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Dólar fecha em R$ 5,37 e Ibovespa tem mais um dia de perdas, aos 116 mil pontos

Dia é marcado por divulgação de ata do Fed, enquanto incertezas internas seguem guiando dólar e Ibovespa.

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Real fica mais exposto a ruído político e força global do dólar por posicionamento técnico, diz Morgan Stanley 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes

O dólar encerrou em alta nesta quarta-feira (18), enquanto o Ibovespa, que chegou a virar e subir no meio da tarde, fechou o pregão em queda. O mercado repercute a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) nesta tarde. Ao mesmo tempo, os investidores continuaram de olho nos riscos fiscais e políticos domésticos.

O dólar subiu 1,94%, a R$ 5,3751, bem próximo a máxima do dia em R$ 5,3771. Já o Ibovespa caiu 1,07%, aos 116.642 pontos, com queda acumulada de 2% no ano. Veja a cotação do Ibovespa hoje.

José Falcão, analista de investimentos da Nu invest, afirmou mais cedo que o Ibovespa chegou a subir, com ajuda dos papéis de bancos, commodities e energia. No entanto, destacou que a virada não tinha fundamento. “A melhora na bolsa não encontra respaldo no câmbio, onde o dólar segue em forte alta, refletindo a cautela do mercado com ruídos políticos e as incertezas sobre a reforma do IR e o PEC dos precatórios. Os juros futuros se afastaram das máximas, mas apontado para cima”, afirmou.

Ata do Fed

O Fed, banco central dos EUA, divulgou nesta tarde a ata de sua última reunião. O documento mostra que os integrantes se dividiram sobre empregos e redução de compras de títulos.

De acordo com a ata, em meio a desentendimentos sobre por quanto tempo o Fed deveria esperar para reduzir suas compras mensais no valor de US$ 120 bilhões, “vários participantes” disseram que a política monetária ainda é necessária para recuperar os danos da pandemia ao mercado de trabalho, “alguns” disseram que a política do Fed tem pouco mais para contribuir e “vários” afirmaram que as condições do mercado de trabalho antes da pandemia “podem não ser o referencial correto” dadas as mudanças duradouras na economia.

A divulgação ocorre um dia depois de declarações do chefe do Fed, Jerome Powell, sobre a recuperação da economia. Ele disse durante evento que a pandemia “ainda está lançando uma sombra sobre a atividade econômica” norte-americana, afirmando que o país ainda não pode “declarar vitória”.

O chefe do banco central tem compartilhado repetidamente sua visão de que a alta da inflação nos EUA é transitória e de que o mercado de trabalho local ainda tem terreno a recuperar antes de que haja endurecimento da política monetária.

“A fala do (chair do Fed, Jerome) Powell de ontem sugere que os Estados Unidos devem manter um nível de juros acomodatício pelo menos até final de 2022; nada tem afetado o posicionamento dele”, disse à Reuters Thomás Gibertoni, da Portofino Multi Family Office.

Por outro lado, em sinal cada vez mais claro de divergência dentro do Fed, algumas autoridades regionais têm argumentado a favor de redução de estímulos já em 2021, preocupadas com a dinâmica dos preços, o que poderia comprometer o apetite por ativos de países emergentes. A redução das compras de títulos pelo Fed é vista como precursora de eventual aumento de juros.

Cenário interno

No ambiente doméstico, seguem as preocupações sobre o cenário político e fiscal. “Vimos nossa moeda sofrendo nas últimas semanas em meio à crise institucional e preocupações sobre as contas do governo”, disse Gibertoni, referindo-se às trocas de farpas entre o presidente Jair Bolsonaro e o Judiciário e ao estresse gerado pelo esforço do governo para alterar a dinâmica de pagamento de precatórios.

Na visão do economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, o ambiente político-institucional conturbado tende a continuar pesando sobre os ativos domésticos, enquanto a cautela predomina nos mercados no exterior.

O ruído doméstico parecia ofuscar até mesmo a perspectiva de aumento de juros no Brasil, que tende a elevar a atratividade do mercado de renda fixa local e pressionar o dólar para baixo.

Destaques

A queda do Ibovespa era acentuada pela tendência negativa das ações da Vale, na esteira do declínio dos preços do minério de ferro na China. Entre outros destaques, a incorporadora JHSH (JHSF3) estava entre as principais altas do pregão após anunciar o programa de recompra de 28 milhões de ações. A Locaweb (LWSA3), que também anunciou a recompra de papéis, seguia o mesmo ritmo. A BR Distribuidora (BRDT3), que anunciou a venda de sua participação na Brasil Carbonos, registrava leve desvalorização. Veja mais destaques da bolsa hoje.

Bolsas Mundiais

Wall Street

Os principais índices acionários dos Estados Unidos encerraram em queda, com os investidores deixando de fazer grandes apostas antes da divulgação da ata da última reunião do Fed. Microsoft (MSFT34), Nvidia (NVDC34) e Tesla (TSLA34), que lideraram o rali de Wall Street ante as mínimas da pandemia no ano passado, ajudavam o mercado a compensar algumas perdas.

O índice Dow Jones caiu 1,08%, a 34.960 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 1,07%, a 4.400 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq caiu 0,89, a 14.525 pontos.

Europa

As ações europeias ficaram em torno da estabilidade nesta quarta-feira, com investidores favorecendo papéis de empresas de serviços públicos e de saúde em detrimento de setores economicamente sensíveis, devido às crescentes preocupações sobre um aumento nos casos globais de covid-19.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,16%, a 7.169,32 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,28%, a 15.965,97 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,73%, a 6.770,11 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,50%, a 26.357,21 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,18%, a 8.970,20 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 1,26%, a 5.310,63 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações da China subiram nesta quarta, depois de apresentarem perdas acentuadas na sessão anterior, com as ações financeiras se recuperando diante da promessa de Pequim de evitar grandes riscos financeiros, enquanto empresas do setor de defesa ganhavam terreno em meio a crescentes tensões geopolíticas.

Em reunião de terça-feira, o Comitê Central para Assuntos Financeiros e Econômicos da China disse que esforços devem ser feitos para encontrar um equilíbrio entre garantir um crescimento econômico estável e prevenir riscos financeiros, de acordo com a mídia estatal Xinhua.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,59%, a 27.585 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,47%, a 25.867 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 1,11%, a 3.485 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 1,17%, a 4.894 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,50%, a 3.158 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,99%, a 16.826 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,41%, a 3.131 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,12%, a 7.502 pontos.

(* Com informações da Reuters)

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