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Finanças

Ibovespa fecha em alta aos 107 mil pontos; dólar bate R$ 5,70

Índice sobiu após o Federal Reserve anunciar aceleração da retirada de estímulos monetários e sinalizar altas de juros em 2022.

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Tempo médio de leitura: 5 minutos

O Ibovespa, principal índice da B3, que passou a operar em alta na tarde desta quarta-feira (15), fechou com aumento após dias consecutivos no vermelho. O dólar ganhou força, ficando acima dos R$ 5,70, em dia de decisão de política monetária do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

O Ibovespa subiu em 0,63%, aos 107.431 pontos. O dólar avançou 0,21%, comercializado a R$ 5,7055.

No Brasil, participantes do mercado também digeriam leitura pior do que o esperado do IBC-Br, que caiu 0,40% em outubro sobre setembro.

Esse é o mais recente sinal de tropeço da atividade econômica brasileira, após leituras decepcionantes do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e dos setores de varejo e serviços.

Reuters Gustavo Cruz, da RB Investimentos, disse enxergar um cenário desafiador para o real em 2022, com expectativas de crescimento baixo ou até inexistente no Brasil somando-se a prováveis aumentos de juros nos Estados Unidos e às incertezas políticas impostas pelas eleições presidenciais.

“Eu adotaria posturas bastantes defensivas”, disse ele sobre o ano que vem, afirmando que não descarta a possibilidade de o dólar alcançar a casa dos R$ 6.

Decisão do Fed

O principal destaque desta quarta-feira é a reunião de dois dias do Fed. O Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), sinalizando que sua meta de inflação foi cumprida, disse que encerrará em março suas compras de títulos adotadas durante a pandemia, pavimentando o caminho para três aumentos de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros até o fim de 2022, conforme encerra as políticas monetárias implementadas no início da crise sanitária.

Em novas projeções econômicas divulgadas após o término da reunião de política monetária de dois dias, as autoridades previram que a inflação ficará em 2,6% no próximo ano, em comparação com a taxa de 2,2% projetada em setembro. Além disso, a taxa de desemprego cairia para 3,5%.

Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade de se investir nos títulos soberanos dos EUA, considerados o ativo mais seguro do mundo, o que tenderia a aumentar o ingresso de recursos no país e, consequentemente, apoiar o dólar.

“O mercado financeiro e seus investidores tendem a antecipar os movimentos e a perspectiva de menor liquidez gera menos apreensão do que a elevação de juros, dado o passado de ‘flight to quality’ (busca por segurança) que ocorria sempre que os EUA elevavam juros”, disse em nota Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Destaques da B3

No pregão da bolsa brasileira, os destaques do dia foram as ações da Minerva (BEEF3), Magazine Luiza (MGLU3) e Americanas (AMER3), que, na sequência, fecharam em alta de 11,19%, 7,49% e 7,46%. Por outro lado, os papéis do Iguatemi (IGTI11) encerraram com a maior queda, que foi de 2,77%, seguido de Duratex (DXCO3), com baixa de 2,26%, e Ecorodovias (ECOR3), com declínio de 2,1%.

  • Quer saber mais sobre o dia dos papéis da bolsa? Leia: Eletrobras diminui perdas; Minerva sobe 11% após retomada de venda para a China.

Bolsas mundias

Wall Street

Wall Street terminou em alta nesta quarta-feira, depois de o banco central norte-americano anunciar que encerraria suas compras de títulos da era pandêmica em março, conforme procede para sair das políticas do início da crise sanitária.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 1,63%, aos 4.708,37 pontos, enquanto o Nasdaq Composite subiu 2,17%, para 15.568,58 pontos. O índice Dow Jones teve alta de 1,10%, para 35.934,37 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações da China terminaram em queda nesta quarta-feira, com empresas de saúde em baixa devido a preocupações de que os Estados Unidos coloquem algumas empresas de biotecnologia em listas negras de investimento e exportação, enquanto casos de covid-19 ressurgentes também pesaram no setor de consumo.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei subiu 0,10%, aos 28.459,72 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,91%, a 23.420,76 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,38%, a 3.647,63 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,87%, a 5.005,90 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,05%, a 2.989,39 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,35%, a 17.660,10 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,20%, a 3.114,88 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,70%, a 7.327,10 pontos.

Europa

As ações europeias também subiram, ajudadas por papéis mais fortes de tecnologia e saúde, mas a fraqueza nos setores de varejo e energia limitaram os ganhos antes de um anúncio de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano).

  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,66%, a 7.170,75 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,15%, a 15.476,35 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,47%, a 6.927,63 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,41%, a 26.666,08 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,24%, a 8.275,00 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,27%, a 5.429,42 pontos.

(*Com informações da Reuters)

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