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Finanças

Veja as 10 ações que mais subiram e caíram em julho

O mês acabou, mas a recuperação do Ibovespa prevalece; a bolsa comemora seu quarto mês de alta

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Katherine Rivas
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Alerta para a tripulação, finalmente navegamos em mar calmo! O mês de julho acabou e, após um misto de emoções nas últimas semanas, o Ibovespa fechou com alta acumulada de 8,27%.

Este foi o quarto mês de recuperação da bolsa brasileira, desde março quando começou a pandemia no Brasil. E apesar que a alta de julho não conseguiu superar a de junho (+8,76%) ou os ganhos de maio (+8,57%), o mês foi essencial para comprovar que estamos saindo da UTI e que é possível sim operar acima dos 100 mil pontos.

Julho trouxe aquele ar de esperança. Quando o mercado comemorava os 100K ainda surgia a dúvida se era possível manter o equilíbrio. O mês começou reforçando a tendência de recuperação do índice, no cenário externo as bolsas estrangeiras também reagiram positivamente à reabertura gradual das principais economias.

Os avanços com as vacinas da Covid-19 fortaleceram este otimismo. E os indicadores econômicos de emprego, varejo e industria não desapontaram.

No Brasil, a política aparentava estabilidade apesar das idas e vindas em Brasília. A aprovação do novo marco de saneamento comprovou que mesmo com atritos ainda existe diálogo entre os poderes. Aliança que o Executivo tentou reatar semanas depois para debater a reforma tributária.

Nas últimas semanas, a briga geopolítica entre China e EUA quase colocou em xeque a paz, além da tensão gerada pelo risco de uma segunda onda do coronavírus. Enquanto estados americanos como a Flórida recuavam para o isolamento, na Europa o receio também aumentava.

Nas companhias de capital aberto, os balanços do segundo trimestre surpreenderam, longe de traduzir o caos muitos tiveram resultados acima do que esperado. Mais uma vez, o mercado confirmou que a recuperação era para valer.

Fechamos o último dia do mês na faixa dos 102 mil pontos. Para Bruno Komura, analista da Ouro Preto Investimentos os 120 mil pontos, tão esperados pelo mercado, ainda estão longe de ser realidade. Restam desafios como entender qual será o comportamento das companhias e da economia pós-covid.

Mas, fiquem tranquilos investidores! Agora navegamos em mar calmo! Komura reforça que há liquidez suficiente, graças aos estímulos dos bancos centrais e juros baixos, para manter o nível atual do Ibovespa. E continuar no nosso ritmo preferido: em alta.

Maiores altas

Agora é a hora de você conhecer as maiores altas do mês. E entre estas selecionamos as três que mais valorizaram e se tornaram as queridinhas do mercado.

O destaque do mês de julho é a Via Varejo (VVAR3), ação que teve alta acumulada de 26,84%. A companhia está se tornando cada vez mais atrativa para os investidores, pela sua rápida valorização. Isso apesar de ter entrado no ramo do e-commerce, onde seus papéis ainda continuam descontados em comparação com os concorrentes. Segundo Komura os múltiplos da Via Varejo ainda estão abaixo da Magazine Luiza e da B2W, mas o desconto é justificável porque a companhia ainda está em transição do varejo tradicional para o marketplace. “Esta transição está acontecendo acompanhada da valorização dos papéis”, diz.

Para o especialista é possível observar a evolução da Via Varejo em dois aspectos: o processo de turn around e a transição para o e-commerce. Ele avalia que esta evolução deve ficar nítida também nos resultados do 2º trimestre de 2020. “Os números vão mostrar o crescimento do comércio eletrônico e o impacto negativo das lojas físicas. Em julho a empresa divulgou alguns dados por erro no Twitter, que depois foram apagados, e o mercado conseguiu enxergar o crescimento”, reforça Komura.

A segunda maior alta do mês é a Weg (WEGE3), que valorizou 25,72%. A companhia que já era reconhecida pela sua resiliência e consistência não para de crescer. E os resultados do 2ª trimestre comprovaram que a Weg tem um forte potencial nos negócios, apesar da Covid.

No último balanço divulgado, a companhia teve lucro de R$ 514 milhões. Um crescimento anual de 32%. A receita da companhia também aumentou para R$ 4,063 bilhões.

O lucro da Weg reforça a eficiência dos gestores sobre o controle de custos da companhia. Komura avalia que a empresa está bem posicionada quando o assunto é projetos de longo prazo, especialmente no setor elétrico com a produção de equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia. Há oportunidade para Weg também no setor de saneamento com fornecimento de bombas de água. “A carteira backlog, projetos assinados que ainda não foram entregues, está bem posicionada”, destaca.

