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Por que fazer um planejamento financeiro para os filhos?

Organização das finanças ajuda a reduzir riscos e a viabilizar planos de vida. Novos produtos disponibilizados no mercado ainda facilitam alcançar objetivos específicos, como se preparar para os custos da faculdade.

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Vinícius Brancher *

Tempo médio de leitura: 8 minutos

É inevitável: quando nos tornamos pais, vivemos com um olho no presente, acompanhando cada movimento do recém-chegado, e outro no futuro, imaginando o que a vida reserva para ele nas muitas etapas que vêm pela frente.

Neste exercício, é natural projetarmos uma jornada próspera e cheia de experiências e realizações para a criança. Afinal, todos queremos o melhor para as pessoas que amamos, não é mesmo?

Embora este olhar para o futuro pareça um devaneio despretensioso, ele enseja uma questão de ordem prática de grande valor: o que nós, como responsáveis pela criação dos filhos, podemos fazer para tornar esta trajetória desejada mais viável?

A resposta é complexa e abrange diferentes facetas da vida humana: saúde, segurança e educação. No quesito educação, enfatizo a necessidade de priorizarmos a alfabetização financeira de nossos filhos e a importância do planejamento familiar, pois planos e conquistas estão intrinsicamente conectados com a forma com que lidamos com o dinheiro.

Vinicius Brancher é superintendente de Relacionamento com a Pessoa Física da B3. (Foto: Divulgação)
Vinicius Brancher é superintendente de Relacionamento com a Pessoa Física da B3. (Foto: Divulgação)

E não é para menos. Para se ter ideia de como a jornada dos pais é financeiramente exigente, um estudo realizado neste ano mostrou que o custo de criar um filho até os 18 anos chega a R$ 1,2 milhão para famílias enquadradas nos critérios da Classe A e beira os R$ 900 mil para a Classe B.

Diante de um cenário tão desafiador, uma boa organização das finanças pessoais faz toda a diferença. Poucas e boas perguntas podem nos ajudar a iniciar essa reflexão; não precisa ser expert no assunto.

  • Você poupa algum dinheiro por mês?
  • Quais são os seus objetivos pessoais? O dinheiro raramente é um objetivo em si só.
  • Quais desejos você gostaria de realizar para o seu filho?
  • Qual o valor financeiro necessário para o cumprimento das suas metas?

Processar essas respostas já é um primeiro passo em busca de um plano financeiro para a família. A boa relação entre receitas e despesas canalizadas em investimentos inteligentes e responsáveis reduz riscos consideráveis para a família, amplia o patrimônio e dá viabilidade às experiências almejadas.

É importante lembrar que o efeito de uma gestão financeira eficiente ganha característica exponencial em períodos longos. Pais, o tempo e o efeito dos juros compostos serão os seus grandes aliados. Nossos filhos crescerão independentemente do que façamos. Por que não garantir que eles cresçam com segurança financeira? Quanto antes iniciarmos, maior a probabilidade de viabilizar a concretização de sonhos – deles e nossos. E se o fizermos de maneira inteligente, melhor ainda! Maiores os ganhos.

Uma pessoa que aplicou R$ 10 mil na poupança nos últimos dez anos, por exemplo, acumulou R$ 17.500,42. Já alguém que recorreu a uma aplicação de renda fixa, que empatou com o CDI, alcançou R$ 23.880,52, uma vantagem de 36,46% no ganho de capital. As simulações foram feitas na plataforma do Banco Central, considerando 1º de janeiro de 2013 a 1º de janeiro de 2023.

Vale destacar, ainda, que os benefícios de elaborar um planejamento financeiro para os filhos não são puramente financeiros. Essa é também uma forma de ensinar pelo exemplo uma lição que será valiosa para eles no futuro: a importância de ter uma relação saudável com o dinheiro.

Por onde começar?

Para quem deseja elaborar seu planejamento e preparar o futuro dos filhos, há duas boas notícias. A primeira, é que o Hub de Educação da B3 disponibiliza cursos e conteúdos gratuitos que serão grandes aliados nesta tarefa. Lá você encontra, por exemplo, os cursos “Cuidando do futuro financeiro das minhas crianças” e “Como organizar suas finanças”.

