que o Grupo HB Saúde aceitou proposta de compra da empresa de plano de saúde.

Fora do Ibovespa, a Vamos recuou forte após precificar sua oferta de ações. Veja os destaques registrados de fechamento:

Frigoríficos

A Minerva (BEEF3) subiu 4,52%, negociada a R$ 10,17, liderando as altas do pregão, assim como a JBS (JBSS3), que registrou valorização de 3,72%, para R$ 35,13, a terceira maior alta do índice.

A BRF (BRFS3) teve ganhos de 2,68%, negociada a R$ 24,56. A alta ocorre após o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) emitir parecer aprovando, sem restrições, a aquisição de ações pela Marfrig Global Foods (MRFG3), que também avançou 1,61%, para R$ 22,77.

Hapvida

Hapvida (HAPV3) diminuiu a queda pela manha, superior a 2%, mas ainda assim caiu 1,01%, negociada a R$ 14,74. A companhia informou que os acionistas do Grupo HB Saúde, que atua na cidade de São José do Rio Preto (SP), aceitaram a oferta da companhia de R$ 650 milhões para a aquisição de até 100% da empresa, com desembolso previsto para cerca de 59% do capital total, aproximadamente R$ 383,5 milhões.

Em relatório, Samuel Alves,Yan Cesquim e Pedro Lima, analistas do BTG Pactual, afirmaram que a Hapvida foi muito ativa em novas oportunidades de fusões e aquisições, apesar de sua fusão em andamento com o Grupo Intermédia Notre Dame (GNDI3).

“Portanto, isso reforça que a agenda de consolidação do setor está mais viva do que nunca, com HAPV e GNDI ainda detendo apenas 18% do mercado de seguro saúde no Brasil”, afirmou a equipe do banco que manteve recomendação de compra para os papéis da companhia e preço-alvo em R$ 19, o que representa uma elevação de 31% em relação à cotação atual.

Para a equipe de research da Levante Investimentos, a notícia é positiva para a Hapvida que segue na direção de sua estratégia de buscar uma maior verticalização e escala, como as outras companhias do setor vêm fazendo. “Esperamos uma reação positiva nas ações HAPV3 e
levemente negativa nas ações da SulAmerica após o desfecho da negociação. De qualquer forma, as empresas do setor continuarão a buscar aquisições estratégicas em busca de uma consolidação do setor, que é ainda muito fragmentado, o que deve acirrar ainda mais a disputa por boas”, afirmou a equipe em relatório.

Vamos

A locadora de caminhões, de máquinas e equipamentos Vamos (VAMO3) teve queda de 5,17%, negociada a R$ 16,50. A desvalorização ocorre após a companhia aprovar a precificação de sua oferta subsequente de ações a R$ 16,75 cada.

Totvs

A Totvs (TOTS3) caiu 2,89%, negociada a R$ 38,00, na esteira do início de cobertura da companhia pela XP investimentos, com recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 48, um potencial de alta de 23% em relação ao último preço de fechamento.

“Como líder do mercado de software no Brasil, a Totvs deve continuar a se beneficiar do crescimento neste setor, alavancando sua posição de liderança e capturando oportunidades de upselling e vendas cruzadas. Acreditamos que as novas iniciativas da Totvs após as recentes M&As nas verticais Techfin e Business Performance devem levar a empresa a acelerar o crescimento de seu faturamento”, disseram os analistas Bernardo Guttmann e Marco Nardini.

Commodities

As siderúrgicas, que fecharam o pregão de ontem em alta, registraram queda. A CSN (CSNA3) teve baixa de 3,59%, para R$ 29,03, Gerdau (GGBR4) perdeu 1,41%, para R$ 26,62, e Usiminas (USIM5) caiu 2,16%, para R$ 16,29. A Vale (VALE3) também sofreu desvalorização de 1,55%, para R$ 77,69.

Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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