Em seu sétimo pregão de queda, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, caiu para o menor patamar desde janeiro nesta terça-feira (26), diante de novo tombo em Wall Street com manutenção de temores por desaceleração econômica global, em meio à inflação elevada e avanço da covid-19 na China. A desvalorização das ações do Santander (SANB11), em meio à divulgação do balanço trimestral, também contribuiu para a baixa do índice.

No dia, o Ibovespa caiu 2,23%, aos 108.212 pontos, com a mínima de 107.978 no dia. Já o dólar avançou 2,35%, negociado a R$ 4,9901, com a máxima de R$ 4,9996 no pregão.

O pregão também ficou marcado pelo dólar, após a moeda quase atingir o patamar de R$ 5, em mais uma sessão de fortes ganhos frente ao real, que exigiram nova intervenção do Banco Central, o que ajudou a aplacar os resultados positivos.

O Banco Central vendeu todos os US$ 500 milhões ofertados em leilão extraordinário de 10 mil contratos de swap cambial tradicional realizado nesta terça-feira, em operação anunciada depois de o dólar quase superar R$ 5 pela primeira vez em mais de um mês.

Bolsas mundiais

Wall street

Wall Street encerrou em forte queda nesta terça-feira, liderada pelo índice de tecnologia Nasdaq, conforme investidores se preocupavam com a desaceleração do crescimento global e um banco central norte-americano mais agressivo, e Alphabet (GOGL35) e Microsoft (MSFT34) caíam antes da divulgação de seus balanços trimestrais, marcada para após o fim do pregão.

Segundo dados preliminares, o S&P 500 perdeu 2,80%, para 4.176,03 pontos. O Nasdaq recuou 3,93%, para 12.493,71 pontos. O Dow Jones caiu 2,38%, para 33.240,71 pontos.

Europa

As ações europeias fecharam em queda pela terceira sessão consecutiva nesta terça-feira, abandonando ganhos iniciais conforme as ações de tecnologia acompanharam os pares dos Estados Unidos a território negativo antes da divulgação de balanços de algumas grandes empresas, enquanto o FTSE de Londres se destacou positivamente com o aumento de commodities.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,90%, a 441,10 pontos, com as ações de tecnologia caindo 2,3%, para os menores patamares em seis semanas, e os bancos recuando 2,3%.

O índice tinha subido 1% mais cedo no dia, impulsionado pelos fortes ganhos de empresas como o banco suíço UBS e a gigante do transporte marítimo Maersk. Isso ocorreu após uma queda de 2% na segunda-feira devido a preocupações com uma desaceleração econômica na China e rápidos aumentos das taxas de juros nos EUA.

“Os investidores voltaram a se preocupar com o crescimento econômico, voltando ao tema que dominava no final da semana passada”, disse Chris Beauchamp, analista-chefe de mercado da plataforma de negociação online IG.

“Enquanto isso… o nervosismo com os grandes resultados de tecnologia esta semana vieram à tona.”

Ásia e Pacífico

As ações chinesas fecharam em baixa nesta terça-feira depois de atingirem mínimas de dois anos na sessão anterior, uma vez que o aumento de casos de coronavírus em Pequim prejudica as perspectivas de crescimento da economia.

*Com informações da Reuters.

Veja também