A outra boa notícia é que o mercado de capitais apresenta oportunidades cada vez mais vastas para você planejar investimentos adequados ao seu apetite de risco, capacidade de aportes e prazo de retirada. Se for de sua preferência, também é perfeitamente possível abrir uma conta de investimento diretamente em nome do seu filho.

Ao estabelecer sua estratégia, você poderá recorrer tanto a produtos tradicionais, como ações, fundos, CDB, LCIs, Tesouro Direto, entre outros, como a novas alternativas que buscam simplificar e atender com mais precisão objetivos de investimento (e de vida) bastante específicos.

No dia 1º de agosto, por exemplo, abrindo o mês dos pais, a Secretaria do Tesouro Nacional e a B3 lançaram um título de renda fixa que simplifica a vida de quem busca se preparar para financiar os estudos dos filhos no médio e no longo prazo: o Tesouro Educa+.

Financiando a universidade sem sustos

Para auxiliar no planejamento da educação dos seus filhos e prepará-los para os desafios do mercado de trabalho no futuro, o Tesouro Educa+ traz características que o tornam um ativo propício para estratégias de longo prazo.

Uma delas é que seu valor é corrigido pelo principal índice de inflação do Brasil, o IPCA. Isso significa que você não perde poder de compra para o dinheiro aplicado com o passar do tempo, mesmo que o país passe por um período de alta expressiva dos preços. E, além da inflação, há um mais uma taxa fixa (taxa real) sobre o valor aplicado.

Seu grande diferencial, no entanto, é a dinâmica de aporte e recebimento que facilita o planejamento dos investimentos que irão financiar os estudos dos seus filhos no futuro. Você escolhe o título com o ano previsto de início da faculdade de seu filho e, de preferência, continua aportando frequentemente.

Toda a dinâmica de correção pela inflação acrescida do juro real nos investimentos realizados ajudará no aumento do capital investido. Ao atingir o momento da conversão desse título, pagamentos mensais de renda ocorrerão pelo prazo de 5 anos. Assim, há compatibilização entre a renda mensal recebida e o período da realização da universidade pelo seu filho.

Suponha que um casal decidiu investir neste ativo para viabilizar os custos com ensino superior da filha, que hoje tem apenas 11 anos – e, portanto, deve estar apta a iniciar um curso universitário dentro de seis anos.

Neste caso, eles escolhem, estrategicamente, o título Educa+ 2030. Isso significa que, até o ano indicado no nome do produto, os pais podem fazer aportes mensais de qualquer valor, sendo o mínimo de cerca de R$ 30,00.

Depois desse momento, o fluxo se inverte: os investidores param de fazer os desembolsos e passam a receber por cinco anos um valor mensal, que corresponde ao total investido mais a correção pelo IPCA e a taxa real. Com a renda extra, eles podem bancar de maneira parcial ou integral os custos da universidade.

Existem vantagens importantes em optar pelo Educa+: o produto adota um mecanismo simples, alia potencial de rentabilidade com proteção contra a inflação, adequa o fluxo de pagamentos de longo prazo com a universidade e conta com a segurança do Tesouro Direto.

Além disso, ajuda o investidor a se manter disciplinado e focado no objetivo de viabilizar a faculdade, curso ou intercâmbio do filho. Tudo isso de um jeito fácil de contratar. Para tornar o processo ainda mais intuitivo, o Tesouro Direto disponibilizou um simulador. Ao acessar a ferramenta, basta informar a idade do filho, o ano em que espera que ele inicie os estudos e o quanto deseja receber mensalmente durante o período. Assim, o sistema calcula o valor que deve ser aportado.

E a praticidade não para por aí: a partir de outubro, o produto terá também a funcionalidade de investimento coletivo. Isso significa que avós, tios e demais parentes e amigos também poderão presentear a criança ou jovem fazendo um aporte no título Educa+ contratado pelos pais. Para isso, será necessário apenas usar um QR Code.

Sempre é tempo de começar

Se você já tem um planejamento financeiro para os filhos, continue acompanhando o mercado de capitais para aproveitar novas oportunidades, como o Educa+, e refinar a sua estratégia. Caso ainda não tenha, comece o quanto antes!

Quanto a mim, encerro este artigo por aqui. É hora de cuidar do presente e do futuro da minha pequena Madalena, que chegou ao mundo há apenas algumas semanas e já tem me despertado reflexões tão importantes quanto essa!

*Vinicius Brancher é superintendente de Relacionamento com a Pessoa Física da B3.

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Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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