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Finanças

Ibovespa volta aos 115 mil pontos; dólar cai mais de 1%

Balanços repercutiram na bolsa, enquanto lá fora atenções se voltaram para Fed e tensão na Ucrânia.

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Fachada da entrada principal da B3 em São Paulo
Fachada da entrada principal da B3 em São Paulo, Brasil 22/12/2017 REUTERS/Paulo Whitaker

Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3, encerrou o pregão em alta nesta quarta-feira (16), repercutindo os últimos dados divulgados pelas empresas na temporada de balanços trimestrais, mas também repercutindo a ata do Federal Reserve (Fed) e de olho na crise entre Rússia e Ucrânia. Já o dólar perdeu valor e fechou numa mínima em seis meses e meio, na terceira queda seguida,

No dia, o Ibovespa subiu 0,31%, aos 115.180 pontos. Já o dólar caiu 1,01%, comercializado a R$ 5,1279.

Entre as principais notícias do cenário externo, o dia foi de expectativa para a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.

Autoridades do Fed concordaram que, com a inflação ampliando seu impacto na economia e um mercado de trabalho forte, era hora de apertar a política monetária, mas também que as decisões dependeriam de uma análise de dados feita reunião a reunião, segundo a ata da reunião de 25 e 26 de janeiro.

Os participantes concordaram que a taxa de juros alvo provavelmente teria que subir em um “ritmo mais rápido” do que quando o Fed elevou os juros pela última vez em 2015, de acordo com a ata divulgada nesta quarta-feira.

Felipe Veloso, economista e fundador da Cripto Mestre, comenta que a ata deu sinais de que “estão preparados para fazer o que for necessário para desaquecer a economia o suficiente para acalmar a inflação”. “Vem aumento de juros por aí”, disse ele, acrescentando, porém, que “já era esperado em um certo nível”.

“Na minha análise, não houve nenhuma novidade quanto aquilo que o mercado já espera: a alta da taxa de juros em março. A única dúvida agora é em relação a intensidade da alta”, complementa Rob Correa, analista de investimentos e fundador da Hedgepoint.

Pela manhã, o Departamento de Comércio informou que as vendas no varejo dos Estados Unidos se recuperaram com força em janeiro. Os dados, mais fortes do que o esperado, podem dar ao Fed mais argumentos para apertar a política monetária e subir os juros com mais intensidade.

As vendas no varejo subiram 3,8% no mês passado. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 2% nas vendas varejistas, com as estimativas variando de 0,7% a 4,4%.

“Apesar do pico de casos de covid em janeiro e do novo recorde da inflação, vemos o varejo americano sustentando um excelente crescimento”, comentou Andrey Nousi, CFA e fundador da Nousi Finance. “Diante da redução do número de casos de covid nas últimas semanas e da acentuada procura por trabalhadores, acreditamos que o varejo deve continuar mostrando bons resultados.”

Bolsas mundiais

Wall Street

Wall Street se recuperou de mínimas da sessão desta quarta-feira, com o índice S&P 500 cruzando para território positivo ao fim do pregão, depois da ata da última reunião do Fed ser divulgada.

O índice S&P 500 fechou em alta de 0,09%, a 4.475,01 pontos. O Dow Jones caiu 0,16%, a 34.934,27 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuou 0,11%, a 14.124,10 pontos.

Europa

As ações europeias fecharam perto da estabilidade, impulsionadas por papéis focados em commodities com tensões entre Rússia e Ucrânia no foco, enquanto a empresa de telecomunicações sueca Ericsson caiu após investigações mostrarem má conduta. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou com variação negativa de 0,07%, a 467,23 pontos.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,07%, a 7.603,78 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,11%, a 15.396,07 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,21%, a 6.964,98 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,00%, a 26.969,32 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,22%, a 8.737,20 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,34%, a 5.662,88 pontos.

Ásia e Pacífico

Os principais índices acionários da China subiram nesta quarta-feira, com novos dados de inflação aumentando esperanças de que as autoridades afrouxarão ainda mais a política monetária para impulsionar o crescimento econômico, enquanto os setores financeiro, de saúde e imobiliário compensaram o fraco desempenho da tecnologia.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 2,22%, a 27.460 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 1,49%, a 24.718 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,57%, a 3.465 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,39%, a 4.617 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,99%, a 2.729 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 1,56%, a 18.231 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,52%, a 3.439 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 1,08%, a 7.284 pontos.

(*Com informações da Reuters).

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