Siga nossas redes

Negócios

Puxado por commodities, Ibovespa vai aos 120 mil pontos; dólar cai para R$ 5,26

Incertezas políticas e fiscais são ofuscadas por cenário externo nesta terça.

Publicado

em

ilustração com gráfico do ibovespa

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3, encerrou a terça-feira (24) com forte alta retomando ao patamar de 120 mil pontos, tendo de pano de fundo o avanço dos preços de commodities, como minério de ferro e o petróleo, além da alta dos papéis das construtoras. Porém, os receios com a tensão em Brasília e seus potenciais reflexos na agenda de reformas estruturais no país ainda persistem.

Já o dólar terminou o dia em queda, com a perspectiva de juros mais atrativos no Brasil, movimentos de realização de lucros e um clima benigno no exterior também compensando, pelo menos por ora, os constantes ruídos políticos e fiscais domésticos.

O Ibovespa avançou 2,33%, aos 120.210 pontos, bem próximo da máxima do dia em 120.463 pontos. Já o dólar recuou 2,20%, negociado a R$ 5,2616, após atingir R$ 5,3638.

Cenário

Segundo Alexandre Netto, head de câmbio da Acqua-Vero Investimentos, a queda do dólar sobre o real nesta terça é, além de reflexo de um ambiente internacional mais inclinado ao risco, “sinal de fluxo”, refletindo movimentos de internalização de recursos por parte de exportadores.

“À medida que (o dólar) sobe, o exportador aproveita alguns momentos para internalizar recursos“, explicou Netto. “Além disso, também recebemos fluxo de investidores estrangeiros fazendo ‘carry trade’, aplicando na renda fixa em meio ao aumento de juros pelo Banco Central.”

A taxa Selic está atualmente em 5,25% ao ano e a caminho de superar o patamar neutro, o que tende a tornar o diferencial de juros entre Brasil e economias avançadas mais atraente.

Mesmo assim, alertou Netto, “o cenário continua tendendo para uma depreciação do real”, citando o constante temor fiscal, burburinho em Brasília e uma inflação que não tem dado sinais de arrefecimento, apesar da postura mais dura do BC.

O mês de agosto tem sido dominado pelo noticiário fiscal: a pressão do governo pelo parcelamento do pagamento de precatórios acendeu o alerta dos investidores sobre a saúde das contas públicas e a capacidade do governo de honrar suas obrigações, apesar das tentativas do ministro da Economia, Paulo Guedes, de amenizar o clima nos mercados.

Paralelamente, o clima segue de tensão em Brasília em meio a ataques constantes do presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Há uma clara evidência dos descontroles alavancados por novos e constantes gastos afrontando a política fiscal, que agrava o risco, atendendo projeto populista do governo com foco já nas eleições de 2022, e tudo isto num ambiente conflituoso entre os poderes constituídos do país”, opinou em nota Sidnei Nehme, economista e diretor-executivo da NGO Corretora.

Nesta semana, disse Netto, da Acqua-Vero, os investidores ficarão atentos à conferência anual de banqueiros centrais de Jackson Hole, organizada pelo Fed (Federal Reserve), em busca de sinais sobre o futuro da política monetária norte-americana.

Commodities

Os contratos futuros do carvão metalúrgico e do coque negociados em Dalian atingiram máximas recordes nesta terça, ampliando um forte rali alimentado por preocupações com a oferta das matérias-primas siderúrgicas na China, maior produtora de aço do mundo.

O contrato mais negociado do carvão coque na bolsa de commodities de Dalian fechou em alta de 5,8%, a 2.465 iuanes (US$ 380,50) por tonelada, depois de atingir um recorde histórico de 2.571 iuanes. Já o coque avançou 6,5%, para 3.150 iuanes por tonelada, após tocar uma máxima de 3.267,50 iuanes.

As perspectivas de um aperto prolongado nas ofertas de carvão coque na China deram suporte aos preços, elevando também o custo do coque, a forma processada do carvão metalúrgico.

Os futuros do minério de ferro se recuperaram, com os preços da commodity negociada em Dalian estendendo ganhos registrados no “overnight”, à medida que um alívio em temores relacionados ao surto de covid-19 na China ajudou a acalmar os nervos no mercado após vários dias de liquidação por preocupações com a demanda.

O contrato mais negociado do minério de ferro em Dalian, para entrega em janeiro de 2022, saltou 6,2%, a 817,50 iuanes por tonelada, recuperando-se de uma mínima de sete meses e meio registrada na sexta-feira.

Destaques da B3

O dia foi marcado pela valorização dos papéis de Vale (VALE3), CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Gerdau em meio ao aumento do preço do minério de ferro, além do avanço das construtoras. Veja os destaques da bolsa hoje.

Bolsas Mundiais

Wall Street

Os índices S&P 500 e Nasdaq atingiram máximas recordes nesta terça-feira, impulsionados por ações relacionadas a petróleo e a viagens, depois que a aprovação total de uma vacina contra a covid-19 nos Estados Unidos levantou esperanças de uma recuperação econômica mais rápida.

O índice Dow Jones subiu 0,09%, a 35.366 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,15%, a 4.486 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,52%, a 15.019 pontos.

Europa

As ações europeias fecharam estáveis nesta terça, com os investidores evitando fazer grandes apostas antes de uma atualização sobre a política monetária norte-americana, mesmo com os dados delineando uma recuperação econômica mais forte do que o esperado na Alemanha.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,24%, a 7.125 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,33%, a 15.905 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,28%, a 6.664 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,07%, a 26.027 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,22%, a 8.948 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,04%, a 5.361 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações da China ampliaram seus ganhos nesta terça-feira, lideradas pelos setores de recursos básicos e bebidas alcoólicas, depois que o banco central prometeu estabilizar a oferta de crédito e aumentar o suporte monetário para pequenas empresas e a economia.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,87%, a 27.732 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 2,46%, a 25.727 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 1,07%, a 3.514 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 1,09%, a 4.888 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,56%, a 3.138 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,46%, a 16.818 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,65%, a 3.107 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,17%, a 7.503 pontos.

( * Com informações da Reuters)

Veja também

Compre Ações em apenas 3 cliques e aproveite taxa ZERO de corretagem! Invista já

Anúncio Patrocinado Invista em Ações com TAXA ZERO de corretagem! Invista em Ações com TAXA ZERO de corretagem!