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Rede D’Or tem ‘série de conversas’ para fusões e aquisições

Grupo já comprou fatias em 17 centros médicos desde o fim de 2020.

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Logotipo da Rede D’Or São Luiz. 2/12/2015. REUTERS/Ricardo Moraes

O grupo de hospitais Rede D’Or (RDOR3) está engajado em negociações para aquisições de mais ativos, após ter acumulado compras de fatias em 17 centros médicos do país desde o fim de 2020 que adicionaram cerca de 2.200 leitos à sua base.

A companhia divulgou na noite da véspera queda de 44% no lucro líquido do primeiro trimestre, afetada entre outros motivos pela onda da variante Ômicron da covid-19.

As ações da empresa chegaram a recuar mais cedo nesta sexta-feira (13), mas às 13h41 (horário de Brasília) mostravam alta de 0,9%, enquanto o índice tinha avanço de 1,8%.

“Com o mercado negociando a múltiplos menores, vamos continuar olhando os ativos sob uma ótica de retorno, de acesso a mercados que nos interessam”, disse o presidente-executivo da Rede D’Or, Paulo Junqueira Moll, em conferência com analistas.

“Temos uma série de conversas em curso e é difícil falar em orçamento para isso…Continuamos bastante otimistas de que conseguiremos entregar a expectativa de 5 mil leitos em cinco anos”, acrescentou.

A Rede D’Or encerrou o primeiro trimestre com alavancagem medida pela relação entre dívida líquida sobre Ebitda de 2,9 vezes, acima do nível de 2,5 vezes de um ano antes e perto do nível de até três vezes que o diretor financeiro, Otávio Lazcano, afirmou que a companhia considera como adequado.

“Uma vez concluída a incorporação da SulAmérica, a empresa expandida se beneficiará da posição líquida de caixa da SulAmérica e existem outras oportunidades de otimizaçào de estrutura de capital que serão exploradas”, disse Lazcano.

Segundo ele, o planejamento financeiro da Rede D’Or, que inclui recursos do IPO do final de 2020, follow on e do próprio caixa da empresa, prevê que a alavancagem deve cair para “algo próximo de 1,5 vez no final de 2025”.

Moll afirmou que a maior oportunidade da Rede D’Or para ganho de margem nos próximos trimestres, apesar da alta da inflação, é em materiais e medicamentos. Segundo ele, a empresa vai conseguir voltar ainda em 2022 para o patamar de custos de 2019 “ou menor” que isso em relação à receita.

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