A terceira maior alta do mês é uma companhia que não para de crescer, mas que atraiu os holofotes apenas na última semana de julho. É a Cosan (CSAN3), que teve alta acumulada de 22,11%.

Komura explica que a companhia valorizou após seu controlador Rubens Ometto anunciar um processo de reestruturação, para simplificar a estrutura da Cosan e potencializar as práticas de governança corporativa. “Também ajudou o anúncio de um possível IPO das subsidiárias Raízen, Moove e Compass, a controladora da Comgás”, destaca.

Veja as 10 ações que mais valorizaram em julho:

AçãoAlta
Via Varejo (VVAR3)26.84%
WEG (WEGE3)25.72%
Cosan (CSAN3) 22.11%
Localiza (RENT3)20.12%
Bradespar (BRAP4) 19.72%
Cogna (COGN3) 19.65%
Marfrig (MRFG3) 18.11%
Natura (NTCO3) 15.27%
Eletrobras ON (ELET3) 15.22%
Magazine Luiza (MGLU3) 15.14%

Maiores quedas

Entre as maiores quedas do mês de julho encontramos figurinhas carimbadas. Setores que acreditaram num futuro melhor com a retomada econômica, mas que infelizmente ainda respiram por aparelhos.

É o caso da Embraer (EMBR3), maior queda de julho que desvalorizou 6,85%. Pedro Bresser, analista da Levante Investimentos enxerga que a companhia está sofrendo por causa de dois fatores: a redução de pedidos backlog (contratos assinados mas ainda não entregues), que foram cancelados ou tiveram redução dos pedidos.

O segundo aspecto é o Plano de Demissão Voluntária (PDV), que de voluntária não tem nada porque continua trazendo dores de cabeça para a Embraer apesar das tentativas da companhia de “melhorar” as cláusulas.

Ainda no setor aéreo, a segunda maior queda do mês foi a Gol (GOLL4), que caiu 5,09%. A Gol está em um túnel onde não se enxerga mais a luz, a demanda da companhia está cada vez mais incerta, o consumidor não é mais o mesmo e ainda não é possível prever se voltará a viajar da mesma forma após a pandemia.

Segundo Bresser, o prejuízo de R$ 400 mil da Smiles – que cuida do programa de fidelidade da Gol- no segundo trimestre de 2020, frente ao lucro líquido de R$ 155,7 milhões no mesmo período em 2019, só contribuiu com a desvalorização dos papéis da aérea.

Outra que sofre nas mãos do novo consumidor é a BrMalls (BRML3), que teve queda acumulada de 3,88%. A empresa é a terceira maior queda do mês, isso comprova que o investidor ainda não confia na recuperação dos shoppings.

Apesar da reabertura gradual deste tipo de comércio, o consumo ainda é fraco e as vendas por impulso diminuíram. “Isso além da possibilidade de contágio da Covid-19 em algumas localidades que reascende o risco de inadimplência dos lojistas”, explica Bresser.

E não podia faltar nessa lista a nossa querida IRB Brasil (IRBR3), que caiu 3,74% em julho. A novela da resseguradora não acaba, pelo contrário até renova temporada. Como todo relacionamento nesta vida, quando a confiança se quebra, é difícil fechar a ferida. E foi isso que ocorreu com o investidor, que após enxergar uma série de escândalos na empresa ainda não consegue dar outra chance para IRB.

Há tentativas de redenção, como a capitalização de R$ 2 bilhões ou as vagas iniciativas de reestruturar a governança, contudo o mercado ainda não enxerga um desejo real de mudança ou pelo menos uma clareza dos próximos passos. Como diz o ditado: valem ações e não palavras. E enquanto não tiver um plano concreto, os investidores revisam as estimativas da IRB para baixo, mas é tão baixo que a gente quase chega no poço. Será que a volta do pagamento de dividendos muda o cenário?

Veja as 10 ações que mais caíram em julho:

AçãoQuedas
Embraer (EMBR3) -6.85%
Gol (GOLL4)-5.09%
BR Malls (BRML3) -3.88%
IRB Brasil (IRBR3) -3.74%
Braskem (BRKM5) -3.59%
Azul (AZUL4) -2.17%
Ambev (ABEV3) -1.91%
Qualicorp (QUAL3) -1.58%
Rumo (RAIL3) -1.07%
Yduqs (YDUQ3) -0.91%

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