- Valor inicial: quanto você já tem para investir;
- Aporte mensal (opcional): quanto pretende investir todo mês;
- Produto: escolha o tipo de investimento (CDB, LCI/LCA, Tesouro etc);
- Prazo: tempo que o dinheiro ficará aplicado (ou data de vencimento).
Esses dados definem o “esqueleto” da simulação: quanto, onde e por quanto tempo investir.
2 – Escolha o tipo de rentabilidade e a taxa
Aqui está o ponto mais importante da calculadora:
- Pós-fixado (CDI): você informa um percentual do CDI (ex: 100%, 110%). O CDI é a principal taxa da renda fixa. É usada como referência para CDB, LCI e LCA.
- Prefixado: você informa a taxa anual fixa (ex: 12% ao ano).
- Atrelado ao IPCA: informe a taxa real (ex: IPCA + 5%). A calculadora soma essa taxa à inflação projetada.
Esse campo define como o investimento vai render ao longo do tempo.
3 – Entenda o impacto do produto escolhido
A escolha do investimento muda bastante o resultado:
- CDB: geralmente atrelado ao CDI e tem Imposto de Renda.
- LCI/LCA: também podem seguir o CDI ou ser prefixadas, mas são isentas de IR.
- Tesouro IPCA ou prefixado: combina taxa fixa com inflação ou taxa definida.
- Fundos DI: seguem o CDI, mas têm taxa de administração.
A calculadora já considera impostos e custos automaticamente para comparação.
4 – Compare investimentos e encontre a melhor opção (opcional)
Você pode selecionar outros produtos para comparar lado a lado (ex: CDB vs LCI).
Isso ajuda a responder perguntas como:
- “Vale mais um CDB 110% CDI ou uma LCI 90% CDI?”
- “Compensa pagar IR por uma taxa maior?”
5 – Analise o resultado e a rentabilidade líquida
Após clicar em calcular, observe:
- Rendimento bruto x líquido;
- Valor final do investimento;
- Imposto pago (se houver);
- Rentabilidade líquida (%).
A ferramenta já aplica IR, projeção de IPCA e taxas automaticamente para facilitar a comparação.
Para os cálculos, levamos em consideração a projeção mais recente do IPCA para o período de 12 meses à frente do boletim Focus, do Banco Central.
Para a taxa Selic, adotamos a que está em vigor na data da simulação. Essa taxa é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, a cada 45 dias. A alteração dessa taxa pode mudar o resultado da simulação.
Diferença entre CDI, IPCA e taxa prefixada
- CDI (pós-fixado): acompanha juros da economia (mais previsível no curto prazo);
- IPCA + taxa: protege contra inflação (ganho real);
- Prefixado: você trava a taxa hoje (bom se juros caírem).
Como funciona a calculadora de renda fixa do InvestNews
(o que a ferramenta analisa e como ela ajuda na decisão)
O que é melhor: um CDB que paga mais ou uma LCI que paga menos, mas não tem imposto? Um título prefixado ou pós-fixado? Diante das diferentes modalidades, indexadores e formas de rentabilidade disponíveis, escolher o produto de renda fixa mais vantajoso é uma tarefa complexa.
Para facilitar a sua decisão, a calculadora de investimentos de renda fixa do InvestNews oferece uma análise precisa da rentabilidade acumulada em vários cenários e prazos. A ferramenta permite comparar produtos isentos e não isentos de Imposto de Renda, uma informação relevante para ajudar você a identificar a melhor opção considerando tanto a rentabilidade quanto os impactos tributários e as características específicas de cada investimento.
Confira:
- Faça também o cálculo do salário líquido online e gratuitamente
Quais produtos contemplados na Calculadora de Renda Fixa
- CDBs (Certificados de Depósito Bancário): os prefixados têm uma taxa de juros definida e garantida no momento da aplicação até o vencimento; os pós-fixados rendem conforme a variação do CDI; e os atrelados ao IPCA oferecem rentabilidade real, ou seja, acima da inflação, protegendo assim o seu poder de compra.
- Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), também pré e pós-fixadas, são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas.
- Fundos DI: conhecidos pela liquidez de curtíssimo prazo, investem majoritariamente em títulos públicos pós-fixados.
- Títulos públicos: prefixados (rentabilidade definida no momento da compra) e os pós-fixados (atrelados à taxa Selic ou ao IPCA)
- Poupança: ainda que a rentabilidade seja menor, ainda existem investidores que optam por esse produto. É isenta de IR. No entanto, quando o investidor resgata os recursos fora da data de aniversário da poupança, ele perde todo o rendimento daquele mês.
Leia também:
- O que fazer com o 13º salário
- Como investir o 13º
- Como declarar 13º de pensão alimentícia no Imposto de Renda
Como é feito o cálculo da rentabilidade na renda fixa
O cálculo da rentabilidade na renda fixa varia conforme o tipo de indexador e a forma de remuneração do título. Nos investimentos pós-fixados, como CDBs atrelados ao CDI, o rendimento acompanha a variação diária dessa taxa, que, por sua vez, segue de perto a Selic efetiva, definida pelo Banco Central do Brasil.
Nesse caso, a rentabilidade é expressa como um percentual do CDI (por exemplo, 110% do CDI), e o retorno final depende do comportamento dos juros ao longo do período. Já nos títulos prefixados, a taxa é definida no momento da aplicação (ex: 12% ao ano), permitindo prever exatamente o valor bruto no vencimento. Por fim, nos papéis indexados à inflação, como os atrelados ao IPCA, o ganho combina uma taxa fixa com a variação do índice de preços, garantindo retorno real acima da inflação.
Os diferentes produtos de renda fixa aplicam essas lógicas com regras próprias. O CDB pode ser pós-fixado, prefixado ou híbrido (IPCA + taxa), mas sofre incidência de Imposto de Renda conforme o prazo. Já LCI e LCA, apesar de também poderem ser atreladas ao CDI ou prefixadas, têm como principal vantagem a isenção de IR para pessoa física, o que impacta diretamente a rentabilidade líquida.
No caso dos títulos públicos, negociados por meio do Tesouro Direto, há opções prefixadas, pós-fixadas (atreladas à Selic) e híbridas (IPCA + taxa), com liquidez e segurança maiores. Assim, ao comparar investimentos, é essencial considerar não apenas a taxa oferecida, mas também o indexador, a tributação e o prazo, já que esses fatores determinam o retorno efetivo da aplicação.