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Finanças

Bolsa fecha estável com exterior positivo e trégua no risco fiscal

No mês de agosto índice acumula perdas de 2,22%

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InvestNews
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O Ibovespa, principal índice da B3, fechou no zero nesta quinta-feira (27) aos 100.623 pontos. O índice conseguiu superar dois pregões de queda consecutiva puxado pelo cenário externo. Nos EUA o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell reforçou seu compromisso com os juros baixos e uma inflação de em média 2% por um longo período.

Para a economia americana a afirmação do Fed significou que a política fiscal e monetária deve auxilar a economia real, sustentando o preço de muitos ativos. Especialistas avaliam que a fala de Powell reforçou o alinhamento destas políticas a longo prazo. Com isso, o índice S&P 500 renovou recorde fechando em alta de 0,17%. Dow Jones também avançou 0,57%. Enquanto Nasdaq recuou 0,34%.

O dólar não acompanhou esse otimismo e virou para a queda. O dólar comercial fechou em baixa de 0,59%, cotado a R$ 5,5789. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,6093.

O enfraquecimento da divisa americana se deu principalmente por causa da percepção dos investidores de que os juros da economia dos Estados Unidos devem seguir muito baixos por um longo período. No entanto, o recuo da sessão desta quinta-feira não mostra que as incertezas domésticas foram dissipadas, pelo contrário, seguem como pano de fundo.

No cenário interno, rumores sobre a saída de Guedes tiveram um ponto final. Após os diversos impasses para fechar o pacote econômico e as divergências sobre o Renda Brasil, ontem o ministério da Economia divulgou uma nota afirmando que Guedes não deixaria o cargo.

Até sexta-feira (28), o ministro da Economia deve apresentar uma contraproposta sobre o valor do Renda Brasil. Há poucos dias do mês de agosto terminar, o Ibovespa acumula perdas de 2,22%, estas influenciadas especialmente pela incerteza política.

Entre as ações mais negociadas do dia, as commodities tiveram desempenho negativo. Os papéis da Petrobras (PETR4) recuaram 0,32%. Enquanto as ações da Vale (VALE3) caíram 1,55%. Ambas as companhias seguiram a desvalorização do petróleo e minério de ferro.

Destaques da Bolsa

Entre os destaques positivos do dia, lideraram as companhias aéreas por causa do ajuste negativo no dólar spot que fechou em queda de 0,66% a R$5,5778. As ações da Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) avançaram 4,27% e 3,61%, respectivamente.

Subiu também o Banco BTG (BPAC11) com alta de 2,64%, em dia positivo para os bancos.

Entre as maiores quedas do dia estava a Yduqs (YDUQ3) que recuou 7,48%. O desempenho da ação repercutiu o prejuízo da companhia no segundo trimestre, cercado de provisões e a espera por número elevado de calotes.

Caíram também os papéis da BR Distribuidora (BRDT3) e da Ecorodovias (ECOR3) que fecharam em queda de 3,27% e 2,46%, respectivamente.

Bolsas americanas

Após pregão volátil, as bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta quinta-feira (27) no dia em que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, confirmou mudanças na estratégia de longo prazo da autoridade monetária, que deve tolerar períodos de inflação acima da média de 2%. Na prática, isso significa juros baixos por um período considerável, perspectiva que levou o S&P 500 a renovar recorde de fechamento pelo quinto pregão consecutivo.

O índice Dow Jones terminou em alta de 0,57%, em 28.492,27 pontos, o S&P 500 subiu 0,17%, a 3.484,55 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,34%, a 11.625,34 pontos.

Em discurso no simpósio de Jackson Hole, organizado pela distrital de Kansas do Fed, Powell anunciou o que boa parte do mercado já esperava: a instituição passará a buscar inflação “em média” de 2%.

A adição desse termo pressupõe que, após períodos em que a inflação esteja abaixo da meta, o banco central americano vai permitir que ela fique acima do nível de 2%, para compensar o tempo em que os preços ficaram deprimidos.

No entendimento da Capital Economics, a mudança deve fazer com que o Fed lance novos estímulos monetários, com possível avanço do ritmo de compras de ativos. No entanto, para a consultoria, é improvável que essas medidas venham a impulsionar a economia real. “O Fed terá dificuldades para atingir sua taxa de inflação de 2%, quanto mais para entregar uma inflação acima da meta”, prevê.

Investidores demonstraram certa dificuldade para digerir o anúncio de Powell, o que levou os principais índices acionários a oscilarem entre altas e baixas. Com isso, o índice VIX, que mede a volatilidade em Wall Street, avançou 4,68%, a 24,35 pontos. Houve ainda um processo de realização de lucros das ações de grandes empresas do setor de tecnologia. O papel do Facebook, por exemplo, perdeu 3,52% e da Amazon caiu 1,22%.

A ação da Walmart, por sua vez, saltou 4,55%, repercutindo a informação de que a varejista se juntou à Microsoft (+2,46%) nas negociações pela compra do TikTok. A Casa Branca tem pressionado a chinesa ByteDance, controladora do aplicativo, a vender o braço americano da plataforma, sob argumento de que ela pode ser usada por Pequim como veículo de espionagem.

Em Washington, segue o impasse a respeito de uma nova rodada de estímulos fiscais. A presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, conversou por telefone com o chefe de Gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, por 20 minutos, mas as conversas foram infrutíferas e o pacote continua travado no meio de disputas entre republicanos e democratas.

*Com Estadão Conteúdo

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