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Finanças

Tudo sobre o USTK11, novo ETF de big techs que chega à B3 no final de julho

Fundo da gestora Investo vai replicar índice listado em Nova York com exposição a mais de 350 empresas de tecnologia; cotas serão negociadas a partir de R$ 10.

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Katherine Rivas

Um novo ETF (fundo de índice) focado em big techs americanas está em período de reserva e chega à B3 no próximo dia 28 de julho. Trazido pela gestora independente Investo, o USTK11, vai replicar o ETF VGT (Vanguard Information Technology), índice de tecnologia listado na bolsa de Nova York.

Por meio dele, o investidor terá acesso a mais de 350 empresas do setor listadas nos Estados Unidos, como Apple (AAPL34), Microsoft (MSFT34), Visa (VISA34), PayPal (PYPL34), Zoom (Z1OM34), Mastercard (MSCD34), SalesForce (SSFO34) e HP (H1PE34).

Além da exposição a big techs, o USTK11 também inclui pequenas empresas emergentes do setor, efeito conhecido como ‘cauda longa’. Segundo a Investo, isso permite que o investidor se beneficie com seu crescimento nos próximos anos.

Embora o ETF original seja o ETF VGT, que replica o Índice MSCI US — Investable Market Information Technology 25/50 Index, o USTK11 surgiu como uma alternativa para que o investidor brasileiro tenha acesso a este produto diretamente pela B3.

Não fosse pelo USTK11, os investidores precisariam abrir uma conta no exterior e fazer a conversão do câmbio para investir diretamente no ETF VTG. Na prática, a composição do USTK11 é de 95% do seu patrimônio em cotas do ETF VGT.

O ETF USTK11 está em período de reserva até o dia 23 de julho. O investimento mínimo neste fundo de índice é de R$ 100. Após a estreia na B3, cada cota do fundo será negociada a partir de R$ 10.

A taxa de administração do USTK11 é de 0,64% ao ano e será recolhida proporcionalmente até o 5º dia útil de cada mês. Além deste percentual, será cobrada também uma taxa referente ao ETF VGT, de 0,10% ao ano. Desta forma, o custo total de administração para o investidor será de 0,74% ao ano.

investir

O Imposto de Renda do fundo será de 15% sobre o ganho de capital e é descontado na fonte. Para operações de day trade, a alíquota será de 20%.

O ETF USTK11 está disponível para todo tipo de investidor, pessoa física e institucional, por meio da sua corretora.

Na sua primeira emissão, o fundo espera levantar cerca de R$ 500 milhões. Easynvest by Nubank, UBS BB, Banco Modal, Banco Inter, e as corretoras Toro e Guide coordenam a oferta.

MSCI US IMI Information Technology 25/50

O índice replicado pelo ETF é composto por mais de 350 companhias de tecnologia. Entre os principais setores estão hardware e armazenamento (22%), software (20%), chips (17%)​, processamento de dados (15%) e aplicações digitais (14%).

Há também, em menor proporção, companhias dos segmentos de serviços de TI e internet, equipamentos semicondutores, eletrônicos e de comunicação e componentes eletrônicos.

Pelo valor de mercado, o índice é composto por:

  • 61% de MegaCaps (acima de US$ 100 bilhões)
  • 22% de LargeCaps (entre US$ 10 bilhões e US$ 100 bilhões)
  • 12% de MediumCaps (entre US$ 2 bilhões e US$ 10 bilhões)
  • 5% de Small Caps ( até US$ 2 bilhões)

O índice é rebalanceado trimestralmente.

Vantagens do USTK11

Segundo apresentação da Investo, entre os principais benefícios de investir em um ETF do setor de tecnologia está a exposição a empresas inovadoras e um mercado em expansão, uma vez que grandes companhias como a Apple e Microsoft integram este leque.

A gestora acrescenta que, por serem empresas de outros países e ativos dolarizados, o investidor também pode diversificar sua carteira com exposição cambial. Além da diversificação geográfica, é possível alocar em big techs e em empresas menores que estão crescendo, que podem entregar bons retornos no longo prazo.

O setor de tecnologia também traz oportunidades de alta escalabilidade, em que companhias com um capital pequeno podem crescer rapidamente, destacou a Investo na apresentação. Considerando que a tecnologia está cada vez mais presente nas nossas vidas, o ETF USTK11 captura esse potencial

Outra vantagem, de acordo com a gestora, é a liquidez do ativo, que permite negociações diárias e com preços menores do que um fundo de gestão ativa. O ETF pode ser comprado ou vendido pelo Home Broker de qualquer corretora.

Riscos de Investimento

Como todo investimento, a gestora destaca riscos que devem ser mensurados pelo investidor antes de comprar as cotas. Para o USTK11, os principais pontos de atenção são:

  • Risco Cambial: por replicar ativos listados nas bolsas americanas, o ETF está exposto à variação do dólar americano. Caso haja uma valorização do real frente ao dólar, o USTK11 pode ter retorno negativo.
  • Fatores Macroeconômicos: por estar focado em ações de tecnologia no exterior, variáveis da economia brasileira ou americana, tais como taxas de juros, inflação, ou eventos políticos que influenciem o mercado financeiro podem afetar negativamente o preço dos ativos que integram a carteira do fundo.
  • Sem garantias: o ETF USTK11 não é garantido pelo FGC, agentes autorizados e nem o administrador.
  • Performance: mesmo replicando o índice MSCI US — Investable Market Information Technology 25/50 Index a performance do ETF não será a mesma, porque é impactada por taxas operacionais e outras variáveis.
  • Liquidez menor: embora as cotas sejam listadas na B3, o tamanho de negociação para o ETF ainda é pequeno e não há garantia do preço de negociação ou o tamanho destes lotes.
  • Risco dos investimentos permitidos: além dos 95% focados em big techs, o ETF pode investir 5% em contratos futuros, swaps, opções, títulos do tesouro, renda fixa, entre outros. Estes ativos tem seus próprios riscos de investimento.

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Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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