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Finanças

Ibovespa fecha em alta após oscilações; dólar sobe

O BC chinês injetou 100 bilhões de yuans (quase US$ 15,5 bilhões) no sistema financeiro, de olho em Evergrande.

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Tempo médio de leitura: 5 minutos

B3 Bolsa Ibovespa
Crédito: Shutterstock

Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia em alta, após operar entre perdas e ganhos nesta segunda-feira (27). O indicador, que repercutiu temores dos efeitos de uma crise imobiliária na China sobre as economias local e global, acabou encerrando com viés positivo.

O Ibovespa avançou 0,27%, aos 113.618 pontos, depois de atingir 114.432 na máxima do dia e 112.360 na mínima. O dólar subiu 0,66%, comercializado a R$ 5,37, após oscilar entre R$ 5,30 e R$ 5,38.

Destaques

Petrobras (PETR3; PETR4) fechou o dia em alta após a companhia convocar uma coletiva nesta tarde afirmando que vai manter sua atual política de preços dos combustíveis. “Continuamos trabalhando da mesma forma, acompanhando a paridade internacional e o câmbio, analisando permanentemente para ver se as oscilações são conjunturais”, disse o presidente da estatal, general Silva e Luna.

As ações da Méliuz (CASH3) ficaram no topo das baixas do indicador. A siderúrgica Usiminas também caiu, após interrupção de forno em Ipatinga. Confira os destaques da bolsa hoje.

Cenário

Pela manhã, o Ibovespa teve leve alta, apoiado em ações de commodities, com investidores à espera pela evolução de eventos políticos e econômicos de Brasil e Estados Unidos, enquanto observam o desenrolar de possíveis crises na China.

“A expectativa é de Bovespa podendo buscar alta”, afirmou o economista-chefe do banco digital Modalmais, Alvaro Bandeira, em nota a clientes.

Segundo profissionais do mercado, os negócios foram balizados nesta segunda-feira por expectativas em relação à votação do Congresso dos EUA envolvendo o teto de gastos do governo.

Por aqui, além da ata da última reunião do Copom, que na semana passada subiu a Selic em 1 ponto percentual, a 6,25% ao ano, os relatórios de gestores de recursos a clientes alertaram para votação legislativa dos precatórios, o que abriria espaço para o programa federal Auxílio Brasil, com consequências sobre o respeito ao teto de gastos.

Simultaneamente os agentes seguiram atentos a temas em ebulição na China, com possíveis crises imobiliária e de energia podendo contaminar as economias local e global.

“As preocupações com o setor imobiliário da China seguem pesando sobre os negócios”, afirmou a equipe de pesquisa econômica do Bradesco, em nota a clientes.

Mais cedo, o governo chinês anunciou injeção de 15,5 bilhões de dólares no sistema financeiro com operações de recompra reversa de 14 dias, buscando garantir a liquidez do sistema.

Bolsas Mundiais

Wall Street

O Nasdaq recuou com os investidores trocando os pesos pesados de tecnologia por ações ligadas ao crescimento econômico em meio à crescente confiança numa recuperação.

O Dow Jones Industrial Average subiu 0,21%, para 34.869 pontos.

O S&P 500 encerrou em queda de 0,28%, a 4.443 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 0,52%, a 14.969 pontos.

Europa

O índice europeu STOXX 600 fechou em baixa nesta segunda-feira, com perdas em ações de tecnologia ofuscando ganhos em papéis de bancos e energia, enquanto o mercado alemão alcançou máximas em dez dias, uma vez que o resultado das eleições federais reduziu chances de uma coalizão de esquerda formar um governo.

Investidores ficaram aliviados com o fato de o partido de extrema esquerda Linke ter ficado abaixo do limite de 5% necessário para entrar no Parlamento.

Dentro dos setores do STOXX 600, o índice de petróleo e gás avançou 2,8%, tocando uma máxima em três meses, enquanto os bancos também ganharam 2,8%.

As gigantes petrolíferas TotalEnergies, Royal Dutch Shell e BP subiram entre 3,4% e 4,8%, proporcionando o maior impulso para o STOXX 600.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,17%, a 7.063,40 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,27%, a 15.573,88 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,19%, a 6.650,91 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,63%, a 26.132,24 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,46%, a 9.002,90 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,48%, a 5.450,08 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações de Xangai recuaram nesta segunda-feira uma vez que analistas temem que os recentes problemas relacionados à energia e que afetaram a produção industrial estejam pesando sobre o crescimento econômico.

As blue-chips avançaram, lideradas pelo setor de consumo básico antes do feriado do Dia Nacional.

A crise energética da China, provocada pelo aperto da oferta de carvão e dos padrões de emissão, provocou uma contração na indústria em vários regiões e está pesando sobre a taxa de crescimento econômico do país, disseram analistas.

Já o setor de consumo básico saltou 5% antes do feriado de uma semana do Dia Nacional, que começa em 1 de outubro e tradicionalmente é uma temporada de alta do consumo.

. Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,03%, a 30.240 pontos.

. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,07%, a 24.208 pontos.

. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,84%, a 3.582 pontos.

. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,58%, a 4.877 pontos.

. Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,27%, a 3.133 pontos.

. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,31%, a 17.313 pontos.

. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 1,27%, a 3.100 pontos.

. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,57%, a 7.384 pontos.

*Com informações da Reuters

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