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Finanças

Queda das commodities pesa e Ibovespa volta a fechar abaixo dos 100 mil pontos

Investidores também monitoram decisões sobre juros no Brasil e nos EUA; dólar sobe.

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Tempo médio de leitura: 6 minutos

REUTERS/Nick Oxford

Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda nesta terça-feira (15), diante de nova queda das ações de commodities, com o mercado também de olho nas reuniões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. O dólar fechou em alta sobre o real.

O Ibovespa caiu 0,88%, aos 108.959 pontos, após chegar a 107.781 na mínima do pregão. O dólar subiu 0,77%, a R$ 5,1587, depois de passar de R$ 5,16 no pico do dia.

Copom e Fed

O mercado aguarda pelas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos nesta semana e mantém a guerra na Ucrânia em foco.

“Em relação aos Estados Unidos, a tendência é de que haja um aumento da taxa de juros, em linha com as últimas declarações dos membros do comitê. A banda deve aumentar dos atuais 0,0% a.a. – 0,25% a.a. para 0,25% a.a. – 0,50% a.a. Ainda, é esperado novas diretrizes para as próximas reuniões”, disse em relatório Gustavo Sung, economista-chefe responsável pelo relatório de macroeconomia da Suno Research.

“Já no caso brasileiro, diferentemente dos últimos comunicados, o BC não especificou a magnitude do novo aumento da Selic para essa semana”, acrescentou.

Em nota, analistas da Levante Investimentos disseram que “mais do que as mudanças (imediatas) nos juros, o que realmente interessa aos investidores é saber como os banqueiros centrais estão observando as dezenas de variáveis capazes de influenciar o ritmo da atividade econômica e, em decorrência disso, a inflação e a taxa de juros“.

Sung, da Suno, diz que “o trabalho do BC será em sua comunicação, visando não desancorar as expectativas de inflação para horizontes mais longos”. “Uma mensagem clara e dura pode segurar as pontas até a próxima reunião, enquanto colhe mais dados da economia.”

A Selic, atualmente em 10,75% ao ano, deve subir em 1 ponto percentual na quarta-feira, ao fim do encontro de dois dias do Comitê de Política Monetária (Copom), de acordo com pesquisa da Reuters, embora parte dos mercados precifique aumento ainda mais agressivo diante dos riscos inflacionários representados pelo conflito na Ucrânia.

Commodities

A guerra, que levou a temores generalizado de restrição na oferta global de bens energéticos e agrícolas, impulsionou os preços de várias commodities, do petróleo ao milho, nas semanas recentes. Na semana passada, os contratos futuros do Brent chegaram a flertar com os US$ 140 por barril, embora fossem negociados abaixo da barreira de US$ 100 nesta terça.

“Vemos uma nova rodada de descompressão de prêmios entre as commodities essa manhã, com repercussão nos demais mercados”, comentaram em relatório os economistas do Banco Original. “O gatilho vem da Ásia com o ressurgimento de casos de covid-19 no maior importador de petróleo do mundo, a China.”

A disparada dos custos de energia no exterior nas últimas semanas afetou o Brasil, com a Petrobras reajustando os preços do diesel e da gasolina, o que levou o governo a sancionar integralmente um Projeto de Lei que altera a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis.

Preocupações fiscais

Também entre as atenções dos investidores estava o receio sobre notícias de que o governo avalia adotar ainda mais medidas – como eventual subsídio aos combustíveis ou aumento temporário do Auxílio Brasil – para limitar impactos negativos da guerra na Ucrânia sobre a economia, ameaçando deteriorar a credibilidade fiscal do país.

Em nota desta terça-feira, estrategistas do Citi disseram que “os preços dos ativos (brasileiros) permanecerão sensíveis a quaisquer outras medidas que possam ser aprovadas para amenizar o impacto dos aumentos dos preços dos combustíveis sobre os consumidores”.

Bolsas mundiais

Wall Street

As ações dos Estados Unidos tiveram alta nesta terça-feira e o índice S&P 500 interrompeu uma sequência de três dias de baixas após nova queda no preço do petróleo e uma leitura mais suave do que o esperado dos preços ao produtor ajudarem a aliviar temores inflacionários entre investidores, com o foco se voltando ao próximo anúncio de política monetária do banco central dos EUA.

O índice S&P 500 fechou em alta de 2,14%, a 4.262,45 pontos. O Dow Jones subiu 1,82%, a 33.544,34 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite avançou 2,92%, a 12.948,62 pontos.

Europa

As ações europeias caíram nesta terça-feira, com setores ligados a commodities liderando as perdas, em meio a preocupações sobre o salto de casos de coronavírus na China aumentando o nervosismo antes de um aguardado aumento de juros nos Estados Unidos.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,28%, a 435,12 pontos, depois de subir nas duas últimas sessões, quando esperanças de progresso nas negociações de paz Rússia-Ucrânia ajudaram o sentimento.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,25%, a 7.175,70 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,09%, a 13.917,27 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,23%, a 6.355,00 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,31%, a 23.499,86 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,02%, a 8.236,10 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,16%, a 5.565,44 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações chinesas caíram para mínimas em 21 meses nesta terça-feira, e empresas da China continental listadas em Hong Kong atingiram os menores patamares desde 2008. O aumento de casos de covid-19 trouxe preocupações sobre as perspectivas para a economia chinesa, enquanto o banco central frustrou expectativas de corte numa importante taxa de juros.

A crise na Ucrânia também pesava no sentimento, ressuscitando temores sobre o aumento das diferenças entre China e Estados Unidos, já que o governo norte-americano levanta preocupações sobre o alinhamento chinês com a Rússia, levando investidores globais a abandonar ações do país asiático listadas no exterior, disseram analistas.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,15%, a 25.346 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 5,72%, a 18.415 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 4,95%, a 3.063 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 4,57%, a 3.983 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,91%, a 2.621 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 1,95%, a 16.926 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,12%, a 3.236 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,73%, a 7.097 pontos.

* Com informações da Reuters.

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