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Finanças

Ações da Magalu caem 8,63% após balanço; veja 3 preocupações sobre o papel MGLU3

As ações da varejista acumulam quedas de 79,46% em 12 meses e, no ano, de 32,55%.

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Fachada de loja da Magazine Luiza

Os papéis de Magazine Luiza (MGLU3) fecharam em queda de 8,63% nesta terça-feira (15), repercutindo o balanço do 4º trimestre de 2021 da companhia, que ficou abaixo das expectativas do mercado. Apesar do tombo das ações da Magalu, os papéis da varejista já vêm de uma trajetória de baixa e, segundo analistas do BTG Pactual, três fatores têm pesado sobre o desempenho dos papéis e devem persistir no curto prazo.

Em relatório, os analistas do BTG Pactual dizem que a expectativa é de que as ações da companhia, que acumulam queda de 79,46% em 12 meses e de 32,55% no ano, continuem sob pressão nos próximos meses.

Luiz Temporini, Bruno Lima, Luis Mollo, Marcelo Zambello e Vitor Melo, que assinam o relatório, avaliaram que o e-commerce continua sendo uma tese estrutural positiva, mas com muito mais ruído de curto prazo, ao qual a Magazine Luiza não está imune.

Além do debate sobre a espiral inflacionária e o aumento das taxas de juros, com efeito no custo do capital próprio, os analistas citam três seguintes preocupações que têm impactado o desempenho das ações da Magalu:

  • desaceleração do e-commerce local, principalmente para eletrônicos e players 1P;
  • concorrência de players nacionais e internacionais (mais descontos, subsídios e CAC crescente);
  • preocupações com a sustentabilidade das margens para players de e-commerce, dada a perspectiva competitiva à frente.

Por dentro do balanço

A varejista divulgou na noite de segunda-feira (14) seu balanço do 4º trimestre de 2021. A companhia presentou prejuízo líquido ajustado de R$ 79 milhões no período, revertendo o lucro de R$ 232,1 milhões reportado no quarto trimestre de 2020.

No acumulado de 2021, o lucro totalizou R$ 114,2 milhões, uma queda de quase 70% ante 2020.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou cerca de 53% no quarto trimestre, para R$ 243 milhões. 

A XP Investimentos avaliou que a Magazine Luiza reportou resultados abaixo das estimativas, que a empresa já incorporava um cenário desafiador e que a dinâmica de crescimento de receita continua impactada pela fraca performance das lojas físicas frente ao cenário macro desafiador e seu impacto na demanda de bens duráveis.

A Levante Investimentos também classificou os resultados como fracos e abaixo do esperado nas principais linhas, com margens ainda pressionadas, embora já fossem esperados números mais amenos por causa do cenário macroeconômico bastante desafiador.

“Esperava-se um resultado mais fraco que o observado nos últimos anos/trimestres. Ainda assim, o resultado veio abaixo das expectativas. Os principais destaques vieram do topline (GMV/receita líquida) e das margens operacionais. Os únicos contrapontos ficaram pela melhora na margem bruta e pelo crescimento do marketplace, mas que nos parecem insuficientes para animar o mercado no curto prazo”, escreveu em relatório a Levante Investimentos.

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