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Finanças

Ibovespa vira e fecha em queda, aos 122 mil pontos; dólar recua para R$ 5,19

Dia foi marcado por repercussão do IPCA e ata do Copom, de olho também no cenário externo.

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O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3, mudou de sentido e encerrou em baixa nesta terça-feira (10). Ao mesmo tempo, a queda do dólar perdeu força, mas a moeda registrou desvalorização frente ao real. O mercado reage a dados de inflação e expectativas sobre a taxa Selic, enquanto as preocupações fiscais seguem no radar.

O ​Ibovespa caiu 0,54%, aos 122.202 pontos, após chegar à máxima de 123.513 pontos. Veja a cotação do Ibovespa hoje. Já o dólar recuou 0,96%, negociado a R$ 5,1967, após oscilar entre R$ 5,1852 e R$ 5,2628 na mínima e máxima do dia.

Selic e IPCA

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada mais cedo, indicou que aumentos seguidos e sem interrupção são necessários para levar a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira para patamar acima do neutro, levando assim as projeções de inflação de volta à meta do BC.

“A ata do Copom reforçou intenção de fazer um ajuste tempestivo da política monetária”, disseram em nota analistas do Bradesco, reforçando sua expectativa de que a Selic encerre o ano em 7%.

Dados desta terça mostraram que a inflação oficial brasileira acelerou com força em julho. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu o nível mais alto para o mês em quase 20 anos, ainda sob intensa pressão dos preços da energia elétrica, levando a taxa acumulada em 12 meses a encostar em 9%.

Juros mais altos no Brasil tendem a elevar a atratividade do mercado de renda fixa local, intensificando a entrada de recursos estrangeiros e, consequentemente, elevando a oferta de dólares no país. Desta forma, a tendência é de queda do dólar nesse cenário.

Cenário fiscal

Enquanto isso, no lado fiscal, o Ministério da Economia afirmou nesta manhã que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que propõe o pagamento parcelado dessas despesas pela União, implicaria economia de R$ 33,5 bilhões em 2022.

Recentemente, a notícia de que o governo precisaria alterar o pagamento dos precatórios, combinada à pressão do presidente Jair Bolsonaro por aumento do valor do Bolsa Família (agora Auxílio Brasil), abalou a percepção dos investidores sobre o cenário doméstico, levantando dúvidas sobre a capacidade do país de respeitar o teto de gastos, explicou Vanei Nagem, responsável pela mesa de câmbio da Terra Investimentos, acrescentando: “continua a incerteza.”

Além disso, disse ele, os investidores ficavam de olho em Brasília, cautelosos. No dia em que a Câmara dos Deputados deve votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso, Bolsonaro assistiu pela manhã um desfile de blindados das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios, em um movimento visto por parlamentares como tentativa de demonstrar força e apoio dos militares.

Sobre o movimento do mercado nesta terça, o analista José Falcão, da Easynvest by Nubank, aponta que “com a ligeira ajuda do mercado externo, os ativos domésticos reagem com cautela, próximo da estabilidade, ao cenário político-econômico do dia – apesar de ter havido estreitas oscilações pela manhã ao IPCA de 0,96%, à ata do Copom confirmando alertas para os riscos fiscais e às explicações sobre a PEC dos Precatórios”. “Acredito que os motivos são estes, e menos ‘desfile de tanques'”, opina o analista.

Lá fora

Enquanto isso, no exterior, o índice do dólar continuava em patamares elevados. Recentemente, sinais de melhora no mercado de trabalho dos Estados Unidos elevaram as apostas de que o Federal Reserve (Fed) vai reduzir seu programa de compra de títulos.

Na segunda-feira, essas expectativas foram alimentadas por comentários mais “hawkish” (preocupados com a inflação) de duas autoridades do banco central norte-americano.

A reversão de estímulos e eventual elevação de juros nos EUA são vistas por muitos economistas como possível fator de impulso para o dólar, uma vez que elevariam o ingresso de recursos no mercado norte-americano.

Destaques

O BTG Pactual (BPAC11), que chegou a ficar entre as principais altas do Ibovespa, virou para a queda no decorrer da tarde e encerrou o dia com desvalorização. Quem caiu forte foi a estreante Oncoclínicas (ONCO3). Veja mais destaques da bolsa hoje.

Bolsas Mundiais

Wall Street

Os principais índices de Wall Street fecharam o dia em alta, com os investidores aguardando novos progressos em direção à aprovação de um projeto de infraestrutura muito esperado.

  • O Dow Jones subiu 0,46%, a 35.264,67 pontos.
  • O S&P 500 teve alta de 0,10%, a 4.436,75 pontos
  • Nasdaq Composite caiu 0,49%, a 14.788,09 pontos

Europa

As ações europeias atingiram máximas recordes nesta terça-feira, ampliando os ganhos para uma sétima sessão consecutiva, com os investidores encontrando conforto de balanços empresariais fortes e de perspectivas de uma recuperação econômica, apesar de preocupações sobre a variante delta da covid-19.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,40%, a 7.161 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,16%, a 15.770 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,10%, a 6.820 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,24%, a 26.201 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,37%, a 8.899 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,02%, a 5.153 pontos.

Ásia e Pacífico

Uma retomada das fabricantes de bebidas alcoólicas ajudou os principais índices acionários da China a se recuperarem de quedas anteriores causadas pelo minério de ferro nesta terça, mesmo com o ressurgimento de infecções pelo coronavírus pesando sobre o sentimento do investidor.

Os investidores podem se focar no setor de consumo, incluindo alimentos e bebidas, e de serviços de lazer, antes da temporada de balanços, surgiu a Wanlian Securities.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,24%, a 27.888 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 1,23%, a 26.605 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 1,01%, a 3.529 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 1,16%, a 5.043 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,53%, a 3.243 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,92%, a 17.323 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,95%, a 3.207 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,32%, a 7.562 pontos.

( * Com informações da Reuters)

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